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Kit-bobagem

13 de fevereiro de 2014 13

O Brasil tem lá seus ridículos. Em 1999 o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) tornou obrigatório nos veículos em todo o país um kit de primeiros socorros, lembram-se disso? Ninguém tinha a obrigação de saber usar, tinha apenas que comprar ou ser multado. A criatividade popular batizou-o de kit-bobagem, porque era bobagem mesmo, feito para forrar o bolso de fabricantes de materiais. Durou três meses, foi revogado, mas venderam milhões.

Agora chegou a vez dos simuladores de direção nas autoescolas, outra obrigatoriedade do mesmo Contran, que também onera o cidadão. Terça-feira a Câmara dos Deputados aprovou requerimento que acelera a tramitação de um projeto de decreto legislativo cancelando a obrigatoriedade. Segundo o autor, deputado Mendonça Filho (DEM-PE), há indícios de que a medida foi elaborada para beneficiar apenas quatro empresas que detêm a tecnologia dos simuladores, já que não há argumentos técnicos que a justifiquem.

 

Foto: Valdir Friolin/ Agência RBS

Foto: Valdir Friolin/ Agência RBS

Comentários (13)

  • Mais TECNOLOGIA, menos LOBBY das montadoras e CONSUMISMO diz: 13 de fevereiro de 2014

    Por traz desse deputado, no minimo tem um loby de auto escolas e montadoras de veículos, que querem manter a facilidade ao acesso a habilitação e o consumismo automobilístico desenfreado.
    Se a tecnologia pode transformar o “comercio do transito” que hoje existe, em “educação do transito”, que venha a tecnologia.
    Por mim, a educação de transito não deveria ser através de CFC’s, e sim como nos EUA, aprende-se no ensino médio, durante 3 anos, e faz-se o teste ao formar-se no ensino médio.
    Habilitação pra MOTO… somente após 5 anos de experiencia em carro…Pois o resultado de veículos de fácil acesso econômico (moto) somado a imaturidade e inexperiência juvenil é simplesmente violência no transito…

  • De olho diz: 13 de fevereiro de 2014

    Há uma crença popular que cita inclusive que esses kits passaram a ser tornar obrigatórios devido ao risco de falência da marca acima e que após venda de milhões destes, conseguiu reerguer-se.

  • Isac diz: 13 de fevereiro de 2014

    Valther oque provoca acidentes nas estradas são os imprudentes. É uma questão de comportamento.
    Os imprudentes e sua maioria sabem dirigir muito bem…Mas são imprudentes, ou seja, quebram a regra do bom senso na estrada.
    Em contrapartida têm os que têm pouca experiência no volante, mas respeitam a risca as regras de trânsito.
    Esses simuladores nos foram empurrados goela abaixo sem critério técnico, apenas critério político…..É a cara desse país.

  • Luciano de BLUMENAU diz: 13 de fevereiro de 2014

    Até que para algumas ocasiões esse kit era válido (coisas como por exemplo cortes pequenos etc). Mas a obrigação que foi imposta naquela época foi uma palhaçada. Fico imaginando o que uma pessoa faria em um grave acidente de carro com um um kit borocóxó como esses. Passar mercúrio e mertiolate é que não daria certo !! rsrsrs

  • Silvério diz: 13 de fevereiro de 2014

    Diz a lenda que esse kit de primeiros socorros salvou a Cremer da falência na época, chegava a ser difícil encontrar nas farmácias por um tempo.

  • Marcelo diz: 13 de fevereiro de 2014

    Esse é um exemplo perfeito de como funcionam nossas instituições.
    A nota do Valther diz: “há indícios de que a medida foi elaborada para beneficiar apenas quatro empresas que detêm a tecnologia dos simuladores”.
    Bom, há de se supor que existe um conluio entre as empresas e o Contran. A Câmara dos deputados deve, além de derrubar a obrigatoriedade do simulador, solicitar a atuação da polícia federal e do MPF para investigar esse indício. Uma CPI no Contran também seria bom, já que eles estão legislando para o próprio bolso.
    Por causa de coisas absurdas como essa é que os Black Blocs estão nas ruas e ainda querem criminalizá-los..

  • Jorge diz: 13 de fevereiro de 2014

    Como “bom brasileiro” não comprei na época o “kit bobagem” e sai lucrando.
    Burlar a lei muitas vezes é vantajoso…

  • Valdemir Nicoletti diz: 13 de fevereiro de 2014

    Marcelo,

    A ultima parte do seu comentário estragou tudo. Esses mascarados, que não tem coragem de mostrar a cara, devem se combatidos, nem mais nem menos!

  • eu diz: 14 de fevereiro de 2014

    Mesma coisa com os extintores ABC.

    O simulador até vá lá. Tem auto-escola que solta em plena rua 15 gente que nunca pegou no volante na vida.

    O preço do equipamento para as auto-escolas é que não faz sentido. Um simulador dos bons, montado peça por peça para entusiastas não custa 1/4 do seu custo.

    A ideia não é má. O problema é a onipresente maracutaia.

  • JJ diz: 14 de fevereiro de 2014

    Aqui em Blumenau tambem temos nosso “kit bobagem”. Napoleão Jovino e sua turma de incompetentes!

  • Marcelo diz: 14 de fevereiro de 2014

    Valdemir Nicoletti,

    Também não consigo ver a cara de quem rouba descaradamente esse pais, desviando recursos da merenda escolar e de hospitais públicos. Daquele juiz que vende sentenças. Do jornalista que vende opinião e confunde a cabeça do leitor. Do médico que não cumpre sua jornada no posto de saúde para atender no seu consultório. Dos grandes traficantes e não daquele que vende crack na esquina da rua e muitos outros.

    Quanto ao caso dos simuladores. Seja Sincero. Você acha que alguém vai ser investigado ou punido? Vai ficar tudo por isso mesmo. Enquanto isso, quem quiser tirar sua carteira de motorista vai ter que pagar mais caro, só porque alguém em Brasília está recebendo muito dinheiro.

    Como esse negócio de protesto pacífico e exercício do voto não tem dado certo mesmo, quem sabe talvez seja a hora de chacoalhar as instituições que comandam esse país e ver o que acontece.

    Quero mais é que elite política desse país tenha medo.

  • Djeison diz: 17 de fevereiro de 2014

    Isso que é pirâmide financeira.
    Tem que arrumar tributação pra tudo, pra encher os bolsos de algúem, com certeza.

  • Fábio diz: 28 de fevereiro de 2014

    Silvério, diz a lenda tbm que não era obrigatório o kit ser da Cremer. Ele tinha que estar lá mas a marca era o de menos.

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