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Escolhas

26 de março de 2016 2

Não, meus queridos, não existe salvador da pátria. Essa expectativa já deveria ter sido varrida do inconsciente coletivo. O que existe é o acerto do eleitor, ao mandar para os palácios do poder homens e mulheres íntegros, competentes em suas áreas e compromissados com o país. Algo que, convenhamos, não tem acontecido.

Outra premissa falsa é que ao encontrar um candidato honesto encontramos a solução. Isso perdura desde quando se aceitou que deparar-se com um honesto é um achado, equivalente a encontrar uma pepita de ouro no meio de uma montanha de cascalho. Ora, honestidade é condição essencial, porém não qualifica necessariamente o cidadão para um cargo de mando, ainda mais quando envolve altíssimas responsabilidades. Consta que Tiririca é honesto, e deve ser. Tiririca seria um competente presidente do Brasil?

O momento é de reflexão sobre como vínhamos encarando até agora o ato de escolher. Um mea culpa bem feito nos faria chegar à conclusão de que temos sido relaxados. Olha no que deu. Aliás, olha no que está dando.
Daqui a pouco teremos nova chance. Não é aceitável continuar errando tanto.

Comentários (2)

  • Ronald diz: 27 de março de 2016

    Faltou dizer que a solução imediata não existe. Os erros de hoje serão sentidos por muito tempo. A grande mudança acontecerá a partir do momento que a sociedade tiver a devida consciência de sociedade. Por enquanto somos apenas um monte de gente, num espaço de terra de dimensões continentais, com relativa noção de sociedade. Enquanto esta sociedade se permitir a exploração em troca de migalhas, nada irá mudar substancialmente. Enquanto esta sociedade não entender que o problema começa nela, as decorrências serão continuadamente manchetes diárias.

  • Cidadão Comum diz: 28 de março de 2016

    Nem candidato salvador da pátria e nem acerto do eleitor, senão vejamos: como esperar que candidatos honestos prosperem em um ambiente tão corrupto e viciado quanto este que perdura ao longo de décadas em nosso cenário político e também como acertar nas urnas se as opções apresentadas ao povo são resultado de decisões de partidos que não possuem um mínimo de comprometimento com o país mas que ainda contam com o apoio e conivência da imprensa ?
    O que realmente necessitamos é de uma consciência coletiva pautada na ética e moralidade que deverá ser disseminada e praticada nas menores células da sociedade, tais como associações de moradores de bairros, clube de pais e mestres, câmaras locais e assim sucessivamente até as mais altas esferas do poder. Somente a participação efetiva e a vigilância da sociedade é que poderão mudar o atual estado de coisas.
    De nada adiantam a pujança de recursos minerais, o clima favorável a toda e qualquer cultura, a disponibilidade em abundância de água doce se apenas repassarmos a qualquer candidato mal intencionado e ainda despreparado a missão de fazer aquilo que deveríamos fazer e não fizemos, como se ato de votar completasse a nossa missão e nos eximisse de toda e qualquer responsabilidade sobre a construção de uma país melhor.
    O cidadão é quem deveria se tornar o objetivo final do Estado e jamais os políticos que nada mais são do que o resultado de nossa alienação e ignorância, políticos estes que nos conduzem como gado na medida em que como gado nos comportamos !

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