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Só nos resta o abraço

06 de janeiro de 2016 3

 

Claro que mexe no brio do policial chegar à sua delegacia e descobri-la arrombada e furtada. Deve sentir a mesma frustração, raiva e sensação de insegurança que qualquer cidadão sente na mesma situação, ou até mais.
Ele, policial, sabe que o abuso, a falta de respeito do ladrão que não se intimida em invadir uma delegacia se dá por conta da legislação que parece feita de encomenda pelo crime.
Ele, policial, sabe que mesmo quando um bandido com dezenas, isso mesmo, dezenas de passagens pela delegacia, é finalmente condenado a pena de reclusão em regime fechado – um assassino, por exemplo, ou latrocida – ele logo estará solto mesmo que a pena seja longa. A lei é mais vagabunda que o vagabundo. Poupem-me de comentários politicamente corretos, por favor.

Há assuntos que cansam. O Código Penal Brasileiro é de 1940, já sofreu remendos e enxertos, mil vezes prometeram um novo código, mil e uma não cumpriram. Os legisladores têm mais o que fazer, parece. Aliás, tem: torcer para não estarem na próxima lista de delação e/ou prisão.

Enquanto isso, no Brasil real, bandido desrespeita a polícia, o Judiciário e a sociedade, não poupando sequer o sofrido e maltratado usuário do transporte público de Blumenau que, depois de abandonado por duas semanas, agora amarga o sofrimento adicional e perverso de ser assaltado no itinerário. Bandido não faz distinção social.

Resta a vizinhança solidária, surgida da necessidade de autoproteção. E aí chega ao que a coluna, sem ser inédita, defende há muito tempo: ou nos abraçamos ou nos entregamos. O abraço não se restringe a nós, ele envolve a polícia, tão vítima da legislação frouxa quanto qualquer um de nós. Ainda estamos dispersos.

Comentários (3)

  • CARLOS diz: 6 de janeiro de 2016

    Não é de estranhar, que o bandido passe a roubar delegacias. Vejamos: O meliante entra, estoura o vidro do carro, rouba o que quer, leva além de outras coisas um guarda chuvas e um pé de cabras, vai no vizinho adiante, estoura a janela e lá também comete um crime. Leva-se a filmagem, conta-se de quem se trata, apelido, nome, diz-se com quem conversou e até ode mora Para infernizar mais ainda, outro dia passa defronte ao arrombado como se nado tivesse acontecido. A GRANDE PERGUNTA: E daí…Porque não se fecha a Delegacia de vez, assim ão teríamos mais uma na estatística Pois é…..

  • carlos r diz: 7 de janeiro de 2016

    Aí resta a ultima solução: a 100% efetiva e definitiva, dar cabo do bandido. Ninguém sai perdendo.

  • Gerson Luiz diz: 7 de janeiro de 2016

    Quem deveria se envergonhar e ficar frustrado é o governador pelo que está acontecendo na área da segurança durante seu mandato. Mas, enquanto isso, ele está passeando pela Europa…

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