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Posts na categoria "Comportamento"

Cena corriqueira

08 de fevereiro de 2016 1

Banco quebrado

Equipamentos públicos, nos dias atuais, exigem robustez para resistir ao vandalismo. A pedra do lado de cá, em primeiro plano, foi quebrada, algo que exige força e vontade imperiosa de estragar o bem coletivo. A de lá, ao fundo, está desnivelada, o que também exigiu força e vontade.

(Foto: Valther Ostermann)

Sombra pessoal

25 de janeiro de 2016 0

Daniela e a sombrinha

A mineira Daniela faz a coisa mais coerente que se pode fazer para proteger-se do sol de Blumenau: tem sempre à mão sua sombra particular. Ou sombrinha.
Equipamento altamente recomendado para nosso clima, que além de elegante tem outra vantagem: pode ser usado chova ou faça sol. Aliás, deve.

(Foto: Valther Ostermann)

Honrarias vazias

13 de janeiro de 2016 1

Percebi a desimportância das honrarias concedidas por órgãos de governo quando um proprietário de casa de bingo foi agraciado pela Câmara de Vereadores de Blumenau. Título de Cidadão honorário, se não me falha a memória que costuma falhar.
Renan Calheiros, por exemplo, coleciona dezenas de comendas, títulos, medalhas, colares, sempre em reconhecimento a relevantes serviços prestados ao sofrido povo brasileiro.
Eduardo Cunha, outro político investigado pela Polícia Federal, também coleciona honrarias. Às dezenas. E, para meu desencanto, quem também adora medalhar são as Forças Armadas. Dona Marisa Letícia, por exemplo, foi medalhada pela FAB em 2007 por relevantes serviços.

Sempre foi assim, eu é que não havia notado. Em 1959 o sorridente presidente da República, Juscelino Kubistcheck, censurou Millôr Fernandes que num programa da extinta TV Tupi usou de fina ironia para criticar exatamente a facilidade de conceder honrarias vazias. Disse Millôr: “Dona Sarah Kubitschek chegou ontem ao Brasil, depois de cinco meses de viagem à Europa, e foi condecorada com a Ordem do Mérito do Trabalho”.
Saiu do ar.

Deslumbrados

12 de janeiro de 2016 4

Espere aí, o cara fez um gol inspirado, até foi escolhido como o gol do ano, mas foi apenas um gol, um momento, e não necessariamente a eclosão de um novo fenômeno, um talento único que maravilhará o planeta daqui por diante. Terá que mostrar.

O prefeito de Goianésia, onde se deu o fato, porém, já anunciou: Wendell Lira vai virar estátua.

Pô,  terceiro-mundismo tem limite!!

Pausa

23 de dezembro de 2015 1

Façamos uma pausa.  Amanhã é Natal e depois tudo gira na expectativa da virada do ano. Se daqui até lá tudo será meia-boca, vamos curtir como se fosse um feriadão. Trabalhar, se preciso for, mas de leve. A cidade estará esvaziada, acalmada, quase silenciosa. Nenhuma pressa será necessária, apesar do ano que amargamos, dos desaforos que aturamos, da dinheirama afanada pelos corruptos já denunciados, pelos que ainda o serão e pelos que ficarão impunes. Tiremos uns dias para nós, usando repelente para evitar o aedes, protetor solar para evitar danos gerais e alguma preguiça para espantar o estresse .

Pausa mais que recomendada para esquecer por instantes as agruras deste ano e não lembrar o azedume do próximo, que terá logo de cara mordida do Leão, despesa com material escolar e carnês do Natal para pagar. Assuntos para quando chegar a hora, que não é agora.
Uns dias descontraídos, uma quase irresponsabilidade, eis a proposta. Ano que vem é outro papo.

Por ano que vem endenta-se dia 4 de janeiro, bem antes do carnaval.

Muito complicado

20 de dezembro de 2015 2

Num comunicado ao mercado, publicado em revistas de grande circulação nacional, a Caoa Montadora – há 36 anos no Brasil, 38 mil empregos diretos e indiretos – repudia qualquer insinuação de participação em irregularidades no BNDES onde, afirma, “jamais tomou qualquer empréstimo ou financiamento”, repudia influência indevida na tramitação de Medidas Provisórias ou vantagens em matérias tributárias junto ao CARF.
Até aí é a empresa dando sua versão neste mar de denúncias em que navegamos e alguns naufragam. O que chama a atenção é um trecho do final do comunicado que, aí sim, não deixa dúvida.

