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O Jânio, aquele

21 de setembro de 2012 1

Estamos vivendo um período eleitoral sem grande empolgação, por pura falta de carisma. Tudo bem, políticos carismáticos não significam, necessariamente, políticos bons. Mas, quando haviam, davam um tempero no processo. Caso de Jânio Quadros, que governava por bilhetinhos. Ou memorandos objetivos, que escancaravam sua personalidade forte e não deixavam dúvidas. Como este, de março de 1988, quando  prefeito de São Paulo:

Memº JQ.4226/88, de 15.3.88

Cel. Geraldo Arruda Penteado – SMT

1 – Determinei, à semana passada, policiamento de trânsito à frente dos estádios, dos grandes clubes, restaurantes e boates, onde se reúnem, aos domingos, dezenas, centenas ou milhares de pessoas;

2 – Contudo, visitei as adjacências do “Paineiras”, no Morumbi. Não encontrei policial nenhum e precisei, em pessoa, multar vários carros sobre a calçada;

3 – Monte V.Exa. um esquema permanente para todos os domingos e feriados. Puna os infratores de forma impiedosa. Não podem escarnecer da fiscalização nesses dias, entendendo-a ineficaz, ausente;

4 – Rigor, sem complacência;

5 – Antes da posse de V.Exa., multei o meu próprio carro, porque estacionou sobre a faixa de segurança para pedestres. A multa foi paga.

6 – Aguardo providências ora determinadas.

J.QUADROS, Prefeito

Comentários (1)

  • Jairo diz: 25 de setembro de 2012

    Hoje, qual é o político que tem a coragem para fazer isso? Com o perdão da expressão, mas o “bundamolismo” tomou conta, não só da política, mas da sociedade em geral.

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