Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
 

Posts de janeiro 2015

Outra!

31 de janeiro de 2015 1

Túnel(LeocarlosSieves)

O imaginário do blumenauense é inesgotável. Tudo já foi dito sobre os dutos antigos de escoamento de água que o pessoal teima em chamar de túnel, e mesmo assim novas versões surgem todos os dias. Mil serventias tinham os túneis que não são túneis. Para encontros amorosos clandestinos da turma do voto de castidade, para abrigar-se de ataques de bugres, para a turma do Hitler sabe-se lá para quê, para esconder tesouros “pois tinha muito ouro por aqui” e até para preservar receitas centenárias de apfelstrudel, vê se pode!
Sexta-feira fui parado na rua por mais um cidadão convicto de que sabe, e só ele sabe, a real função dos túneis:

- Coisa do Fritz Müller para esconder as bromélias quando o governo, para evitar a proliferação de mosquitos, mandou acabar com elas. Por isto é que sobreviveram.

Então, tá. Mais uma para a coleção de versões bizarras. Não será a última.

(Foto: Leocarlos Sieves/Especial)

Cocoricando

30 de janeiro de 2015 1

Jango, da Choperia Alemão Batata (Vila Germânica), que tornou famosa a batata recheada, inventou mais uma: montou uma minigranja no local, com galos, galinhas e marrecos de pequeno porte. A cantoria é boa, vamos ver se dá para evitar o cheiro de granja. O Jango certamente dará um jeito.

00aa32cb

(Foto: Rafaela Martins)

Baita mico

30 de janeiro de 2015 0

Esta aconteceu no passado, mas não tão passado assim, os personagens estão vivos e saudáveis. Numa reunião de executivos de um banco com sede em São Paulo, após os trabalhos houve um coquetel. E foi aí que se deu o caso. Um dos gerentes, ao ver um senhor afrodescendente de terno preto e gravata branca, chamou-o com um gesto e fez o pedido de modo descontraído:

– Me vê um uísque aí, negão!

Após três segundos de hesitação, o homem disse “pois não” e foi buscar o drinque solicitado. Ao voltar e servir, perguntou:

– Desculpe, posso saber seu nome?

– Claro. Sou fulano de tal, gerente em Blumenau. E o seu?

– Sicrano Beltrano.

– É garçom do banco ou terceirizado?

– Garçom eventualmente, minha função no banco é outra.

– Ah é? Posso saber qual?

– Sou diretor. Na matriz, aqui em São Paulo.

Nosso amigo gerente queria um buraco para se esconder.

Atualmente como antigamente

29 de janeiro de 2015 4

Ah, costumam dizer os saudosistas, bons tempos eram os de outrora. Até a frase é no estilo daqueles tempos. A nostalgia costuma eliminar o que tinha de ruim nas lembranças que nos são caras.

Olha só: há 60 anos, mais exatamente no carnaval de 1954, duas marchinhas causaram furor: Tomara que chova, de Paquito e Romeu Gentil, e Vagalume, de de Vitor Simon e Fernando Martins.

A letra da primeira: Tomara que chova três dias sem parar/ A minha grande mágoa/ É lá em casa não ter água/ Eu preciso me lavar.
A da outra: Rio de Janeiro/ Cidade que nos seduz/ De dia falta água/ De noite falta luz.

Nem tudo era tão bom assim nos tempos de outrora. Como sempre e como agora.

Explicação

29 de janeiro de 2015 1

Lembram-se daquele fusca que integra uma exposição no Shopping Neumarkt, aqui em Blumenau, com um adesivo da SS no quebra-vento que mostrei outro dia no jornal? Eis a história: é carro antigo, foi importado da Alemanha direto para o Rio de Janeiro. Dentro havia um broche com o símbolo da SS, que o dono de então achou bonitinho e reproduziu num adesivo. O carrinho acabou nas mãos do Jean, atual proprietário, que o preservou. Fim da história.

Até quando?

29 de janeiro de 2015 1

O Ribeirão Garcia, como quase todos os outros de Blumenau, é uma cloaca. Nele é jogado todo tipo de dejeto. Mas a natureza, teimosa como ela só, resiste e persiste. Até quando resistirão, porém, as marrecas-pé-vermelho que ainda enfeitam aquele curso de água?

00aa369f

(Foto: Diether J. Marquardt/Especial)

Como entender?

29 de janeiro de 2015 1

Se para o Ibsen, aquele norueguês que vive me ligando, é difícil entender o Brasil, para nós o difícil é entender o brasileiro. Mais de 1.600 pessoas perderam a vida em acidentes na BR-470 desde o ano 2000, e mesmo assim a gente se depara todos os dias com absurdos que cometem motoristas e motociclistas naquela rodovia.

Ultrapassagens temerárias, excesso de velocidade, embriaguez ao volante, motociclistas chinelões pilotando deitados em alta velocidade ou coxinhas em motos de alto desempenho registrando velocidades de mais de 200 km/h.

Para eles não há duplicação que resolva.

A turma inventa!

29 de janeiro de 2015 0

Mangueira ar-condiconado

Goteiras de aparelhos de ar-condicionado é uma chatice, e há muitas por aí. Em Blumenau alguém do segundo andar de um edifício no Centro inovou: levou a mangueirinha do esgotamento até esta árvore. Para alguns a inovação contraria o Código de Posturas, para outros a solução é criativa, já que evita pingar no cocuruto do transeunte ao mesmo tempo em que irriga o canteiro. Vai que dê uma seca por aqui…

(Foto: Arlon Tonolli/Especial)

Não demora

28 de janeiro de 2015 2

Quem me contou merece crédito, então repasso: cidadão em Blumenau, proprietário de um poço artesiano profundo, vende 140 mil litros mensalmente. Nenhuma surpresa, água de beber virou baita negócio. Como já escrevi em outra ocasião, não demora e estatizam o líquido. Vem aí a Aguabras e, como de praxe, um cabide de empregos.

 

Foi isso mesmo?

28 de janeiro de 2015 0

“Travem a batalha da comunicação”, disse Dilma a seus 39 ministros na primeira reunião, hoje – só os ministros, assessores não puderam participar, a Granja do Torto é pequena.
Creio que ouvi errado, a presidente deve ter dito “batalha da educação”, mais coerente com a Pátria Educadora, slogan do atual mandato.
Ou não?