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Maconha

11 de janeiro de 2016 3

Leitor indignado relata que “onde quer que eu vá, em Blumenau, me deparo com pessoas (ele usou outro termo, menos respeitoso) fumando maconha. Ora, é droga, é proibida, como podem consumir abertamente e de maneira arrogante?”.
É fato o que o leitor relata, o consumo é desinibido, não tem hora. Aqui e em qualquer outra cidade para onde se vá.

Maconha tem sido muito discutida, há uma razoável corrente pela sua liberação, há outra que não. Maconha faz mal, dizem uns, bacon também faz e ninguém proíbe, dizem outros. Maconha é natural, então não é droga, diz alguém entre uma puxada e outra, logo contestado por quem defende a tese de que ela é a porta de entrada para drogas mais pesadas.

Goste-se ou não, a tendência é pela legalização. O Uruguai é o pioneiro, e do que rolar por lá servirá como subsídio para decisões dos vizinhos. Ninguém garante que liberar resolve, mas todos sabem que proibir não inibe o consumo e, de quebra, faz a fortuna dos traficantes. Há argumentos consistentes nos dois lados da contenda, e há a realidade incontestável: ninguém sequer se aproximou de uma solução para o problema das drogas pelo singelo fato de que a humanidade adora se drogar. Vide tabaco, vide álcool.
Na opinião desse escriba, não há solução e nunca haverá.

Comentários (3)

  • Lê diz: 12 de janeiro de 2016

    NUNCA VI UM TEXTO SOBRE O ASSUNTO TÃO PERFEITO!!!

  • Ronald diz: 12 de janeiro de 2016

    Eu sou favorável, mas colocaria um dispositivo interessante na lei: todo o indivíduo que for usuário de qualquer substância entorpecente passa a ser responsável integralmente por qualquer ônus que o uso da substância venha a causar para si ou para outros. Nada mais de usar sistema público de saúde, etc, para tratar as consequências. Ou seja, quer usar assume os riscos. Faria disto uma regra geral para todos os casos. Certamente quando começa a afetar o bolso, o comportamento muda. Mas também é justo que os outros que nada tem com isto tenham os seus direitos respeitados, o que inclui não pagar pela fantasia alheia!

  • Edmilson diz: 13 de janeiro de 2016

    A maconha, além do forte e desagradável cheiro, transforma o comportamento de muitos usuários que perturbam a ordem pública. É muito saudável lembrar que a liberdade de cada um vai até onde começa a do outro. Sendo assim, que se dê prioridade a liberdade das pessoas normais que não precisam usar drogas para se sentirem de bem com a vida. Como dizia um ex-amigo meu, “você já nasceu de cabeça feita, ta sempre numa boa”. Não preciso me drogar para ser feliz….

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