Olha só: em todas as instâncias, estima-se que existam 1.787.248 normas – leis, decretos, portarias e outros – nos níveis federal, estadual e municipal.
Agora diga: é possível administrar um país com quase dois milhões de leis?
Olha só: em todas as instâncias, estima-se que existam 1.787.248 normas – leis, decretos, portarias e outros – nos níveis federal, estadual e municipal.
Agora diga: é possível administrar um país com quase dois milhões de leis?
O Brasil subverte a Lei da Compensação: os carros têm preços entre os maiores do mundo e estradas entre as mais vagabundas do planeta.
A caça ilegal come solta aqui no Vale. Se não aumentarem o efetivo da Polícia Florestal, vai continuar.
Ou seja, vai continuar.
A Caixa Econômica Federal vai enfiar R$ 25 milhões no caixa do Flamengo, a título de patrocínio. Para o meu quebrado e alquebrado Vasco, nem uma merreca. E ainda dizem que implico com a Caixa.
Volto a citar o velho Stanislaw Ponte Preta: “Ou restaure-se a moralidade ou locupletemo-nos todos!”
Nada mais desarmonioso e dependentes entre si que os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.
Referi-me recentemente sobre os dois mundos dos aposentados, nós e eles, os incomuns da República. Usei o termo “incomum” obedecendo à referência de Lula sobre o senador José Sarney (PMDB-AP), em 2009, quando este último sofria uma avalancha de acusações: “Sarney não é um comum”.
Pois é justamente a filha do senador, Roseana (PMDB-MA), atual governadora do Maranhão, que se aposenta agora, no cargo de analista legislativo do Senado, com R$ 20,9 mil mensais.
Filha de incomum, incomum é. Soma esta grana ao salário de governadora, R$ 15,4 mil.
Para nós, os comuns, aposentadoria naquele valor só anual. E olhe lá!
Ex-governadores gozam de privilégio ainda maior: com quatro anos de mandato, ou menos, ganham pensão vitalícia (aposentadoria) no valor integral. Nos três estados do Sul é assim. Cumulativas: dois mandatos, duas pensões, em alguns casos. É assim nos três poderes da República Federativa do Brasil, com variações que não refrescam.
Estou ficando com raiva de ser um comum.
Como dizia Stanislaw Ponte Preta, “ou restauremos a moralidade ou nos locupletemos todos.”
Foi batido o martelo, a nova e polemizada ponte do Centro de Blumenau vai ser na Prainha, com novo projeto. E não se fala mais nisto!
Mas não, hein?
Só vou acreditar que o Brasil é um país sério quando as regras de aposentadoria forem exatamente iguais para todos.
Sem exceções.
Por mais durona que seja, ou pareça ser, a presidente Dilma é refém de nosso sistema político equivocado: ou fatia o governo para satisfazer a fome de cargos dos partidos políticos, ou não governa.
Isto explica os 39 ministérios e os mais de 22 mil cargos comissionados no governo federal, com custo anual acima dos R$ 200 bilhões.
É o desgoverno em nome da governança.