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Pensar grande

24 de setembro de 2013 11

Pensar em diques, apenas, é pensar pequeno. São necessários, claro, mas não passam de soluções pontuais. Para as enchentes que há 163 anos atormentam as populações do Vale tem que se pensar grande. Um projeto para o Vale, de alto a baixo. Tecnologia existe, recursos podem ser buscados, fica faltando o projeto, a união de toda gente e muita vontade política. Não é razoável conviver com enchentes que paralisam a economia e geram prejuízos a cada dois ou três anos quando há tecnologia disponível para o controle das águas.

E com enormes vantagens adicionais: sem enchentes seríamos poupados de sobrevoos de autoridades, discursos e exploração político-partidária.

Não seria o melhor dos mundos?

Comentários (11)

  • paulo cesar diz: 25 de setembro de 2013

    Muito conveniente, pertinente e em boa hora as palavras do nobre comentarista. Durante a transmissão em cadeia de rádios em Blumenau, enquanto transcorria-se a enchente, ouvi atentamente a entrevista de nossa ilustre catarinense Ideli Salvati. Dizia ela que estava deslocando-se de Brasília para o Vale do Itajaí para trazer o seu “carinho” neste difícil momento que atravessava Santa Catarina.
    Hora…o que menos precisávamos naquele momento era de “carinho” mas sim, de ações efetivas, para não dizer…botes salva-vidas, “baldes e rodos” e materiais de primeira necessidade e vontade política.
    Como a Sra. Ideli teve a coragem de falar em carinho? As crianças e idosos desabrigados precisam de carinho? Precisam sim de respeito e dignidade por parte dos senhores políticos que vem prometendo ações de contenção de cheias e nada acontece em prejuízo dos menos favorecidos.
    É fácil embarcar em um confortável helicóptero e realizar um sobrevôo sobre a região e voltar para seu conforto.
    É fácil prover verbas milionárias em regime de emergência sem qualquer controle ou fizcalização e a população não ver a destinação deste pacote de reais. Só o que assistimos é um punhado de políticos falando em envio de milionárias verbas para nossa região para reparar tudo o que foi destruído após cada trajédia. Acho muito conveniente esta corrida milionária, não acham? Acho até um grande negócio esta tal de enchente!
    Bem…agradeço o carinho, mão no momento não me convem. O devolvo com um balde, rodo, desejos de muito trabalho e mais respeito pelo povo do Vale do Itajaí.

  • Luciano de BLUMENAU diz: 25 de setembro de 2013

    Com certeza seria o melhor dos mundos Valther.

    Mas se nossa administaração já faz novela mexicana com as coisas simples( e quando fazem ainda sai tudo errado ) ………imagine com as coisas mais elaboradas !!! Sem falar que até hoje não engoli aquele viaduto da mafisa que mais atrapalha que ajuda !!

  • Julio Schmitt diz: 25 de setembro de 2013

    De novo. Mais um jornalista se arriscando sobre gelo fino – fácil para escorregar, fácil para quebrar. A humanidade no mundo inteiro constrói com o nariz em cima dos rios. A proximidade da água pode ser vantagem, pois proporciona um acesso, pode ser utilizada para o transporte, para o abastecimento. Mas as chuvas podem variar no sua intensidade, podem se tornar torrenciais e assim causar o nível do rio aumentar, causar inundações. Quanto mais o ser humano invade as baixadas, as várzeas e assim as áreas naturais de alagamento, menor se tornam os espaços laterais para as águas de uma enchente se espalharem. É bastante simples: onde as águas não conseguem se espalhar pela lateral, vão “para cima”, o que significa que as cotas de enchente se tornam mais altas. Diques podem ajudar a proteger áreas em cota baixa, mas eles não mudam nada neste princípio. E são “obras” que, como qualquer obra, precisa de manutenção, tem vida útil, pode falhar, romper e assim representar um risco muito maior para vidas humanas e o patrimônio deles do que alagamentos lentos de áreas não protegidas por diques. É fundamental compreender que limitações de ordem técnica e prática existem para todo o tipo de obra que se possa imaginar como “proteção técnica” para áreas urbanizadas (ou também áreas agrícolas). O pior caminho é estimular uma equivocada “crença” na capacidade universal da tecnologia de dominar tais ocorrências.

  • Lua Nua diz: 25 de setembro de 2013

    Talvez não fosse ainda o melhor dos mundos, mas já começaria a ser.

