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Posts na categoria "Admin. Pública"

Só rezando

05 de abril de 2016 3

A atual administração de Blumenau não leva sorte com empreiteiras. Quase sempre dá chabu, a obra para, a empresa quase quebra, desiste por falta de condições de terminar o que começou ou se arrasta por um prazo que humilha o cronograma. Várias obras já sofreram esses percalços, pontes, pontilhões, a margem esquerda e agora, por último, o novo Frohsinn. Mais que um restaurante, aquela reconstrução resgatará um ponto histórico e turístico com uma das mais belas vistas da cidade. Mas parou, a empresa teria desistido e jogado a toalha. É muito azar!
A coluna recomenda uma novena para Nossa Senhora das Licitações.

Frohsinn

 (Foto: Valther Ostermann)

Zera tudo

30 de março de 2016 7

A tese mais aceitável para este rolo político que nos assombra: se é para tirar a presidente, que então se tire tudo, de fio a pavio, e comece do zero, com eleições gerais. Não há um grama de confiabilidade nos que estão se debatendo pelo poder. Passa a régua, fecha a conta, vamos para o futuro que o presente está um saco!

Nem tudo é isso aí

17 de março de 2016 8

A presidência da República teve pelo menos um inquilino que serve como exemplo de probidade para a nação. Itamar Franco é o nome dele. Em outubro de 1992 afastou o ministro Chefe da Casa Civil, seu amigo também mineiro Henrique Hargreaves, acusado na CPI dos Anões. Só o readmitiu em novembro de 1993 quando ficou inteiramente comprovado que Hargreaves havia sido acusado injustamente.
Pena que o fato esteja na prateleira do esquecimento deste Brasil sem memória. Desperdiça-se um ótimo exemplo de ética republicana.

Rasgando a folhinha

05 de março de 2016 5

Os pessimistas dizem que esse ano de 2016 está perdido, ainda há muito para piorar e vai piorar mesmo. A inflação não terá alívio, as crises econômica, ética e política se ampliarão, o desemprego aumentará, enfim, muito sangue, suor é lágrimas correrão antes da recuperação, que só começará ano que vem.
Lembrou-me Horário Braun que, decepcionado com o ano de 1988 – governo Sarney, era tenebroso – resolveu abreviar o martírio e decretar o fim do ano em 31 de julho com um baita Réveillon na virada para primeiro de agosto. Eu estava lá. Na Proeb. Não me lembro se deu certo, mas foi um festão.

Horácio não viveu, embora continue vivíssimo em nossa lembrança, para se assombrar com um ano ainda mais ruim que aquele, uma situação pior que a que Sarney conseguiu enfiar o país.
Não seria o caso de arrancar a folhinha, encerrar 2016 e partir logo para o ano que vem?

O momento que vivemos

03 de fevereiro de 2016 9

O que nos angustia mais que a crise em que estamos mergulhados até o bigode é a falta de perspectiva. O governo não apresenta outra solução que não seja o aumento de impostos e a oposição limita-se a votar contra. Projeto para recuperação da economia, que é bom e necessário, nenhuma das partes propõe. Para nós, vítimas da sucessão de erros do atual governo, o futuro é incerto. Temos que pagar segurança privada para suprir a falta de segurança pública, planos de saúde para garantir o que a saúde pública não garante, pedágios para ter rodovias apenas razoáveis e por aí vai, num fenômeno tipicamente brasileiro de pagar tudo em dobro e ter retorno pela metade.
Fundo do poço é ruim por si só, mas falta de corda é desesperador.

 

Nossas pontes

21 de janeiro de 2016 5

Quando garoto, lá no Alto Vale, vi benzedeiras e benzedores em ação, sempre a chamado de alguém. Casos que não sei explicar nem credito a poderes divinos, mas de pleno êxito, com gente e com animais. Conheci e trabalhei com um médico traumatologista que em casos de fraturas tão complicadas que a ciência médica não resolvia encaminhava o paciente para um agricultor que, inacreditavelmente, resolvia. Vá saber!
Estou me lembrando disso porque cheguei à conclusão que só benzendo para descomplicar a dificuldade que temos, aqui na região, quando o assunto é construção de pontes.

