Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Posts na categoria "Cidadania"

O clamor que vem do Sul

12 de maio de 2013 4

Além do dever

03 de maio de 2013 7

Enviado por Jorge Luiz Heckert. Merece registro.

No último dia 17, o policial militar que trabalha junto à Central de Emergência da Polícia Militar (Copom) na cidade de Pomerode, soldado José Kava Sobrinho, recebeu uma ligação de um senhor que mora na localidade de Ribeirão Souto, informando que não conseguiria buscar sua filha de 17 anos na escola, pois seu carro não estava ligando, e ainda, por ser pessoa com quase 70 anos de idade, não conseguiria ir a pé buscar sua filha, tendo em vista a distância considerável até o local da escola. Diante da situação apresentada, o cidadão solicitou que, se possível, uma viatura que estivesse na região fosse apanhar sua filha e levá-la até sua casa. Como as guarnições de serviço encontravam-se empenhadas em ocorrências, o soldado José Kava, preocupado com a situação, informou ao solicitante que iria entrar em contato com a sua esposa, para que esta utilizasse o carro particular do casal e buscasse a filha do cidadão que ligou para a Central, demonstrando assim uma atitude louvável.


Dayane Marquat Kava, esposa do policial militar, foi até a escola e apanhou a filha do senhor e a levou até sua residência. Chegando à residência, Dayane se apresentou ao pai e entregou sua filha sã e segura. O mesmo agradeceu calorosamente pela maneira como ela e o policial atenderam ao seu chamado. O solicitante, surpreso com a atitude do policial e de sua esposa, enviou uma mensagem de agradecimento ao comando do 10º Batalhão de Polícia Militar (BPM) de Blumenau, enaltecendo o comprometimento do soldado José Kava com o serviço policial militar e com a sociedade pomerodense. O comandante do Pelotão de Pomerode, 1º tenente Alexandre Alberto Kleine, em suas palavras, destacou o orgulho que tem de poder contar com profissionais como o soldado José Kava, que encontrou uma forma humana e solidária de ajudar o próximo. São atitudes como esta do soldado José Kava que criam na sociedade a confiança nos serviços prestados pela Corporação Policial Militar.

(Texto: 1º tenente Alexandre Alberto Kleine . Foto: divulgação)

Só de sacanagem

13 de abril de 2013 2

"Meu coração está aos pulos! Quantas vezes minha esperança será posta à prova? Por quantas provas terá ela que passar? Tudo isso que está aí no ar, malas, cuecas que voam entupidas de dinheiro, do meu, do nosso dinheiro que reservamos duramente para educar os meninos mais pobres que nós, para cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus pais, esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade e eu não posso mais. Quantas vezes, meu amigo, meu rapaz, minha confiança vai ser posta à prova? Quantas vezes minha esperança vai esperar no cais?

É certo que tempos difíceis existem para aperfeiçoar o aprendiz, mas não é certo que a mentira dos maus brasileiros venha quebrar no nosso nariz. Meu coração está no escuro, a luz é simples, regada ao conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó e os justos que os precederam: "Não roubarás", "Devolva o lápis do coleguinha", "Esse apontador não é seu, minha filha". Ao invés disso, tanta coisa nojenta e torpe tenho tido que escutar. Até habeas corpus preventivo, coisa da qual nunca tinha visto falar e sobre a qual minha pobre lógica ainda insiste: esse é o tipo de benefício que só ao culpado interessará. Pois bem, se mexeram comigo, com a velha e fiel fé do meu povo sofrido, então agora eu vou sacanear: mais honesta ainda vou ficar. Só de sacanagem!

Dirão: "Deixa de ser boba, desde Cabral que aqui todo mundo rouba" e vou dizer: "Não importa, será esse o meu carnaval, vou confiar mais e outra vez. Eu, meu irmão, meu filho e meus amigos, vamos pagar limpo a quem a gente deve e receber limpo do nosso freguês. Com o tempo a gente consegue ser livre, ético e o escambau." Dirão: "É inútil, todo o mundo aqui é corrupto, desde o primeiro homem que veio de Portugal". Eu direi: Não admito, minha esperança é imortal. Eu repito, ouviram? Imortal!

Sei que não dá para mudar o começo mas, se a gente quiser, vai dar para mudar o final!"


