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Posts na categoria "Economia"

Ficção e realidade

07 de maio de 2013 2

Se for para falar a sério da inflação atual, comecemos por livrar a cara do tomate. No mesmo período em que foi majorado em 122,13%, a farinha de mandioca registrou alta de 151,39%. E da farinha ninguém falou. O tomate é colorido, vermelho vivo, se encaixa melhor no papel de bode expiatório. Virou símbolo do descontrole de preços, todo mundo joga tomates no tomate, coitado.

O requeijão cremoso, que custava R$ 1,80, agora custa R$ 2,80. O maço de cebolinha verde saltou de R$ 0,65 para nada menos que R$ 1,85. Até mesmo frutas e legumes da estação andam assanhadas, mudando seus preços (para cima) de um dia para o outro no embalo da especulação.

Vai daí que existem dois índices de inflação: o oficial, divulgado pelo governo, e o real, escancarado pelas gôndolas dos supermercados.

Para 2013 e 2014, a meta central de inflação é de 4,5%, com um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Desse modo, o IPCA pode ficar entre 2,5% e 6,5% sem que a meta seja formalmente descumprida.

O governo terá que ser muito competente para cumpri-la. Ou muito mentiroso.

Segurem a fera!

10 de abril de 2013 6

Sou da geração que conviveu com inflação braba durante a maior parte da vida. Tempo ruim, que só era bom para fabricantes de máquinas de remarcar e especuladores ferozes. Perdia-se poder aquisitivo, nenhuma prestação era fixa, os valores variavam sempre para cima, os salários ficavam menores no fim de cada mês.

E os planos, então? Cada governo inventava um, às vezes dois, e todos acabavam em fiasco.

Isto durou até meados de 1994, quando o Plano Real deu certo e tornou-se o mais bem sucedido programa brasileiro de estabilização econômica. Sem congelamento de preços, confisco de depósitos bancários e outras barbaridades tentadas antes.

Então comemoramos, era o fim da tortura. Nos acostumamos à inflação anual de um dígito, perfeitamente suportável, padrão de economia de primeiro mundo. E agora vem o tomate nos lembrando de que o dragão está querendo se assanhar.

Parece um pesadelo. Por mim, faria uma novena pedindo a graça de não mais convivermos com aquela desgraça. Quem viveu sabe o quanto doeu.

Custo-benefício

20 de março de 2013 9

Conhecido advogado blumenauense se pôs, outro dia, a fazer cálculos. Concluiu que pelo preço de um quilo de ovos de chocolate poderá comprar cinco quilos de picanha de primeira (existe de segunda?).

- Domingo de Páscoa, lá em casa, haverá churrascada. Sem ovos.

Quase desistindo

20 de março de 2013 10

Um carro popular pode ser adquirido, no Brasil, por pouco mais de R$ 20 mil.

Uma motocicleta razoável, de média cilindrada, não custa menos de abusivos R$ 30 mil. O valor do seguro é assustador, só perde para o valor das peças e da mão de obra.

Já estou resignado: moto é para quem tem muito. Não é o meu caso.

(Foto: blogueiro)

Hora de vigiar

18 de março de 2013 4

O governo zerou os impostos federais de 16 itens da cesta básica: carnes (bovina, suína, aves e peixes), arroz, feijão, ovo, leite integral, café, açúcar, farinhas, pão, óleo, manteiga, frutas, legumes, sabonete, papel higiênico e pasta de dentes.

Fiquem atentas, donas de casa, vocês que entendem de preços: se a redução não for imediatamente repassada para o consumidor, será um caso de apropriação indevida dos empresários, donos de supermercados e/ou produtores.

Não permitam.

Desistência

17 de março de 2013 2

Um carro popular pode ser adquirido, no Brasil, por pouco mais de R$ 20 mil.

Uma motocicleta razoável, de média cilindrada, não custa menos de abusivos R$ 30 mil.

O valor do seguro é assustador, só perde para o valor das peças e da mão de obra.

Já estou resignado: moto é para quem tem muito. Não é o meu caso.

Não dá para encarar o custo Brasil.

Preços

12 de março de 2013 5

O brasileiro nem de longe paga a gasolina mais cara do mundo. Dezenas de países praticam preços maiores que os daqui. O detalhe é que nenhum deles tem petróleo, importam cada gota, e isto explica. Mas o fato é que a nossa é, no comparativo, até baratinha. Caros são os carros. No comparativo, são caríssimos. Motocicletas também, e até mais.

E o que dizer dos preços dos imóveis, minha nova implicância? Estão além da realidade de nosso poder aquisitivo. Aliás, estão além da realidade, ponto. E independem de endereço, como já foi. Encareceu geral. Quem ousa adquirir entra no “Minha casa, minha dívida”. Eterna.

Caramba!

24 de fevereiro de 2013 3

Chegou-me às mãos um jornal de oferta de imóveis em Blumenau. Dei uma passada de olhos, fiquei assustado.

Casa ou apartamento de padrão médio, só se o pretendente for de classe média alta. Bem alta.

Ou rico.

Estou fora.

Vamos negociar?

05 de fevereiro de 2013 1

Com a diferença do preço da gasolina entre um posto e outro, creio que teremos que criar um novo hábito: regatear, pechinchar, barganhar antes de autorizar a ligar a bomba.

Numa destas se consegue desconto sem ter que rodar pela cidade procurando preço menor.

Tanque cheio

04 de fevereiro de 2013 3

Estamos na semana do pagamentos das folhas.

O trânsito vai ficar tumultuado...