Agora é a ponte de Gaspar, chamada de Ponte do Vale. Iniciada, paralisada em março de 2014, e agora novamente em vias de continuar sendo construída, enfrenta mil dificuldades burocráticas, obriga o prefeito a mil viagens à capital federal, é o calvário de sempre.
Vê aí se lembra de uma ponte que teve começo, meio e fim sem interrupção. Viu? Não há. O que há é ponte que sequer começou, em Blumenau, por causa da brigalhada do local em que deve ser construída.
Só benzendo! Juro que estou falando sério.

O que pode e o que não pode

19 de janeiro de 2016 4

Taxistas da cidade de São Paulo terão que se adaptar às novas exigências da prefeitura caso queiram continuar na profissão. Algumas óbvias – barba e cabelo em ordem, evitar odores de suor, não falar palavrões -, outras um tantinho exageradas, embora de bom gosto – traje social ou esporte fino.

Até aí, tudo bem, mas autoridade que é autoridade, ainda mais com propensão autoritária, tem que estragar a boa intenção determinando os assuntos que o taxista deve que evitar: futebol, política, religião, comportamento pessoal e problemas da categoria.
O nome disso é censura, não é não?

Autoridade política que impõe o que pode e o que não pode ser conversado é algo assustador. Políticos adoram ditar regras. Para os outros. Se a gente tivesse voz e eles ouvidos para nós, estabeleceríamos uma que é a mais óbvia de todas: políticos estão proibidos de meter a mão no tesouro público. Mais: não pode roubar nem deixar roubar.

Alguns estão nem aí para uma regrinha simples assim.

Façamos a nossa parte 

16 de janeiro de 2016 1

Alguns leitores não aceitam que vez por outra eu lembre que ao cidadão cabe fazer sua parte colaborando com a limpeza da cidade – não sujando, por exemplo -, comportamento que, ao fim e ao cabo, reverte em seu próprio benefício. Obviamente isso não isenta o poder público de cumprir sua função, nem inibe o direito de cobrança do cidadão. O pensamento excludente, aquele do “se você gosta de animais então não gosta de crianças” é algo ruim, pois não permite argumentação, mata a conversa no início.

Não é por aí, pessoal. Uma coisa não exclui necessariamente a outra. Nestes tempos de todos os direitos é salutar falar em deveres, algo que anda meio esquecido.

No entanto, é compreensível a reação dos leitores. Andamos tão insatisfeitos com o pouco retorno de nossos impostos – pagamos e não levamos – que qualquer outra colaboração além do muito que nos garfam parece excessiva. É o desânimo de uma sociedade desassistida que vê o dinheiro público a serviço de interesses particulares. Isso pode mudar, isso deve mudar e há uma pequena esperança de que esteja mudando.

Tem preço 

01 de janeiro de 2016 4

No primeiro dia do ano a entrada para Bombinhas ficou mais cara. Vai ser o berreiro de sempre, como é natural numa nação em que dela tudo é cobrado e pouco é retornado. O berreiro vai durar um tempinho e depois tudo será como sempre, assunto esquecido, aumento absorvido e vamos para a praia que o sol apareceu.

Vou cantar uma pedra que, aliás, já cantei: não vai demorar muito até que outros balneários, de olho grande no faturamento de Bombinhas, copiem a ideia.
Quem viver pagará.

Embora pareça, não sou ferrenho adversário do tal pedágio de Bombinhas. Quem acompanha a limpeza das areias das praias nunca deixa de se espantar com a quantidade de lixo que os frequentadores espalham pelo chão, vai de palito de picolé a garrafas quebradas. Tudo o que não fazem em suas casas, fazem nas praias. Custa depositar seu lixo numa sacolinha de plástico, dessas de supermercados mesmo, para depois depositar no local adequado? Se a maioria não faz, então que pague a limpeza de forma antecipada. Na chegada, que é pra garantir.

Para durar

11 de dezembro de 2015 0

Ginástica BC

Demorou, mas pela menos uma prefeitura por aqui – a de Balneário Camboriú – está fazendo a coisa certa: instalar equipamentos de ginástica de rua fabricados com material resistente à corrosão. Aço inoxidável, no caso. Em outros balneários os equipamentos ficam imprestáveis em um ano. Aqui em Blumenau também ficarão, os que foram implantados, em curto espaço de tempo. Alguns já dão sinais, porque são feitos de material que adora ferrugem.

(Foto: Valther Ostermann)