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Posts de dezembro 2015

De novo!

28 de dezembro de 2015 4

Há muito que eu cobro não das autoridades, mas da sociedade, um pouco menos de paciência com os vândalos. A certeza da impunidade fez do vandalismo um câncer social, que está consumido a estrutura da cidade. Como registrou o Pancho em sua coluna de segunda-feira, os malfeitores aproveitaram-se da pouca ou nenhuma movimentação de pessoas para depredar estação de pré-embarque do transporte urbano de Blumenau. Pelo simples prazer de agredir a comunidade. São, portanto, inimigos dela.

Mas estou gastando saliva e tinta voltando a falar dos prejuízos que os vândalos causam. A legislação é frouxa para os malfeitos, só endurece para quem desagrada o leão do imposto de renda, e sempre haverá quem inconscientemente defenda vândalos com declarações tipo “a polícia tem crimes mais graves com que se ocupar”.
Então tá.

Dia raro

25 de dezembro de 2015 1

CIDADE VAZIA

Sai o espírito de Natal, entra o fantasma pós-natal. A cidade, hoje, está envolta por um silêncio de doer. Ouve-se, apurando o ouvido, o murmúrio das águas do rio. Jeitão de cidade fantasma. Em outras palavras: que maravilha!

(Foto: Valther Ostermann)

Devaneio

25 de dezembro de 2015 3

Como é tempo de sonhar, imagine o Brasil sem a polarização política, sem a separação da sociedade em dois grupos que se odeiam, algo incentivado pelos manuais do poder, nunca acontece por acaso. Os incentivadores da separação da nação entre “nós” e “eles” sentem agora na própria pele o que é conviver com tanto ressentimento. Seria tão melhor para o país se isso acabasse!
É um sonho, claro, esperar que os disseminadores de ódio desistam, que se transformem em homens de boa vontade, que cultivem a paz… mas sonhar é de graça. Vai que Papai Noel existe…

Vício de forma

25 de dezembro de 2015 1

Ano que vem teremos eleições municipais no Brasil – prefeitos, vice-prefeitos e vereadores – e também por isso vai ser um ano agitado. Mas não se iluda. Haverá ainda muito caixa dois, porque um sistema viciado desde priscas eras e intensificado ao extremo nos últimos anos não se extingue assim de uma hora para outra. Ainda há – doadores e beneficiados – quem acredite na impunidade de sempre e facilidades de praxe. Ouviremos, por muito tempo ainda, o surrado estribilho: “Todas as doações foram legais e declaradas nas prestações de contas do partido e dos candidatos”.
Está melhorando, mas aos poucos.

O um e o outro

25 de dezembro de 2015 3

O cara é o mago das palavras, talvez o melhor compositor do Brasil, daqueles de dar inveja tão grande é a aptidão para compor obras musicais que já nascem clássicas. Sou fã de primeira hora, ouço sempre, jamais me canso.
Mas nem de longe Chico Buarque é um deus intocável, incriticável, o homem de ideias e atos perfeitos, com ele não se bole. Longe disso. Até hoje, por exemplo, não disse uma palavra – logo ele, o mestre – sobre a roubalheira de seus admirados. Separe-se, pois, o talentoso compositor do homem.
O compositor é ótimo.

Pausa

23 de dezembro de 2015 1

Façamos uma pausa.  Amanhã é Natal e depois tudo gira na expectativa da virada do ano. Se daqui até lá tudo será meia-boca, vamos curtir como se fosse um feriadão. Trabalhar, se preciso for, mas de leve. A cidade estará esvaziada, acalmada, quase silenciosa. Nenhuma pressa será necessária, apesar do ano que amargamos, dos desaforos que aturamos, da dinheirama afanada pelos corruptos já denunciados, pelos que ainda o serão e pelos que ficarão impunes. Tiremos uns dias para nós, usando repelente para evitar o aedes, protetor solar para evitar danos gerais e alguma preguiça para espantar o estresse .

Pausa mais que recomendada para esquecer por instantes as agruras deste ano e não lembrar o azedume do próximo, que terá logo de cara mordida do Leão, despesa com material escolar e carnês do Natal para pagar. Assuntos para quando chegar a hora, que não é agora.
Uns dias descontraídos, uma quase irresponsabilidade, eis a proposta. Ano que vem é outro papo.

Por ano que vem endenta-se dia 4 de janeiro, bem antes do carnaval.

Muito complicado

20 de dezembro de 2015 2

Num comunicado ao mercado, publicado em revistas de grande circulação nacional, a Caoa Montadora – há 36 anos no Brasil, 38 mil empregos diretos e indiretos – repudia qualquer insinuação de participação em irregularidades no BNDES onde, afirma, “jamais tomou qualquer empréstimo ou financiamento”, repudia influência indevida na tramitação de Medidas Provisórias ou vantagens em matérias tributárias junto ao CARF.
Até aí é a empresa dando sua versão neste mar de denúncias em que navegamos e alguns naufragam. O que chama a atenção é um trecho do final do comunicado que, aí sim, não deixa dúvida.

O trecho: “Embora empreender neste país seja um ato de desprendimento e bravura, tais e tamanhas as vicissitudes e obstáculos, de toda ordem, que se apresentam e atravancam os caminhos da produção e do desenvolvimento…”.
É bem assim, no Brasil, país onde, já dizia Tom Jobim, “sucesso é ofensa pessoal”. A índole nacional, nesse particular, é indefensável. O próprio governo age assim, como denuncia a montadora em questão e todo mundo já sabia. Apenas banqueiros e empreiteiros têm vida fácil, estes últimos um pouco enrolados agora.

Tempos modernos

17 de dezembro de 2015 2

As reações, algumas à beira do desespero, pela suspensão do WhatsApp por algumas horas, quinta-feira, deixa bem claro que a sociedade – ou a tecnologia – cria necessidades que não existiam e causam dependência. Houve até quem, em estado de aflição, lembrou-se e fez uso de um antigo aparelho de comunicação à distância, o telefone. Mas já não é a mesma coisa…

No capricho

16 de dezembro de 2015 0

Ciclovia BC

No começo foi muito combatida pelos proprietários de restaurantes, já que eliminava dezenas de vagas de estacionamento. Hoje é sucesso incontestável e a prefeitura a cerca de cuidados. Está terminando de repintá-la para a temporada de verão que se aproxima.

(Foto: Nei Azambuja/Especial)

Vulnerabilidade

16 de dezembro de 2015 1

Sinuca de bico para a Polícia Militar: como reforçar o policiamento no litoral durante a temporada de verão se no interior o policiamento tem que ser reforçado? O que falta para um não pode ser dividido para dois.
Que a bandidagem não nos ouça, mas faltará lá e aqui também.