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Honrarias vazias

13 de janeiro de 2016 1

Percebi a desimportância das honrarias concedidas por órgãos de governo quando um proprietário de casa de bingo foi agraciado pela Câmara de Vereadores de Blumenau. Título de Cidadão honorário, se não me falha a memória que costuma falhar.
Renan Calheiros, por exemplo, coleciona dezenas de comendas, títulos, medalhas, colares, sempre em reconhecimento a relevantes serviços prestados ao sofrido povo brasileiro.
Eduardo Cunha, outro político investigado pela Polícia Federal, também coleciona honrarias. Às dezenas. E, para meu desencanto, quem também adora medalhar são as Forças Armadas. Dona Marisa Letícia, por exemplo, foi medalhada pela FAB em 2007 por relevantes serviços.

Sempre foi assim, eu é que não havia notado. Em 1959 o sorridente presidente da República, Juscelino Kubistcheck, censurou Millôr Fernandes que num programa da extinta TV Tupi usou de fina ironia para criticar exatamente a facilidade de conceder honrarias vazias. Disse Millôr: “Dona Sarah Kubitschek chegou ontem ao Brasil, depois de cinco meses de viagem à Europa, e foi condecorada com a Ordem do Mérito do Trabalho”.
Saiu do ar.

Comentários (1)

  • Conrado diz: 16 de janeiro de 2016

    DEPOIS DESTA SÓ FALTA UM ESPÍRITO DE PORCO QUERER INDICAR UMA HONRARIA PARA A IDELI SALVATTI EM BLUMENAU.
    É LOUCO QUEM DUVIDA.

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