O verão de Blumenau, este ano, veio em pílulas. Dias quentes, muito quentes, intercalados com quedas bruscas de temperatura.
Melhor assim, mas que o clima - até ele! - está desorganizado, está.
O verão de Blumenau, este ano, veio em pílulas. Dias quentes, muito quentes, intercalados com quedas bruscas de temperatura.
Melhor assim, mas que o clima - até ele! - está desorganizado, está.
De Itajaí, a leitora Ligiane Meyer conta que também fica agoniada com o uniforme de tecido grosso dos agentes de trânsito.
Certa feita, vendo um agente quase derreter enquanto trabalhava, foi a ele e informou que faria uma reclamação da “tortura” ao Departamento do Trânsito. Para sua surpresa, o agente esclareceu que é imposição do Ministério do Trabalho, pois tendo havido um caso de reclamação trabalhista de um agente que usava mangas curtas e contraiu câncer de pele, foi determinado de lá para cá uniformes que cubram o corpo inteiro, e de tecido grosso, para maior proteção. Além do fornecimento de protetor solar para o que fica exposto, rosto e mãos.
Sei não... a mim parece que a emenda foi pior que o soneto.
O pessoal de Indaial não arreda o pé de sua convicção: o calor de lá é o maior do Vale do Itajaí e ponto final.
Há quem diga que, até mesmo nesta semana tão quente quanto pão quente, quando vem para Blumenau não deixa de trazer uma blusa.
- Para não pegar friagem.
O calor de Blumenau, que não é para principiantes, pegou pesado nesta semana. A previsão é que amanhã, sexta, será de lascar.
Vai daí que um fato se repete: a frase mais dita, repetida e ouvida nos elevadores da cidade foi a inevitável “Que calor, não?”. Aliás, nas ruas também. Idem nos ambientes de trabalho.
Seja franco, você já disse, esta semana, pelo menos uma vez, não disse?
Os leitores sabem, sou dos que reclamam do calor excessivo de Blumenau, e do fato de suas quatro estações serem quente, muito quente, quente pracará e PQP!
Desde ontem, porém, fiz as pazes com o clima. Finalmente um outono decente, com jeitão de outono, temperatura de outono.
Estou curioso para sentir como será o inverno.
"Amanhã, precisamente às 2h14min, teremos o começo oficial da nova estação, equinócio de outono", lembra-nos o meteorologista Leandro Puchalski. Se ele diz, é porque é.
A informação me transportou para os meus dias de ensino primário, quando palavras assim - equinócio - tinham um ar de mistério absoluto, iguais a (análise) léxica ou sintática. Equinócio só ficava bem na boca da professora. Mas ela explicava, a gente é que não entendia, até porque, naquela idade, todos os dias nos pareciam iguais a todas as noites.
Hoje é fácil saber, basta ir ao dicionário, está lá tudo explicadinho, olhem só o Caldas Aulete que consulto:
2 Astron. Cada uma das duas interseções (que se dão nesses momentos) da eclíptica com o equador celeste: são o equinócio da primavera (20-21 de março no hemisfério norte, 22-23 de setembro no hemisfério sul) e o equinócio de outono (com as datas inversas) [O equinócio da primavera é a 20 ou 21 de março e o do outono a 22 ou 23 de setembro.]
Moleza, não?
Com a chuva de pedras de gelo, no fim da tarde de quarta-feira, a Vila Germânica ficou, mais que nunca, com um jeitão germânico. Só a temperatura não combinava, mas aí seria um pouco demais: Blumenau é quente até quado faz frio.
(Foto: Thiago Duwe/Especial)
Tenho uma curiosidade: será que há alguém em Blumenau que não tenha dito, este ano, em pelo menos uma ocasião, a frase recordista do pedaço: "mas que calor, não?".
Você? Tem certeza? Nem mesmo no elevador?
Perdão, mas eu duvido.
Quem me prestigia através da leitura deste blog, ou da coluna diária no Santa, ou ainda no Jornal do Almoço (RBS-TV), sabe que há muito tempo clamo por um projeto de arborização urbana para Blumenau. É inconcebível que uma cidade de clima tão sufocante não plante sombras.
O plantio de árvores de sombra em Blumenau traria outros benefícios: contribuiria para diminuir a poluição do ar e tornaria a cidade mais bonita, mais aconchegante.
Como nenhuma administração pública das que se sucedem debruçou-se sobre o assunto, começo a supor que seja algo muito complexo, ou oneroso, ou, o que é mais provável, coisa de um chato só: eu.
Uma só andorinha, como se sabe, não faz verão. Se fizesse, faria um verão mais ameno que o verão agressivo de Blumenau, que exige um projeto de arborização urbana. Quer dizer, não exige, não.
Quem exige sou eu, o chato.
Foi um toró daqueles! A chuva que caiu sobre Blumenau, acompanhada de um vento assustador, fez cair a energia em diversos pontos de Blumenau, incluindo o Centro, de onde escrevo estas linhas. A energia só voltou há pouco. Registrei o dilúvio, que felizmente foi de curta duração. Mas assustou.
(Foto: Valther Ostermann)