Rolam as liquidações pós-Natal. Desde ontem. Bem cedo já havia fila nas portas das lojas. Certamente o consumidor estará levando em conta os preços praticados antes do dia 25 para se balizar e ter certeza de que os descontos são reais. A precaução é necessária para não cair na eventual possibilidade de estar sendo iludido por descontos de preços aumentados na véspera. Recomendação do bom senso, do bolso de cada um e do Procon, nesta ordem.
O consumidor tem força imensa, o que lhe falta é memória. Ou sobra comodismo. Quando das enchentes, se foi explorado em sua necessidade por comerciante que dobrou os preços – água mineral, por exemplo, ou gás – e passada a emergência não lhe virou as costas em boicote permanente, então temos um caso de “me tosquia que eu gosto”.
O Procon é apenas uma ferramenta, nem sempre efetiva. Só o boicote produz efeito, fecha portas, limpa o sistema. Nenhum mau comércio resiste ao desprezo do consumidor.