Elisa Lucinda, poetisa, jornalista, cantora e atriz brasileira.


Ponto de vista

15 de junho de 2012 2

Pelo tamanho do quarto de empregada percebe-se a sensibilidade social do incorporador imobiliário. Há edificações em que as dependências a ela destinadas são indignas, pelo tamanho, localização e falta de ventilação.

Falta de quê?

23 de janeiro de 2012 3

A questão é: Blumenau precisa de mais lixeiras ou de mais pontaria? Este é um assunto que sempre chamou minha atenção, boto reparo, fotografo. Sou testemunha da falta de pontaria dos que vivem em Blumenau. Então, logo de cara, respondo que precisamos aprimorar a pontaria, treinando basquete, talvez. Mas pode não ser falta de pontaria, pode ser falta de educação, e aí o buraco é mais embaixo. Quem educa o cidadão que dos pais segue o exemplo de jogar seu lixo em qualquer lugar, e transmite este comportamento para os filhos? Já vi mamães desembrulhando balas para seu rebento e jogando a embalagem na calçada, já vi madame abrindo a porta do carro, no semáforo, e despejando lixo, já vi engravatados jogando baganas de cigarros em qualquer lugar.

Blumenau precisa de mais lixeiras, sempre precisará. E de mais civilidade, algo que já teve bastante e quase não tem mais. Ilustro o que digo com um dos muitos registros que fiz ao longo do tempo:


Foto: Valther Ostermann




Conto de Natal

06 de janeiro de 2012 3

Está rolando na internet este Conto de Natal, do promotor aposentado Ivar Hartmann, publicado no NH, Jornal de Novo Hamburgo, RS, mês passado. Vale a leitura.

" Os parlamentares brasileiros certamente não apanharam nem foram castigados quando eram pequenos. Porque, se o tivessem sido, talvez não dessem demonstrações tão grandes de mau caráter. Ou, ao contrário, eram tão ruins que não adiantaram os exemplos paternos. E se criaram como esta gente que aí está. Personagens do Dia das Bruxas e não do Natal.Mas vamos a minha história. Contaram-me como verdade. Repasso acreditando.

Época de Natal quando tudo deve ser fraternidade, alegria, educação, amor ao próximo. Em um grande supermercado de Novo Hamburgo, na fila do caixa, um senhor era atormentado pelo carrinho de trás. Empurrado por um menor, sob os olhares complacentes da mãe, a criança empurrava o veículo para frente e para trás, tendo como alvo as canelas do infeliz cliente. Com justa irritação, após várias batidas, o homem virou-se para reclamar da postura do menino. E ao dialogar com a mãe do mesmo, chamou a atenção dos demais presentes à fila ou nas filas ao lado. Longe de simplesmente agradecer a reclamação e tomar as providências que o caso merecia, a mulher saiu-se com esta: “Meu filho ainda é pequeno e estou criando ele com liberdade!” Uma afirmação desta natureza é uma aberração e, claro, todos se espantaram e aguçaram os ouvidos. O próximo passo seria o cidadão dar um puxão de orelhas no moleque. No moleque, mas quem merecia era a mãe, pensavam…

E aí, a surpresa foi geral. Atrás, na fila, havia outro homem que resolveu bancar o Papai Noel. O bom velhinho que educa as crianças e exempla os pais quando necessário. Pois este, sem maiores delongas, abriu a embalagem de ovos que levava, tirou um deles e simplesmente encostou-o na cabeça da distinta dama, esmagando-o… Vocês podem imaginar? Eu fiquei imaginando e disse que não podia ser verdade! Mas havia uma testemunha presencial. E a história continuou: espantada com a ação, a clara e a gema escorrendo pelos seus cabelos, a mulher virou-se para trás aos gritos:

- Mas o que o senhor está pensando?

E o cidadão, comprazido:

- Eu também fui educado com liberdade!

E então, como pano de fundo desta história destes dias de Natal em supermercados, a platéia presente iniciou uma salva de palmas, enquanto a mulher, deixando seu carrinho para trás, fugia para o estacionamento… Estas coisas é que fazem falta no Brasil. Bendito Natal."

Sujeira

03 de janeiro de 2012 4

Certos comportamentos, de tão antigos, tornam-se ridículos e até criminosos nos dias atuais. É o caso de festejar a virada do ano soltando papel picado do alto de edifícios, emporcalhando a cidade, entupindo bueiros, poluindo o rio e fazendo a turma da limpeza pública trabalhar dobrado. No entanto, em Blumenau, pelo menos uma pessoa não se deu conta disto.

