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Posts na categoria "Animais"

Ô raça!

12 de agosto de 2014 1

Pra quê fui chamar o tucano de vilão do sabiá na coluna anterior? A turma caiu de pau, “é nada disso, deixa disso, para com isso, a tucanada não tem culpa se os sabiás estão na encolha”. Só faltou o “sabe de nada, inocente!”. Um gaiato até sugeriu que é coisa do PT. E eu que pedi para não politizarem o fato!

Que pena

09 de agosto de 2014 1

As aves do Parque Ramiro Ruediger, patos e marrecos, lá estão para embelezar aquele pedacinho de Blumenau. São para olhar, não para tocar. Crianças não têm esta noção, compete aos pais instruí-las para não correr atrás das aves, assustá-las, estressá-las. No entanto, há adultos que até incentivam, acham engraçadinho. Alguns frequentadores, aliás muitos, já cogitam até pedir a retirada das aves.

LIÇÕES DA MÃE NATUREZA

08 de agosto de 2014 2

Com a necessidade de efetuar uma limpeza e pintura no telhado e calhas de minha casa, contratei um profissional para efetuar o trabalho.

A casa possui dois andares e na parte mais alta do telhado, na ponta da calha, havia um ninho de bem-te-vis que foi removido, após a verificação de que não continha ovos ou filhotes nele. Era um ninho grande que com certeza abrigara alguma geração dessa espécie de pássaro.

Nunca entendi, até hoje, porque o bem-te-vi escolhera aquele ponto no telhado para cuidar de seus filhotes. Enquanto a pombinha e andorinha escolhiam lugares abrigados, dentro do telhado ou nos beirais da casa, protegidos pelo forro, os canários escolhiam o interior dos ciprestes e os sabiás as pitangueiras e aceroleiras, aquele bem-te-vi cabeçudo escolhera o lugar mais alto, onde havia mais chuva e vento, deixando sua prole exposta às intempéries e todo o perigo.

Pensava comigo mesmo: Que pássaro burro esse!

Hoje pela manhã, como costumeiramente faço, li a coluna do Valther Ostermann publicada no Santa, e entre as notas interessei-me pelo comentário do Dr. Cezar Zillig a respeito da ausência do canto do sabiá e a observação oportuna do leitor Vanio Vicenzi de que a culpa é do tucano que lhe devora ovos e filhotes. Mas o que me chamou a atenção foi o final da nota que mencionou: “Consta que o único machão a encarar o tucano no mano a mano é o bem-te-vi.”.

Fui trabalhar e voltei ao lar para almoçar ao meio-dia, como sempre faço e ao examinar o serviço de manutenção que continua em execução em minha casa notei que dois bem-te-vis agitavam-se freneticamente na busca de material para construção do ninho. Adivinhe onde estava o ninho em construção. Exatamente! Lá na ponta da bendita calha, no ponto mais alto do telhado, onde pega mais chuva e vento.

Chamei o pintor para lhe mostrar e naquele momento entendi tudo. Eis o porquê de o bem-te-vi encarar o tucano e quem vier pela frente. Desde pequeno se acostumou a enfrentar desafios. O que é um tucaninho perto de uma ventania e chuva no lombo desde pequeno? O bem-te-vi ensina seus filhotes desde pequeno a lutar perante as intempéries que surgirão na vida. Mostra que podemos superar os desafios por mais difíceis que sejam e que nunca devemos nos entregar. Lição de persistência, coragem e trabalho.

O pintor concordou comigo e disse: Pois lá em casa vi um desses correr com uma Aracuã!

Não me contive! Chamei meus filhos e mostrei-lhes a lição que a natureza nos dá e que muitas vezes não entendemos. O burro fora eu que não havia entendido a sabedoria do bem-te-vi.

E naquele momento, como se compreendesse minha fala, o bem-te-vi cantava a todos pulmões, no alto da nogueira, enquanto que o sabiá se encolhia no canto do pátio, caminhando quietinho na grama do terreno.

