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E agora, José?

17 de abril de 2016 6

A festa acabou, a luz apagou… e não se vê luz alguma no fim do túnel.
O Brasil anda desgovernado. Há uma luta fratricida pelo poder, afastar a presidente foi apenas um ato da carnificina que está longe de acabar.
O povo, durante o processo de votação, comportou-se de maneira infinitamente mais civilizada que as senhoras e senhores parlamentares.
E agora, José? Quem vai desarmar os ânimos, conter os prepotentes, iluminar os equivocados?

Não é hora de distrair-se, o show não acabou. É preciso estar atento e forte, disse o poeta. A crise ainda é um problema em busca de solução.
Boa hora para Deus provar que é mesmo brasileiro.

Triste Brasil

11 de abril de 2016 5

Assisti a votação da Comissão do Impeachment nesta segunda-feira. A baixaria de sempre, comportamento de torcidas com direito até a sonoro “vá se f…!”, vaias, mentiras deslavadas e ameaças variadas. Nenhuma surpresa, a grosseria se instalou na Câmara dos Deputados.
O incrível é que todos os partidos, e aí não há exceção, se manifestam dizendo que falam em nome do povo sofrido, o que é discutível, e na defesa da democracia, o que é ainda mais discutível.

Quanto ao impeachment em si, tem razão o ministro Barroso, do Supremo: as opções são terríveis.

 

Pra todo lado

08 de abril de 2016 3

O Brasil não tem medidas. Impeachment – aliás, porque o termo em inglês? – deveria ser algo extraordinário, um mecanismo extremo. Aqui é corriqueiro. Todos os presidentes deste recente período democrático foram alvos de pedidos, às dezenas. Tentaram até com Itamar Franco, o presidente que arrumou a economia agora desarrumada. Escreveu, não leu, impeachment nele! Atualmente estão na mira a presidente, o vice-presidente (?) e até um ministro do Supremo. De extraordinário passou a ordinário. Como quase tudo na política.

Está certo isso?

08 de abril de 2016 0

Todo mundo curtindo a maior crise dos últimos anos, todo mundo perdendo grana, empresas fechando, milhões de desempregados e os bancos divulgam balanços com lucratividade maior que em anos anteriores. Não há dúvida, é o melhor negócio do mundo. Pelo menos no Brasil.

Pura aritmética

08 de abril de 2016 1

A presidente Dilma está dormindo no ponto. Para barrar o impeachment, basta ela criar mais ministérios. Com 171 ministérios ela garante o mínimo de 171 votos para continuar no cargo. Será que ninguém disse isso pra ela?

Há, sim!

08 de abril de 2016 0

Há balelas que são infinitamente repetidas. Uma delas é que não existe crime perfeito. Ora, se alguém quiser eliminar fisicamente outro alguém, basta arquitetar um atropelamento. A chance de se safar com uma pequena indenização ou prestação de serviços comunitários é enorme. A legislação é cúmplice do crime perfeito.

A diferença

06 de abril de 2016 3

“Nesta época de semântica desvairada já não se chamam mais de corruptos. São apenas pessoas movidas pela ideologia da propina”.

Da frase de décadas atrás do Millôr Fernandes, que considero o maior pensador que viveu entre nós, pode se deduzir que nada mudou no Brasil, apenas aumentou de intensidade. E como!
Só que agora tem uns chatos do Ministério Público, da Polícia Federal e o chato-mor do Sérgio Moro que deram para investigar e punir.

Quebraram a tradição!

Só rezando

05 de abril de 2016 3

A atual administração de Blumenau não leva sorte com empreiteiras. Quase sempre dá chabu, a obra para, a empresa quase quebra, desiste por falta de condições de terminar o que começou ou se arrasta por um prazo que humilha o cronograma. Várias obras já sofreram esses percalços, pontes, pontilhões, a margem esquerda e agora, por último, o novo Frohsinn. Mais que um restaurante, aquela reconstrução resgatará um ponto histórico e turístico com uma das mais belas vistas da cidade. Mas parou, a empresa teria desistido e jogado a toalha. É muito azar!
A coluna recomenda uma novena para Nossa Senhora das Licitações.

Frohsinn

 (Foto: Valther Ostermann)

Não é por aí

04 de abril de 2016 0

Apaixonado por motos há 40 anos, não posso gostar da afirmação de que “toda moto é feita para cair, e um dia ela cai”. Seria o mesmo que dizer que todo carro é feito para bater, e um dia ele bate. Ou todo avião é feito para cair. São raciocínios simplórios e nunca simpáticos. Evite-os.

Zera tudo

30 de março de 2016 7

A tese mais aceitável para este rolo político que nos assombra: se é para tirar a presidente, que então se tire tudo, de fio a pavio, e comece do zero, com eleições gerais. Não há um grama de confiabilidade nos que estão se debatendo pelo poder. Passa a régua, fecha a conta, vamos para o futuro que o presente está um saco!