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Posts na categoria "Crime"

Não é por aí

30 de março de 2016 0

Os valentões de redes sociais que fizeram ameaças ao ministro do Supremo Teori Zavascki, incluindo a divulgação de seu endereço residencial e incentivo a protestos no local, têm mais é que ser identificados, processados e punidos na forma da lei. Imaginar que ficariam no anonimato é burrice. Se quiserem mudar o país, aprendam a respeitar as leis. Imitar comportamentos que condenamos só os coloca na mesma vala dos insensatos.

De novo!

28 de dezembro de 2015 4

Há muito que eu cobro não das autoridades, mas da sociedade, um pouco menos de paciência com os vândalos. A certeza da impunidade fez do vandalismo um câncer social, que está consumido a estrutura da cidade. Como registrou o Pancho em sua coluna de segunda-feira, os malfeitores aproveitaram-se da pouca ou nenhuma movimentação de pessoas para depredar estação de pré-embarque do transporte urbano de Blumenau. Pelo simples prazer de agredir a comunidade. São, portanto, inimigos dela.

Mas estou gastando saliva e tinta voltando a falar dos prejuízos que os vândalos causam. A legislação é frouxa para os malfeitos, só endurece para quem desagrada o leão do imposto de renda, e sempre haverá quem inconscientemente defenda vândalos com declarações tipo “a polícia tem crimes mais graves com que se ocupar”.
Então tá.

Crime punido

10 de agosto de 2015 0

Um jovem de 14 anos foi condenado, segunda-feira, a 11 anos de prisão por esfaquear, por motivos racistas, um professor negro. O garoto planejou a ação, executou e postou o “feito” nas redes sociais. Ficará seis anos em regime fechado em um centro de recuperação de menores e outros cinco sob vigilância em regime aberto.

Não foi aqui, claro. Foi na Inglaterra.

Apressem-se

05 de agosto de 2015 0

Pipas ou pandorgas, não importa. Perigoso e até mortal é o uso de linhas de cerol – linhas com cola e vidro moído – que já causaram ferimentos e mortes. E como o que está ruim sempre pode piorar, agora está sendo usada a linha “chilena”, fabricada com alumínio e que corta como faca. Usar isto para empinar pipa deixou de ser brincadeira, virou crime com punição ainda pequena. Quem comercializa deveria ser processado por tentativa de homicídio, e tem uma penca que comercializa. Por enquanto quase impunemente, mas pode e deve mudar, não é mesmo, legisladores?

Velhinhos safados

01 de junho de 2015 1

O sujeito que pratica corrupção a vida inteira, afana milhões e só é chamado às falas pela Justiça em idade avançada geralmente alega ser idoso para ficar em cana e pede para ficar em casa (mansão) até o fim do processo. Em alguns países consegue. Mesmo condenado, não curtirá cadeia, no máximo devolverá parcela do que desviou.
Agora entendo porque chamam de melhor idade.

Rua Itajaí, Blumenau

13 de maio de 2015 0

Portas

Tudo que é de metal rende uma graninha e pode ser furtado, inclusive portas de alumínio. Dizem que viram fumaça…

(Foto: Valther Ostermann)

Henrique e Cesare

25 de abril de 2015 2

O catarinense Henrique Pizzolato, fugitivo condenado no processo do mensalão, será trazido da Itália, a decidir se num voo comercial ou num jatinho da FAB, o que vai encarecer um bocado a transferência. Coisa de país rico. O que importa mais é que será trazido. Lugar de corrupto brasileiro é no Brasil. E de assassino italiano também. Que o diga Cesare Batistti, lá condenado à prisão perpétua por dois assassinatos e participação em outros dois e aqui agraciado com liberdade perpétua.

Dá trabalho!

14 de fevereiro de 2015 7

Limpando a sujeira

Limpar a sujeira dos porcalhões que picham a cidade nem sempre é tarefa fácil. Neste caso da parede do prédio da antiga Prefeitura de Blumenau, que atualmente sedia a Fundação Cultural, o trabalho é meticuloso.
Pichar é tão doentio que, tenho certeza, o autor usará esta foto como troféu. Um dia este país acordará e aplicará a lei que diz ser pichação um crime ambiental.

(Foto: Gilmar de Souza/JSC)

Impotência

21 de janeiro de 2015 1

Que os terminais urbanos de Blumenau gritam por mais segurança, disto ninguém duvida. A dúvida é se a presença de guardas armados, não policiais, seria a melhor solução. Acho temerário. O que fariam os guardas com tresoitão na cintura contra o vandalismo de gangues de menores? São praticamente intocáveis, e quando detidos saem da delegacia, pela porta da frente, antes de os policiais que os detiveram terminar o relatório. É a rotina.
Sem instrumento legal, nem guardas nem policiais podem garantir a segurança. Mas fale de endurecer a lei para cima deles para ver o que acontece! Há uma legião de defensores daquelas “crianças”.

Emoção e razão

17 de janeiro de 2015 13

“Quero voltar para o meu país, pedir perdão a toda a minha nação e ensinar para os jovens que a droga só leva a dois caminhos: ou a prisão ou à morte”.
A frase é do brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira, condenado à morte por tráfico de drogas e executado neste sábado, na Indonésia.
Seu fuzilamento causou consternação pelo ato brutal que é tirar a vida de alguém. O governo brasileiro reagiu com indignação e declaração de estremecimento da relação diplomática. Indignação pontual, diga-se de passagem, não manifestada por atos tão ou mais brutais de governos com quem se afina ideologicamente.

Quanto ao traficante brasileiro de história trágica, cabe observar que não desconhecia o risco de levar grande quantidade de droga para um país que enfrenta o tráfico com rigor extremo. Arriscou e perdeu. As drogas, ele tem razão, só levam à prisão ou à morte. Drogas que ele traficava como meio de vida. Drogas que patrocinam a violência de todos os dias nos noticiários do Brasil e em muitos outros países. Que destroem vidas de famílias inteiras.

Ninguém queria, aqui, o extremo da execução do brasileiro. Somos pela vida. No entanto, execuções acontecem todos os dias aqui. Por traficantes de drogas. Por consumidores de drogas. Por menores de 18 anos a serviço dos traficantes de drogas. E pela leniência de nossas leis, tão brandas que não assustam. Ao contrário da Indonésia.
Dois extremos, duas realidades que não queremos, mas qual a mais adequada? Ou menos equivocada?