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Façamos a nossa parte 

16 de janeiro de 2016 1

Alguns leitores não aceitam que vez por outra eu lembre que ao cidadão cabe fazer sua parte colaborando com a limpeza da cidade – não sujando, por exemplo -, comportamento que, ao fim e ao cabo, reverte em seu próprio benefício. Obviamente isso não isenta o poder público de cumprir sua função, nem inibe o direito de cobrança do cidadão. O pensamento excludente, aquele do “se você gosta de animais então não gosta de crianças” é algo ruim, pois não permite argumentação, mata a conversa no início.

Não é por aí, pessoal. Uma coisa não exclui necessariamente a outra. Nestes tempos de todos os direitos é salutar falar em deveres, algo que anda meio esquecido.

No entanto, é compreensível a reação dos leitores. Andamos tão insatisfeitos com o pouco retorno de nossos impostos – pagamos e não levamos – que qualquer outra colaboração além do muito que nos garfam parece excessiva. É o desânimo de uma sociedade desassistida que vê o dinheiro público a serviço de interesses particulares. Isso pode mudar, isso deve mudar e há uma pequena esperança de que esteja mudando.

Comentários (1)

  • Ronald diz: 18 de janeiro de 2016

    Muito bem. Eu discordo deste comportamento das pessoas. E discordo do argumento de pagarmos tantos impostos e não ter a contrapartida como justificativa para o “olho por olho dente por dente” ou “uma mão lava a outra”. É graças a este comportamento secular que as coisas ganham subsídios para serem do jeito que são. Mas concordo que o sistema se aproveita da situação. Mas vamos lá, talvez o olho grande ou o passo maior que a perna expliquem algumas coisas. É que de repente a grama do vizinho é sempre mais verde do que a nossa e portanto podemos usar todos os meios para conseguir a tal grama mais verde. Seria a ética dos resultados, onde os meios não importam. Apenas não devemos esquecer que aqueles que estão lá pensam da mesma forma e, por sinal, nós ajudamos a colocar eles lá. É de entender que esta geração nova (média 32 anos) é desesperada por resultados rápidos. Mas o resultado precisa de projeto. Resta saber que projeto queremos!

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