A mídia esportiva tem comportamento igualzinho ao do torcedor. Até o jogo de estreia do Brasil na Copa das Confederações, sábado, escalava o time, criticava o treinador, sugeria esquemas táticos infalíveis. Bastou a Seleção Brasileira dar um toco no Japão e tudo se transformou em elogios, vibração, entusiasmo.
Não é uma crítica, é uma constatação: jornalista é gente igual à gente.
Usei título acima de propósito, para dizer que este mote da campanha publicitária para a Copa de 2014 passa longe de ser criativo, e foi usado exaustivamente no período dos generais-presidentes. Esteve na moda no tempo do “Brasil, ame-o ou deixe-o”. Causa espanto que seja copiado agora, justamente no governo dos que diziam, à época, que Pátria de chuteiras é coisa de fascista.