Ao final disse ao pintor: Deixa o bicho fazer seu ninho lá em cima. Ele sabe o que faz.

Toda vez que eu olhar para aquele ninho recordarei essa lição. As dificuldades nos fazem fortes, a acomodação nos torna fracos.

Cada um tire a lição que quiser, mas hoje sei que o bem-te-vi é um grande exemplo de força, coragem e obstinação, além de um excelente educador para a vida. Seus filhotes serão fortes para enfrentar os tucanos e aracuãs, enfrentarão o frio e a chuva e todos os desafios sem medo.

Um abraço.

Edson Amaral de Azeredo.

Salvem as abelhas

08 de agosto de 2014 3

A gente não percebe, mas há um fenômeno que preocupa os cientistas e ameaça a sobrevivência da humanidade: diminuição drástica da população das abelhas, responsáveis por 80% da reprodução das plantas.
No Brasil, por exemplo, sem elas o cultivo da soja fica inviável. A abelha mamangava, importante para a disseminação de diversas espécies vegetais, está extinta no Paraná e perto de sumir em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul. Resultado do uso massivo de agrotóxicos. O ser humano, considerado o mais inteligente dos animais, ainda acaba morrendo de burrice.

Natureza morta

03 de julho de 2014 1

Muros de vidro são belos, sem dúvida. E mortais para os pássaros.

Beija flor 1 (Custom)

 

Beija flor 2 (Custom)

(foto: Regina Junkes)

São da paz

14 de abril de 2014 3

Há quem queira exterminá-los, alegando que transmitem doenças, “são ratos voadores”. Melhor então exterminar os ratos, que neste raciocínio seriam pombos sem asas.  Enquanto os humanos discutem o futuro dos pombos do Centro de Blumenau, eles convivem e passeiam tranquilamente pelas calçadas. Em casais, não são uma graça? Não consta que pretendam exterminar os humanos.

Foto: Ademir Jasão/ Especial

Foto: Ademir Jasão/ Especial

Lembrete

08 de abril de 2014 2

Esta placa lembrando que o local público não é banheiro de cachorro, em Balneário Camboriú, é um recado para os muitos donos de lulus que saem para passear sem levar o “kit cocô”. Aos domingos de manhã, no Centro de Blumenau, por exemplo.

Foto: Jean Karlo / Especial

Foto: Jean Karlo / Especial

O retorno

25 de março de 2014 3

Talvez pela mudança de estação, talvez pela maturação das goiabas, mas o fato é que as aracuãs – ave-símbolo de Blumenau – voltaram. Vai ver, é pelas goiabas.

Esta, da foto, devorou uma em questão de minutos. Se não fosse chamada aracuã, poderia ser papa-goiaba. Mais sonoro que seu nome científico, Ortalis Guttata.

São bem-vindas.

Foto: Giovani Vitória/ Especial

Foto: Giovani Vitória/ Especial

Vida moderna

21 de março de 2014 1

Até os pássaros têm que se adaptar às necessidades da vida urbana. Nesta barafunda de fio e cabos há, percebam, um condomínio de joões-de-barro.

Entrar e sair exige paciência e perícia, mas eles não reclamam. Fossem humanos, já teriam depredado a Celesc.

valther_joaodebarro

Não é por aí

19 de março de 2014 5

Domingo passado o dia estava mesmo para um passeio. Melhor ainda de moto, vento no peito, sensação de liberdade, uma delícia. Mas não desprotegido assim, sem camisa, sem calçado, apenas com o capacete, na rua República Argentina, bairro Ponta Aguda, aqui em Blumenau.

Vale também para o carona que, apesar de irregular, reparem, está com a maior cara de satisfação.

Moto exige mais responsabilidade.

Foto: Larissa Vier/ Especial

Foto: Larissa Vier/ Especial