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Posts na categoria "Burocracia"

Nossas pontes

21 de janeiro de 2016 5

Quando garoto, lá no Alto Vale, vi benzedeiras e benzedores em ação, sempre a chamado de alguém. Casos que não sei explicar nem credito a poderes divinos, mas de pleno êxito, com gente e com animais. Conheci e trabalhei com um médico traumatologista que em casos de fraturas tão complicadas que a ciência médica não resolvia encaminhava o paciente para um agricultor que, inacreditavelmente, resolvia. Vá saber!
Estou me lembrando disso porque cheguei à conclusão que só benzendo para descomplicar a dificuldade que temos, aqui na região, quando o assunto é construção de pontes.

Agora é a ponte de Gaspar, chamada de Ponte do Vale. Iniciada, paralisada em março de 2014, e agora novamente em vias de continuar sendo construída, enfrenta mil dificuldades burocráticas, obriga o prefeito a mil viagens à capital federal, é o calvário de sempre.
Vê aí se lembra de uma ponte que teve começo, meio e fim sem interrupção. Viu? Não há. O que há é ponte que sequer começou, em Blumenau, por causa da brigalhada do local em que deve ser construída.
Só benzendo! Juro que estou falando sério.

Freio

26 de julho de 2015 2

O prolongamento da Via Expressa de Blumenau, tão necessário, com recursos já liberados, terá processo prolongado por causa das licenças ambientais. Tudo bem, o zelo pelo meio ambiente também é necessário, mas será que tem que ser sempre tão demorado, tão burocratizado?

Expropriado

18 de abril de 2015 1

Desapropriações são inevitáveis, os proprietários de imóveis ao longo da duplicação da BR-470 sabem disto. Podem ser amigáveis, podem ser demoradas se não houver acordo a discussão acabar na Justiça. Isto quando for liberada a grana, que ainda está para acontecer.
São centenas, haja otimismo para acreditar que será pacífica.
O leitor Acácio Luís Andreon não vê motivo para otimismo, considerando o que relata:
- Desde 1970 meu pai, Nilton, hoje com 81 anos, morador em Rio do Sul, espera a indenização de seu imóvel desapropriado por esta mesma rodovia.

Estragadinha

13 de agosto de 2014 1

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Foto: Valther Ostermann/ Agência RBS

Enquanto a obra da margem esquerda em Blumenau não desencalha, a direita pede alguns reparos dos estragos causados pela sucessão de cheias do rio.

Dia de São Nunca?

23 de dezembro de 2013 6

Junto com o verão chega (de novo) a discussão do acesso às praias de Bombinhas. O edital de licitação para um segundo acesso pelo morro de Zimbros foi suspenso em 2010, pelo Ministério Público, por causa dos danos ambientais.

O governo do estado anuncia agora que tem R$ 50 milhões para a obra, o que nada garante: não existe obra humana sem impacto ambiental.

Vai daí que…

Quase invisível

03 de setembro de 2013 1

Na primeira vez pensei que era o caso de impressora com tinta acabando. No ano seguinte, comecei a desconfiar que fosse padrão. Agora tenho certeza. Não há quem consiga ler o Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo do Detran, pelo menos aqui os emitidos aqui em Blumenau. Apagadinho de vez, nem se presta a fotocópia.

Como é que o pessoal das blitze se vira?

Dono burocrático

21 de agosto de 2013 5

Não somos donos de nada, o governo é que é. Experimente não renovar o emplacamento de seu veículo para saber quem é o verdadeiro proprietário. Você desembolsa na compra e ainda paga aluguel anual ou fica sem o bem.

E aí a gente se ressente de falta de gentileza. Poderia o verdadeiro dono facilitar nossa vida: a gente paga no banco e recebe o documento renovado pelo Correio. É tão difícil assim aqui em Santa Catarina?

Burocracia

18 de julho de 2013 0

Há 15 anos que o leitor Fernando José Vidal Bastos do Valle paga Taxa de Marinha relativa a um imóvel em Araquari, Santa Catarina. Em 2007, percebeu que o reajuste foi maior que a inflação, pediu revisão do valor. Mês passado recebeu a resposta.

A resposta nem é o caso, e sim a demora. Seis anos é uma piada, Valther. Não deixa teu amigo Ibsen saber e perguntar, porque não tem como explicar.

Não dá

02 de julho de 2013 1

Novembro de 1979, eu estava lá. O episódio ficou conhecido como Novembrada, estudantes protestando no Centro de Florianópolis durante a visita do presidente-general Figueiredo e exigindo, entre outras coisas, a mudança do nome da Capital, que homenageia seu algoz, Floriano Peixoto. Exigia-se Desterro, antigo nome, o que, convenhamos, não é o melhor dos nomes. Além disto, Floripa, como é conhecida, fica simpático e nada mais tem a ver com o odiado homenageado.

Lembrei-me daquele fato por uma proposta ouvida aqui, homenagear o fundador da cidade trocando o nome de sua rua principal, a XV de Novembro, para Rua Doutor Blumenau. A sugestão é pertinente, mas de difícil execução. Dizem que a alteração custaria milhões em papéis de empresas, adaptações fiscais e cadastrais. Além do fato de que a atual denominação não deixa de ser  histórica.

Permanente

24 de maio de 2013 2

Na Alemanha, a primeira carteira de motorista ninguém esquece, porque é para sempre. Vale por toda a vida. Sem essa de renová-la periodicamente. “Ah, e o exame de vista, como fica?”, perguntam alguns. Lá é responsabilidade do cidadão. Se causar algum acidente por deficiência de visão, responde por isto.

País esquisito, a Alemanha. Mais educativo é o Brasil, que exige renovação periódica:  o cidadão pode testar sua capacidade de enfrentar a burocracia, exercitar a paciência em filas e colaborar com o Tesouro Nacional pagando um bocado de taxas.