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Posts na categoria "cotidiano"

Matando saudade

13 de maio de 2013 1

Isto aí é do tempo em que a garotada brincava na rua e exercitava habilidades manuais. Alguns pedaços de madeira, quatro rolamentos e um ou dois parafusos eram suficientes para construir o rolimã. Rudimentar, sim, mas um barato! Sem nenhuma proteção, desciam-se ladeiras em velocidades pouco recomendadas, o anjo da guarda ficava de lado. Mas tinha freio, como se pode observar. Por fricção.

O exemplar da foto é recente, pertence a Pedro Brasil Bueno, presente de aniversário de seu pai, o médico Adélcio Cesar Bueno. Que, adequadamente, é ortopedista.(Foto: Adélcio Cesar Bueno/Especial)

Quando eu digo...

26 de abril de 2013 1

Sei que é difícil de acreditar, mas aconteceu. A pessoa me abordou e cobrou que na coluna da última terça-feira, 23, eu havia omitido um feriado na relação que publiquei:

O 2 de setembro, cara!

Brinquei, e aí veio o difícil de acreditar:

2 de setembro? Feriado de quê?

Sei lá, cara, mas aqui em Blumenau é feriado. Todo ano é.

Ele não estava brincando, o que reforça minha tese: brasileiro curte o feriado e está nem aí para o motivo.

Dando um tempo

20 de abril de 2013 3

A BR-470 respira aliviada graças à polêmica da ponte de Blumenau. Ninguém mais fala da duplicação por aqui.

Por enquanto.

Desenho na grama

01 de abril de 2013 2

Na virada do ano estava desenhada, neste gramado da sede da Apae em Blumenau, a mensagem “Feliz 2013”.

Agora, este – a marca da entidade – pode ser visto lá.

O jardineiro é um craque!(Foto: Charles Ringenberg/Especial)

Luis, Luís, Luiz...

19 de janeiro de 2013 9

Em minha coluna deste fim de semana, no Jornal de Santa Catarina, mostrei duas fotos ilustrando  uma nota a respeito de uma estrada com asfalto interrompido na divisa dos municípios de Luis Alves com Gaspar (veja aqui).

De propósito deixei de citar um detalhe das placas: Luiz Alves numa, Luís Alves na outra.

Os leitores, sempre atentos, perceberam e se manifestaram. Nada escapa de meus leitores, modéstia à parte.

Coitado de Luis Alves, cada um escreve o nome do município a seu jeito: Luis, Luís, Luiz...

Inclusive em Luis Alves.

(Fotos: Jandyr Nascimento/JSC)


O poeta está a pé

06 de janeiro de 2013 1

Ademar Ferreira Mota, 63 sofridos anos, mineiro que deu com os costados em Itajaí, foi o protagonista de O Vendedor de Versos, filme-reportagem produzido pelo Grupo RBS. História pungente de um brasileiro que sobrevive de vender sua poesia intuitiva. Usava a bicicleta para correr o mercado oferecendo suas inspirações.

Usava, pois seu único bem, além do talento, foi furtado. Igual outro poeta, Mário Quintana, Ademar mora em si mesmo.

Alguma alma boa e sensível poderia doar uma bicicleta ao poeta popular? Seria uma doação também à poesia.

(Foto: Rafaela Martins, JSC)

Viva

10 de dezembro de 2012 3

Sábado pela manhã o Centro de Blumenau fervilhava.

Gente comprando, gente carregando sacolas, gente indo às compras, gente que não cabia mais nas calçadas, gente tanta como nunca se viu.

Apesar dos shoppings, que já são três, e ao contrário da previsão de que morreria quando da construção do primeiro, a boa e velha Rua XV está tão viva quanto sempre.

É o endereço do espírito da cidade.

Pinga-pinga

06 de dezembro de 2012 0

Esta onda de calor que nos sufoca gera um efeito colateral que sempre incomoda: as goteiras dos aparelhos de ar-refrigerado.

Não falo só por mim; os leitores também já registraram o problema.

Trinta dias

03 de dezembro de 2012 0

Num mês acontece uma vida. Na minha ausência (em férias) houve aquele horror de ônibus incendiado, o prefeito eleito compôs seu colegiado, a magia de Natal já encanta lá na Vila Germânica, o Supremo condenou, sentenciou e dosimetrou figurões, o Lula está dando mil explicações para dona Marisa, nenhuma convincente.

Muita coisa aconteceu, menos o que nunca acontece. A duplicação da BR-470, por exemplo.

8 ou 80

26 de junho de 2012 22

Houve um tempo em que o Biergarten foi fechado à noite, por questão de segurança, os leitores certamente se lembrarão. O Parque Ramiro Ruediger por pouco não entrou nesta, também por questão de segurança e vandalismo.

E agora a Prainha. As noites da Prainha. Acesso restrito. E já não era sem tempo. Por falar em tempo, o tempo em que diversão era apenas para divertir-se já passou. Agora quase sempre significa o sacrifício do sossego alheio. Era assim na Prainha, o bendito som automotivo berrando madrugada adentro o repertório que todos sabemos. Se pelo menos berrasse música, seria uma atenuante, mas qual, se for para incomodar a cidade, não deixar crianças, adultos e idosos repousar, tem que ser o mais agressivo possível. O volume era tal que chegava a encobrir a gritaria dos participantes, e olha que não é fácil. Pior que aquilo só foguetório à meia-noite.

Às autoridades não restou outra atitude. Melhor a Prainha fechada que madrugada alucinada. Não sei o que rolava no meio da sonzeira, mas bateu saudade do tempo (olha ele aí de novo) em que aquele local era apenas o endereço dos adeptos do fumacê, do tapa na cascavel, aquelas coisas. No maior silêncio, que a repressão existia.

Já vivemos um extremo comportamental, fomos uma sociedade repressiva, não gostamos. Exageramos na guinada, estamos no extremo oposto, liberou geral e demais. Não temos medidas.

Daqui a pouco não teremos mais espaços públicos.