Alguém aí se tocou para o Dia de Tiradentes?
Ninguém, claro.
Caiu no último domingo.
Quando não é feriado, não é lembrado.
Alguém aí se tocou para o Dia de Tiradentes?
Ninguém, claro.
Caiu no último domingo.
Quando não é feriado, não é lembrado.
Leitora se queixa da presença de apenas e tão somente oito assistentes na apresentação virtuosa de um duo de violões na Fundação Cultural de Blumenau, no último dia 23. Um dos violonistas era o blumenauense Mailon Bugmann, virtuoso de fato.
Detalhe: espetáculo aberto, sem cobrança de ingresso.
A coluna também lamenta. O gosto musical vigente é execrável, estimulado por uma indústria fonográfica que só tem foco no lucro rápido e na produção de porcarias em massa.
Mas faltou divulgação.
Em minha coluna deste fim de semana, no Jornal de Santa Catarina, mostrei duas fotos ilustrando uma nota a respeito de uma estrada com asfalto interrompido na divisa dos municípios de Luis Alves com Gaspar (veja aqui).
De propósito deixei de citar um detalhe das placas: Luiz Alves numa, Luís Alves na outra.
Os leitores, sempre atentos, perceberam e se manifestaram. Nada escapa de meus leitores, modéstia à parte.
Coitado de Luis Alves, cada um escreve o nome do município a seu jeito: Luis, Luís, Luiz...
Inclusive em Luis Alves.
(Fotos: Jandyr Nascimento/JSC)
O pessoal daqui critica, com uma pontinha de inveja, o extremo apego dos baianos ao Carnaval que lá nunca cessa. Esquece-se, porém, de olhar seu próprio apego: a Sommerfest é a micareta do alemão daqui. Em outras palavras, oktôba fora de época.
E é muito bom.
Vivemos o tempo de reformas e/ou construções de estádios para a Copa no Brasil. Ocorreu-me então relembrar a turma da obra daqui, de um tempo anterior.
Nesta foto resgatada pelo leitor Miguel Wisintainer, de autoria de Vicente Bittencourt, eis turma que construiu o prédio da antiga Lojas Hermes Macedo, que até hoje é lembrada pelos eventos natalinos que promovia.
A balsa do Passo Manso não está esquecida, o assunto não morreu. Há muita gente se mobilizando para encontrar uma solução que preserve aquele pedaço da história de Blumenau.
Funcionando, claro, para não virar elefante branco feito o Vapor Blumenau, coitado, cuja vida no pedestal se resume a deteriorar, ser restaurado, deteriorar, ser restaurado...
Luis Fernando Verissimo é o melhor texto que conheço. Vá escrever bem assim - e fácil - lá na casa do chapéu! E, acreditem, é muito difícil escrever fácil. Começo a semana, então, reproduzindo um pouco de sabedoria do cara que escreve como ninguém. É uma boa maneira de começar.
" Dez Coisas que Levei Anos Para Aprender
1. Uma pessoa que é boa com você, mas grosseira com o garçom, não pode ser uma boa pessoa.
2. As pessoas que querem compartilhar as visões religiosas delas com você, quase nunca querem que você compartilhe as suas com elas.
3. Ninguém liga se você não sabe dançar. Levante e dance.
4. A força mais destrutiva do universo é a fofoca.
5. Não confunda nunca sua carreira com sua vida.
6. Jamais, sob quaisquer circunstâncias, tome um remédio para dormir e um laxante na mesma noite.
7. Se você tivesse que identificar, em uma palavra, a razão pela qual a raça humana ainda não atingiu (e nunca atingirá) todo o seu potencial, essa palavra seria "reuniões".
8. Há uma linha muito tênue entre "hobby" e "doença mental".
9. Seus amigos de verdade amam você de qualquer jeito.
10. Nunca tenha medo de tentar algo novo. Lembre-se de que um amador solitário construiu a Arca. Um grande grupo de profissionais construiu o Titanic. "
Quem falou que nenhum homem é uma ilha? A pergunta, feita por uma amiga com preguiça para pesquisar - é tão fácil, atualmente! - me fez pensar sobre o quanto repetimos frases das quais gostamos sem que isto nos faça ir à origem. No caso da pergunta de minha amiga, a resposta vai além da pergunta: em Meditações VII, John Donne (inglês, poeta, pastor e advogado, 1572-1631) cunhou outras frases famosas, infinitamente repetidas e pouco pesquisadas. Eis o texto:
"Nenhum homem é uma ilha, isolado em si mesmo; todos são parte do continente, uma parte de um todo. Se um torrão de terra for levado pelas águas até o mar, a Europa ficará diminuída, como se fosse um promontório, como se fosse o solar de teus amigos ou o teu próprio; a morte de qualquer homem me diminui, porque sou parte do gênero humano. E por isso não perguntes por quem os sinos dobram; eles dobram por ti".
A balsa Gerhardt Starke, o que será feito dela depois que a ponte do Badenfurt estiver operacional? Manejada no braço, transporta dois carros e até 20 pessoas de cada vez. Remanescente de um tempo menos estressado, tem mais é que ser preservada, mas não sobre um pedestal, feito o Vapor Blumenau.
Que tal reinstalá-la na curva do rio, ligando o Biergarten à Prainha? Sugestão romântica, sem respaldo técnico, eu sei, mas é que a possibilidade do fim da balsa é incômoda. A propósito, ela é mais conhecida como balsa do Passo Manso.