O trecho: “Embora empreender neste país seja um ato de desprendimento e bravura, tais e tamanhas as vicissitudes e obstáculos, de toda ordem, que se apresentam e atravancam os caminhos da produção e do desenvolvimento…”.
É bem assim, no Brasil, país onde, já dizia Tom Jobim, “sucesso é ofensa pessoal”. A índole nacional, nesse particular, é indefensável. O próprio governo age assim, como denuncia a montadora em questão e todo mundo já sabia. Apenas banqueiros e empreiteiros têm vida fácil, estes últimos um pouco enrolados agora.

Se ficar o bicho come...

14 de dezembro de 2015 7

A dúvida é: substituir Dilma por Temer vai fazer a vida melhorar? Tudo bem que no caso da substituição de Collor por Itamar fez um bem danado, mas Temer não é Itamar e agora é outro tempo e diferente circunstância.
A outra hipótese, a de que caiam Dilma e Temer e sejam convocadas eleições, a vida vai melhorar? Claro, claro, pior do que está não pode ficar, essa é a única vantagem de ter atingido o fundo do poço, mas de tudo isso que aconteceu e está acontecendo sairá um eleitor mais qualificado?

Eu digo que não. A roubalheira que está sendo descoberta – há mais, muito mais – tinha três destinações: o bolso de figurões da política, a compra de apoio político e garantia de sucesso nas eleições. Em outras palavras, voto ainda é coisa que se vende, e de bom grado. Significativa parcela dos eleitores não se encabula em votar por escambo ou dinheiro vivo. Sejamos realistas, e francos.

Então, qual a melhor opção para sair dessa sinuca de bico em que nos metemos? Conscientizar a parte da nação que comercializa o voto sem dor de consciência leva tempo, mínimo de duas gerações. Sem discurso, então. Estamos falando da coisa prática, do aqui e do agora. Por enquanto não se vê luz no fim do poço. Mas deve haver. Tem que haver. Alguém arrisca um palpite?

*

Sobre a venda ou compra de votos mil conselhos já foram dados. Eu busquei mais um na literatura de cordel, que adoro. Alguns versos da obra intitulada “Venda seu voto e seja mais um ladrão”, do paraibano Francisco Diniz:

Tenhamos educação,
A responsabilidade
Para escolhermos direito
Gente de idoneidade
Para cuidar dos destinos
Do nosso campo ou cidade.

Não aja com ingenuidade
E nem banque o esperto
Achando que vender voto
É comum e que é certo,
Pois quem age assim com o tempo
Vai se sentir no deserto…

Visto que o político esperto,
Ou melhor, esse ladrão,
Depois que passa o período
Destinado à eleição,
Desconhece o eleitor
E ninguém o vê mais não!

Não venda seu voto, irmão!
Não alimente o tormento,
Pense bem, não se engane
Com quem doa alimento,
Dinheiro ou qualquer coisa,
Pois isso é fingimento!

 

A raça humana

28 de setembro de 2015 1

Um dos mais respeitados cientistas vivos, o britânico Stephen Hawking, disse recentemente que a raça humana tem que sair da Terra para sobreviver. Logo em seguida a Nasa garante que há água em Marte, e onde há água pode haver vida. Bateu uma esperança: já que estamos tornando a Terra inabitável, Marte passa a ser uma opção possível. O receio é que, indo para lá, a raça humana torne aquela planeta pouco habitável em totalmente inabitável.
Ô raça!

A minoria que incomoda

21 de setembro de 2015 2

O uso da bicicleta tem sido incentivado pelas vantagens: é saudável, não polui e facilita a mobilidade. Falta incentivar o bom uso da bicicleta, ou coibir o abuso de alguns poucos que pedalam de forma agressiva, jogando pessoas para fora das calçadas e arriscando-se a acidentes graves. Tudo bem, bobocas existem em todos os lugares, mas quem disse que temos que aturá-los? Um puxão de orelha e aconselhamento na medida será bom para todos, inclusive para eles.

Seremos serenos

15 de setembro de 2015 4

Impossível não ver, sentir e preocupar-se com o clima tenso dos dias atuais. O clima político, a efervescência partidária e o comportamento dos congressistas estão pendendo para o campo das bravatas, das ameaças veladas de mobilização, pretendendo alguns que a radicalização chegue às ruas. Tal discurso é um oportunismo que deve ser rechaçado, se é que aprendemos alguma coisa com a história recente. Pretender que brasileiros se ponham contra brasileiros, que se agridam por eles, lá em Brasília, tão longe do Brasil, é algo que atesta falta de maturidade política e de caráter dos que têm tal pretensão.
Em tempo: todos falam em “nome da democracia”. Pois sim!