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Posts na categoria "Economia"

Rasgando a folhinha

05 de março de 2016 5

Os pessimistas dizem que esse ano de 2016 está perdido, ainda há muito para piorar e vai piorar mesmo. A inflação não terá alívio, as crises econômica, ética e política se ampliarão, o desemprego aumentará, enfim, muito sangue, suor é lágrimas correrão antes da recuperação, que só começará ano que vem.
Lembrou-me Horário Braun que, decepcionado com o ano de 1988 – governo Sarney, era tenebroso – resolveu abreviar o martírio e decretar o fim do ano em 31 de julho com um baita Réveillon na virada para primeiro de agosto. Eu estava lá. Na Proeb. Não me lembro se deu certo, mas foi um festão.

Horácio não viveu, embora continue vivíssimo em nossa lembrança, para se assombrar com um ano ainda mais ruim que aquele, uma situação pior que a que Sarney conseguiu enfiar o país.
Não seria o caso de arrancar a folhinha, encerrar 2016 e partir logo para o ano que vem?

O momento que vivemos

03 de fevereiro de 2016 9

O que nos angustia mais que a crise em que estamos mergulhados até o bigode é a falta de perspectiva. O governo não apresenta outra solução que não seja o aumento de impostos e a oposição limita-se a votar contra. Projeto para recuperação da economia, que é bom e necessário, nenhuma das partes propõe. Para nós, vítimas da sucessão de erros do atual governo, o futuro é incerto. Temos que pagar segurança privada para suprir a falta de segurança pública, planos de saúde para garantir o que a saúde pública não garante, pedágios para ter rodovias apenas razoáveis e por aí vai, num fenômeno tipicamente brasileiro de pagar tudo em dobro e ter retorno pela metade.
Fundo do poço é ruim por si só, mas falta de corda é desesperador.

 

Fora da curva

09 de janeiro de 2016 2

Alguém aí já se alimentou em lanchonete de aeroporto e depois não passou mal na hora de pagar? Os preços praticados são de dar congestão.
A coisa é tão fora da curva que lá atrás, em 2012, a Infraero prometeu criar 12 lanchonetes populares em 12 dos principais aeroportos do Brasil. Ficou na promessa, claro, e ninguém cobrou porque ninguém acreditou. Os preços continua lá em cima, “preço de zona” como diz um amigo meu, seja lá o que isto signifique.
Há até novo rico que exibe o ticket do caixa de alguma lanchonete de aeroporto só para se mostrar!

Bons tempos...

27 de outubro de 2015 1

Lembra-se do tempo em que a sociedade olhava meio de lado para os agiotas? Cobravam juros “indecentes” dos que estavam com a corda no pescoço, não tinham piedade, ô gente sem coração!
Considerando que hoje, com as bênçãos do Banco Central, os cartões de crédito cobram mais de 400% de juros anuais e o cheque especial passa dos 250%, quase podemos dizer que éramos felizes e nem desconfiávamos.

Dica

18 de outubro de 2015 0

Alô, ministro Levy, vossa excelência que está dando murros em ponta de faca na busca de aumentar a arrecadação necessária para consertar as cag… digo, burradas do governo, aqui vai uma dica: convença madame a botar peneira fina em nossa fronteiras para coibir o volume imenso de contrabando que a arrecadação subirá assim, ó, num já!
De nada, de nada…

Tem que!

15 de outubro de 2015 2

É reconhecida e também preocupante a dependência econômica de Itajaí do porto que, ao mesmo tempo em que lhe proporciona progresso e riqueza, não deixa de ser uma ameaça de tombo compartilhado caso alguma coisa dê errado. Percebe-se isso mais claramente nestes dias em que o fechamento do canal de acesso por causa do volume das águas causa uma perda de renda diária na casa dos R$ 4 milhões.
A recomendação é conhecida: diversificação. O intrigante é que a fórmula é pouco usada.
Foi assim com Rio do Sul quando acabou o ciclo da madeira – na verdade, quando a madeira extraída e não reposta acabou. Foi assim na crise têxtil que abalou Blumenau. Assim tem sido com municípios em situação de dependência semelhante. E com países cujas economias dependem unicamente do petróleo.

Antes e depois

06 de outubro de 2015 3

A série “Blumenau sem Oktober” que o Jornal do Almoço de Blumenau produziu e exibiu resgatou a importância desse fenômeno chamado Oktoberfest. Fenômeno porque começou despretensiosa, festa de família que virou um evento de proporções internacionais, incrementou o turismo, inventou a Vila Germânica, as cervejarias artesanais, resgatou valores culturais e irradiou-se em outras festas no Vale. Mesmo para os que reclamam da interferência da festa na rotina da cidade – 19 dias por ano – a realidade é incontestável: sem ela Blumenau seria apenas mais uma boa cidade catarinense. Com ela é uma estrela.

Boa ideia

05 de outubro de 2015 0

Compre do pequeno negócio. O apelo do Sebrae vem em boa hora não só porque os pequenos empregam um milhão de pessoas no Estado, mas também porque, de maneira indireta, estimula quem tem a semente do empreendedorismo. Em tempo de crise muitos arriscam a indenização da dispensa do emprego num negócio próprio. Compre, pois, também do pequeno negócio. Você pode estar ajudando a desenvolver um grande.

Bate na madeira

08 de julho de 2015 6

OK, a inflação acordou de vez, está fazendo estragos no bolso da gente, mas há uma diferença fundamental em relação à inflação antiga, aquela que depois de nos atormentar por décadas foi finalmente derrotada pelo Plano Real: agora pesquisamos preços. Naquela época (ruim) tínhamos perdido a noção do valor do dinheiro, não sabíamos se os preços eram justos, e comprávamos de manhã para não pagar o preço da tarde. Vamos amargar, mas com a quase certeza de que não voltaremos àquela situação.

6,99

29 de junho de 2015 1

Baratíssimo

Werner Hennig, o aventureiro da bicicleta, encontrou o recordista do preço baixo quase defronte à prefeitura de Indaial. Deve ser recorde pelo menos no Brasil. É surpreendente, mas o proprietário garante que ganha na quantidade. O preço atrai uma média de 500 clientes diários.

(Foto: Werner Hennig/Especial)