Existe algo que não me passa no gogó, não engulo de jeito nenhum. Trata-se do candidato que, depois de eleito, não assume o mandato, vai lépido, fagueiro e direto para algum cargo executivo. “Convite do governador (ou prefeito, ou presidente) não se pode recusar”, justifica.
Mas espere aí, ele pediu votos para legislar em nosso nome, nos convenceu de suas intenções, disse que a tribuna seria sua trincheira... e depois nos dá uma banana? Um ministro da República ou secretário de Estado nos representará melhor, como alegam? Talvez, e apenas talvez, pois sua fidelidade foi transferida do eleitor para quem o nomeou.
O fato é que, quando nos pediu o voto, não estava em questão assumir outra função. O nome disto é descumprimento de palavra. O espantoso é a naturalidade com que o eleitor encara a questão. Está nem aí para o rompimento do compromisso eleitoral.
Tudo bem, vai ver eu é que sou exigente com a palavra dada, algo meio fora de moda.