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O magistrado

01 de outubro de 2012 9

 Em setembro de 2004, o então juiz-corregedor em Blumenau Jorge Luís Costa Beber, hoje desembargador, tomou uma decisão corajosa: abdicou do cargo. A realidade do Presídio Regional de Blumenau tornava impossível sua intenção de um projeto de ressocialização dos apenados. Em artigo publicado no Santa no dia 16 daquele mês, intitulado “A interrupção de um ideal – desabafo de um juiz”, explicava a decisão à comunidade:

– Não me vejo encorajado a continuar condenando pessoas, jogando-as em celas mais do que abarrotadas sem a menor perspectiva de recuperação. 

Oito anos depois, a realidade do sistema prisional só piorou, a superlotação continua – 863 detentos para 400 vagas no presídio de Blumenau –, ressocialização nem pensar. E há 14 mil mandados de prisão em aberto. O desembargador Beber continua desencorajado, na condição de magistrado, a condenar alguém para ser jogado na indignidade das prisões nacionais.

E certamente tão amargurado quanto nós, face a esta terrível e nunca resolvida realidade.

Comentários (9)

  • Rubens diz: 1 de outubro de 2012

    Só profissionais de bom senso tomam atitudes coerentes como essa.Nem tudo está perdido,perdidos estão os lá de cima…

  • André Silva diz: 1 de outubro de 2012

    Se o juiz e agora desembargador, que é a pessoa que tem o poder de obrigar uma mudança, fazendo valer a lei, não o faz e desiste, imagine nós, reles eleitores que nem acesso a justiça gratuita temos.
    Na minha opinião, este senhor é um covarde. Que ele repense e tenha a coragem de fazer valer a lei, doa a quem doer.

  • CURTO&GROSSO diz: 1 de outubro de 2012

    O que não consigo entender é o fato de que ao invés dos detentos receberem uma formação profissional nos presídios e de serem obrigados a produzir algo de maneira a pagarem a despesa que o Estado tem para com mesmos, acabam sendo amontoados como animais em celas de maneira com que só aumente a sua periculosidade e onerando ainda mais os já penalizados cidadãos contribuintes.
    Discordo da atitude do magistrado, até mesmo porque ele fugiu da raia, não resolveu coisa alguma e ainda conseguiu uma posição ainda melhor e como sempre, paga com o dinheiro do povo !!!

  • Marlon Ruttmann diz: 2 de outubro de 2012

    Concordo com o CURTO&GROSSO, porém todo mundo sabe que colocar os apenados pra trabalhar dá trabalho para o Estado. Eles querem mais é largar o pessoal em qualquer canto e pagar a marmitinha diária deles que tá bom. Uma pena um pensamento retrógrado assim. Tem que trata apenados como escória da sociedade. Eu trato com tristeza, sabendo que um desses que está lá sem fazer nada poderia estar aqui fora contribuindo com a sociedade.

  • André Silva diz: 2 de outubro de 2012

    Marlon, discordo de voce. O Estado sim, quer colocar eles para trabalhar, já tentaram colocar eles para carpir os acostamentos das rodovias, já tentaram colocar para limpar o entorno do Presídio de Blumenau, mas sempre que faziam isso, aparecia o pessoal (repugnante) DOS’DEREITO humanos e impediam esse trabalho. Acho que essa laia exige que os presos só trabalhem em escritórios com ar-condicionado. Só pode. O gentinha que não precisava existir, esses DOS’DEREITOS humanos.

  • Cidadão Comum diz: 2 de outubro de 2012

    Enquanto magistrados se esquivarem do problema, podemos esperar também que os policiais que colocam a vida em risco também se isentem de cumprir a sua missão e assim sucessivamente, até chegarmos a um quadro de desorganização e impunidade total e para o qual falta pouco.
    Somente a sociedade devidamente organizada é quem poderá exercer a pressão necessária de forma com que os nossos governantes na maioria relapsos e incompetentes tomem as mediadas necessárias para por fim a esta situação caótica e até mesmo mesmo porque temos sim que ser o objetivo final do Estado e não estes polítiqueiros que nada mais são do que o triste e perverso reflexo de nossos votos.

  • Alexandre diz: 2 de outubro de 2012

    Existe um provérbio popular (brasileiro) que diz o seguinte: “Em baile de prostitutas não dá para ir fantasiado de anjo”.

  • ADIRIO ADEMIR ULLER diz: 15 de dezembro de 2012

    Valther gostaria de saber se é realidade SC477 Itaiopolis a Dr: Pedrinho sai ou não sai é mais mentiras encima de mentiras e qual sera o trajeto passara na area idigena ou é mais para culpar os indios que não pode ser construida, fala-se tanta coisa. Interessante o Deinfra não consegue nem manter o trecho Dr: Pedrinho a Timbo, partes onde a RBS acabou de fazer algumas reportagens, no bairro dona clara em Timbo onde desde 2011 o trecho em curva caiu metade da pista, eles nem estão ai vai precisar acontecer um acidente para eles acordarem e cade os prefeitos reeleitos dos municipios de Dr: Pedrinho, Benedito Novo e Timbo,esses politicos não tem força politica com o governador nem com seus deputados de seu partido, é a politica fraca com pouca vontade de assumir responsabilidades como essa falta de união dos tres. Por isso a partir de agora vou começar a anular meu voto.
    Valther sempre que posso assisto seus comentarios parabens.
    Meu nome é ADIRIO ADEMIR ULLER sou de Doutor Pedrinho SC Visite Doutor Pedrinho
    Valeu Obrigado.

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