    EM TEMPO: Valther, por favor, dê uma puxada na orelha do “estagiário” que comanda a ilha de som da RBS. Uma hora aumenta, outra abaixa. ou melhor, numa hora abaixa e na outra abaixa mais ainda. A RBS é a TV com o som mais baixo e os anúncios acabam ficando ensurdecedores. Se der pra nivelar isso um pouco, as orelhas agradecem.

  • Rafael diz: 25 de setembro de 2013

    Nos pouparia também dos ciúmes e disputas entre comunicadores de rádio e TV, e metereologistas e engenheiros agrônomos sobre previsões e imprevisões climáticas.

  • Jefferson Forest diz: 25 de setembro de 2013

    Valther quero contribuir um pouco com o seu raciocínio, vejamos; os governantes apresentam suas plataformas de campanha baseadas em pesquisas qualitativas (tenho inúmeras) e vejamos as prioridades em algumas delas levantadas pela população.

    Qual é a área em que, na sua opinião, a população de Blumenau está enfrentando os maiores problemas.
    Saúde 64
    Segurança 33
    Pública 31
    Educação 30
    Calçamento de ruas e avenidas 29
    Trânsito24
    Transporte coletivo 13
    Rede de esgoto 7
    Impostos e taxas 7
    Limpeza pública 7
    Habitação 7
    Santa, Período: 31 de agosto a 2 de setembro 2012

    A prioridade deve ser a construção de um novo
    presídio. Blumenau é uma cidade polo, então o
    próximo prefeito deve liderar a escolha de um
    local e tomar para si a questão da segurança para
    amenizar o caos no Presídio Regional.
    César Augusto Wolff,
    presidente da subseção de Blumenau da
    Ordem dos Advogados do Brasil (OAB)

    A primeira coisa que o novo prefeito deve fazer
    é rever o trabalho da Faema e adotar posturas
    para aumentar a educação ambiental, fiscalizar
    a ocupação de áreas irregulares e controlar a
    poluição emitida por veículos na cidade.
    Vanderlei Paulo Schmitt,
    vice-presidente da Associação Catarinense
    de Preservação da Natureza (Acaprena)

    Blumenau precisa de um grande gestor, um bom
    administrador que governe a cidade e pense na
    qualidade de vida dos moradores. Precisamos de
    educação com qualidade para que possamos ter
    mão de obra diferenciada e atrair empresas com
    produtos de alta tecnologia.
    Paulo Cesar Lopes, presidente da
    Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) de Blumenau

    O mais urgente são obras viárias. Precisamos
    de planejamento nas ruas e mais acessos no
    trânsito. A prefeitura não pode inchar com cargos
    de confiança e deixar de investir em trânsito,
    educação e segurança.
    Richard Steinhausen,
    presidente do Sindicato de Hotéis, Restaurantes,
    Bares e Similares de Blumenau e Região (Sihorbs)

    O foco deve ser acelerar o desenvolvimento da
    cidade. Para isso, precisa agilizar a liberação de
    licenciamentos e legalizações. A saúde é uma
    demanda da população e também precisa de
    atenção.
    Ronaldo Baumgarten Jr.,
    presidente da Associação
    Empresarial de Blumenau (Acib)

    A saúde precisa de mais atenção. As consultas
    demoram demais e os exames também. Além
    disso, faltam vagas nas escolas. As mães não
    encontram onde deixar os filhos para trabalhar.
    Então as demandas são saúde e educação.
    Aglaê Nazario de Oliveira,
    presidente da Rede Feminina
    de Combate ao Câncer de Blumenau

    O próximo prefeito deve apostar em
    planejamento a longo prazo. Além disso,
    Blumenau precisa de atenção à saúde. Tudo
    que for feito para melhorar, vai ajudar. Temos
    muita demanda. Também é necessário apoiar o
    desenvolvimento de novas tecnologias.
    Ulrich Kuhn,
    presidente do Sindicato das Indústrias de Fiação,
    Tecelagem e do Vestuário de Blumenau (Sintex)

    Gostaria que o novo prefeito firmasse um
    convênio com os clubes de caça e tiro para que
    os espaços sejam usado para aulas de educação
    física. Nestas áreas, também dá para fazer
    atividades com a terceira idade. Os clubes podem
    ser melhor aproveitados.
    Moacyr Flor,
    presidente da Associação dos
    Clubes de Caça e Tiro de Blumenau