(Fotos: Valther Ostermann)

Somos perdedores

28 de dezembro de 2011 2

O ano termina, daqui a pouco estaremos em ano eleitoral, um teste para a memória do eleitor que, cá entre nós, não é muito bom de memória.

Aos que mantém a memória em dia certamente não faltará elementos para filtrar seu voto. Quem prometeu a duplicação da BR-470, quem prometeu dar um jeito no jeito torto do Trevo da Mafisa, o comportamento dos vereadores blumenauenses no caso do aumento dos salários da próxima legislatura e assim por diante.

Raros são os eleitores que acompanham os trabalhos de seus representantes, raros são os que avaliam seu desempenho. A maioria vota como se fosse um jogo, e acha que o jogo se encerra quando seu candidato vence. Ora, é aí que o jogo começa , mas vá tentar convencê-los.

Esta coisa de torcer para partidos como se torce para times de futebol é que faz do jogo político um jogo em que a sociedade sempre perde. Se o corrupto flagrado é de sua simpatia, cobrem-no com um manto de solidariedade incoerente; se for de outro time, digo, partido, aí posam de indignados exigindo justiça, quando não vingança.

O jogo político só será favorável à sociedade quando esta se der conta que faz parte do jogo, e não da torcida.

Sem afetação

02 de outubro de 2011 4

Enfim uma sentença descomplicada, na linguagem dos homensEstaria a Justiça descobrindo que comunicação é tudo?

O advogado de Balneário Camboriú, Luiz Fernando Ozawa, virou notícia ao inovar no vocabulário usado para que uma das partes em uma ação – um cidadão apenas com 5ª série e desacompanhado do advogado – entendesse uma sentença.

Segundo a assessoria do Tribunal de Justiça, Osawa está atuando no Juizado Especial Cível de Balneário Piçarras como juiz leigo (não é magistrado, mas pode atuar como conciliador). Ao encerrar uma audiência sobre ressarcimento de danos após um acidente de trânsito, ele surpreendeu por deixar de lado o chamado “juridiquês”.

“Assim, seu João, eu te digo que o Senhor ganhou a causa, e que a partir de agora a moça que dirigia e o dono do outro carro, solidariamente, isso quer dizer, ou uma ou o outro vão ter que pagar, ou os dois, estão lhe devendo aqueles R$ 2.020 por essa sentença, que tá encerrando o processo com o que a gente chama de 'total procedência do pedido com a extinção do processo com julgamento de mérito', palavrão esse todo que quer dizer que acabou por aqui [...]”, sentenciou Ozawa, com a leitura da decisão favorável ao autor.

Ele explicou, ainda, que basta João pedir a execução da sentença para poder “colocar o dinheiro no bolso”. A forma de tratamento agradou o cidadão. “Doutor, tô satisfeito com a decisão, não tenho mais nada pra pedir além daquele orçamentozinho, e não quero recorrer não. Então, doutor, gostaria que o processo continuasse pra que eu possa cobrar a moça e o dono do carro”

Sexta, 30/9/2011 8:46.

(Fonte: Página 3 Expresso)

Outros brasis

19 de setembro de 2011 3

Não costumo antecipar assuntos de minha coluna no Santa de papel, por motivos óbvios. Mas, como para tudo há exceção, aí vai uma nota que sairá na edição de amanhã, e que faz lembrar que há mais de um Brasil dentro do Brasil.  Bom seria se todos pudéssemos viajar pelo país para aprender nossa realidade, mas isto não é possível. Ficamos restritos à nossa, e o normal é compará-la à realidades que julgamos melhor. O pasto do vizinho sempre nos parece mais verde.

Bom, a nota fala por si:

"Há um ano, ou mais, de várias regiões do Brasil Blumenau está importando mão de obra por não encontrar aqui a que necessita. São bem-vindos, e é interessante conhecer a cultura de seus rincões que trazem consigo. Outro dia, me contava um guarda municipal de trânsito, foi perguntado a um deles o que mais lhe chamou a atenção em Blumenau. A resposta faz pensar:

- Nunca vi tanta gente com tantos dentes na boca."