    O próximo prefeito precisa cumprir suas
    promessas de campanha para segurança,
    educação, saúde e mobilidade urbana. Além
    disso, deve se atentar para a valorização das
    micro e pequenas empresas.
    Amarildo Ramos, presidente da Associação das
    Microempresas, Empresas de Pequeno Porte e
    Empreendedores Individuais de Blumenau (Ampe)
    Jornal de Santa Catarina
    06/10/2012 | N° 12695
    ELEIÇÕES 2012
    O que Blumenau espera do próximo prefeito
    Investimento em saúde está no topo da lista de prioridades dos eleitores. Área foi a mais citada em pesquisa Ibope e também por lideranças locais ouvidas pela reportagem
    Receitar a solução para os problemas da saúde em Blumenau será a missão do próximo prefeito, que pode ser escolhido neste domingo. O clamor de 18 representantes de entidades civis organizadas ouvidas pelo Santa confirma o resultado da pesquisa feita pelo Ibope, entre 23 e 25 de setembro, em Blumenau. O instituto perguntou aos 602 entrevistados em qual área a população de Blumenau enfrenta mais problemas. A saúde garantiu a liderança com 36%. Em segundo lugar aparece a segurança pública, com 17%, seguida de trânsito com 11%.

    Tenho inúmeras pesquisas e trago isso para dizer que apos as águas baixarem que o povo esquece e quem deve ter vontade politica esquece mais rápido ainda.

  • WALDIR diz: 25 de setembro de 2013

    MUITO OPORTUNO SEU COMENTARIO VALTHER,PARESCE QUE OS POLITICOS ADORAM DAR UM SOBREVOO SOBRE AS DESGRACAS DOS OUTROS,PROMESSAS EXISTEM MAS CUMPRI-LAS É BEM OUTRA CONVERSA,NOS PRÓXIMOS COMENTÁRIOS QUE SERÀO POSTADOS DIRÃO ATÉ QUE EU SOU PESSIMISTA OU COISA PARESCIDA MAS O QUE OS GOVERNOS FIZERAM NAS ULTIMAS CHEIAS DE OBRAS DÁ PARA CONTAR NOS DEDOS.UM GRANDE EXEMPLO É O MURO DA MARGEM ESQUERDA DO ITAJAI ACÚ PARADINHO O RIO PEDE SOCORRO MAS NINGUÉM ESCUTA.VAI PRESCISAR MORRER ALGUÉM PARA QUE PROVIDENCIAS SEJAM TOMADAS?TOMARA QUE NÃO.

  • país retrógrado diz: 25 de setembro de 2013

    seria o melhor dos mundos se morássemos na Dinamarca, Australia ou Alemnha… etc. Mas como vivemos nesse país sem vergonha onde nada saí e nada funciona, pode esquecer meu caro!! Esse pacto por SC está cheirando mais como obras eleitoreiras do que outra coisa, mas é claro que é necessário e o Raimundo ganhou um ponto com isso. Agora o que emperra é a “burrocracia” desse país safado, pois como ja informaram as obras de grande porte do pacto não saem antes de 2017…

  • Lú diz: 25 de setembro de 2013

    Olá .

    Concordo com você, existe tecnologia, existem recursos, só falta boa vontade dos nossos governantes …….

    E realmente é muito triste ver pessoas perdendo seus bens, empresas perdendo patrimônio, o patrimônio público sendo destruído pelas águas, quando se sabe que muita coisa poderia se evitada se fossem tomadas ações de grande porte que deixariam a população mais tranquila.

    com certeza seria um mundo bem melhor…..

  • marcioalvarenga diz: 25 de setembro de 2013

    Walter. Sabemos que existe tecnologia para resolver os problemas. Falta decisao politica, recursos etc…. Merda. Facamos um planejamento definitivo, mesmo que este nao alcance o mandato atual. Planejamento e a longo prazo. Temos inumeros exemplos pelo mundo. Holanda por exemplo. Convive com a forca do mar.

  • CARLOS diz: 26 de setembro de 2013

    Valther. O que podes esperar de um governo que gasta 16 bilhões em propaganda.
    Neca de pitibiriba. Este dinheiro serve apenas para esconder a imcompetência petralha. Em tempo, foi alguém punido pelo corte do tamarindo. Que moral terão os orgãos ambientais para punir alguém daqui pra frente. Que tal passar a motoserra em uma arvore la perto câmara para podermos comparar as ações destes órgaos.

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