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Posts na categoria "Folclore"

Antes e depois

06 de outubro de 2015 3

A série “Blumenau sem Oktober” que o Jornal do Almoço de Blumenau produziu e exibiu resgatou a importância desse fenômeno chamado Oktoberfest. Fenômeno porque começou despretensiosa, festa de família que virou um evento de proporções internacionais, incrementou o turismo, inventou a Vila Germânica, as cervejarias artesanais, resgatou valores culturais e irradiou-se em outras festas no Vale. Mesmo para os que reclamam da interferência da festa na rotina da cidade – 19 dias por ano – a realidade é incontestável: sem ela Blumenau seria apenas mais uma boa cidade catarinense. Com ela é uma estrela.

Saci-Pererê

30 de outubro de 2011 2

As crianças brasileiras não sabem que  31 de outubro é o dia do Saci- Pererê, personagem do folclore brasileiro. Não é culpa delas, foram ensinadas a comemorar o Halloween, do folclore gringo, bem de acordo com nossa fascinação pelo que é de fora. Tenho dúvidas, até,  se os professores sabem quem é o moleque de uma perna só.

Vamos a ele:

Provavelmente, surgiu entre povos indígenas da região Sul do Brasil, ainda durante o período colonial (possivelmente no final do século XVIII). Naquela época era representado por um menino indígena de cor morena e com um rabo, que vivia aprontando travessuras na floresta. Porém, ao migrar para o norte do país, o mito e o personagem sofreram modificações ao receberem influências da cultura africana. O Saci transformou-se num jovem negro com apenas uma perna, pois, de acordo com o mito, havia perdido a outra numa luta de capoeira. Passou a ser representado usando um gorro vermelho e um cachimbo, típico da cultura africana. Até os dias atuais ele é representado desta forma. O comportamento é a marca registrada deste personagem folclórico. Muito divertido e brincalhão, o saci passa todo tempo aprontando travessuras na matas e nas casas. Assusta viajantes, esconde objetos domésticos, emite ruídos, assusta cavalos e bois no pasto etc. Apesar das brincadeiras, não pratica atitudes com o objetivo de prejudicar alguém ou fazer o mal. Diz o mito que ele se desloca dentro de redemoinhos de vento, e para captura-lo é necessário jogar uma peneira sobre ele. Após o feito, deve-se tirar o gorro e prender o saci dentro de uma garrafa. Somente desta forma ele irá obedecer seu “proprietário”. Mas, de acordo com o mito, o saci não é voltado apenas para brincadeiras. Ele é um importante conhecedor das ervas da floresta, da fabricação de chás e medicamentos feitos com plantas. Ele controla e guarda os segredos e todos estes conhecimentos. Aqueles que penetram nas florestas em busca destas ervas, devem, de acordo com a mitologia, pedir sua autorização. Caso contrário, se transformará em mais uma vítima de suas travessuras. A crença neste personagem ainda é muito forte na região interior do Brasil. Em volta das fogueiras, os mais velhos contam suas experiências com o saci aos mais novos. Através da cultura oral, o mito vai se perpetuando. Porém, o personagem chegou aos grandes centros urbanos através da literatura, da televisão e das histórias em quadrinhos. Quem primeiro retratou o personagem, de forma brilhante na literatura infantil, foi o escritor Monteiro Lobato. Nas histórias do Sítio do Pica-Pau Amarelo, o saci aparece constantemente. Ele vive aprontando com os personagens do sítio. A lenda se espalhou por todo o Brasil quando as histórias de Monteiro Lobato ganharam as telas da televisão, transformando-se em seriado, transmitido no começo da década de 1950. O saci também aparece em várias momentos das histórias em quadrinhos do personagem Chico Bento, de Maurício de Souza.

Com o objetivo de diminuir a importância da comemoração do Halloween no Brasil, foi criado em caráter nacional, em 2005, o Dia do Saci ( 31 de outubro). Uma forma de valorizar mais o folclore nacional, diminuíndo a influência do cultura norte-americana em nosso país.

Curiosidade: – O Saci-Pererê é o mascote do time de futebol Sport Club Internacional de Porto Alegre.

Todo mundo gosta

13 de outubro de 2011 3

O leitor Marcelo Fouquet Rosembrock garante que estes dois espectadores, da sacada,  assistiram ao desfile da Oktoberfest com vivo interesse, do começo ao fim. Quarta-feira passada. Pela cara dos dois, estavam interessados mesmo. Dedução: modéstia à parte, nossos desfiles são bons pra cachorro!

Foto: Marcelo Fouquet Rosembrock



Mudando de assunto

14 de setembro de 2011 0

Para sair um pouco do assunto enchente, vídeo de uma Blumenau que ainda permanece e encanta o Brasil. E, cá entre nós, nos encanta também.

Tudo é possível

12 de janeiro de 2011 0

Ora, direis, que vídeo mais fora de propósito neste blog, Valther!

Calma, eu explico: a história de Robin Hood fez parte de meu imaginário, quando garoto. E um feito do mito que mais me impressionava era o de partir uma flecha no alvo com um tiro certeiro de outra. Sempre achei que era algo impossível, só possível na ficção.

Pois não é que não é? Encontrei este vídeo que prova. E aí resolvi postar aqui, para registro, e porque alguns de vocês certamente curtiram aquela história e tiveram a mesma dúvida.

Ele pode existir

26 de novembro de 2010 1

Papai Noel só existe na imaginação das crianças e na vontade dos adultos. Até a noite da última quinta-feira, das 1.075 cartas de crianças carentes enviadas ao Papai Noel dos Correios, sobravam apenas 150. Pode-se afirmar que na próxima as restantes serão adotadas, e nenhuma daqueles pequenos ficará sem seu presente de Natal.

Que tal ser você um Papai Noel de verdade este ano?

Basta dirigir-se à Agência Central dos Correios, na Rua Ângelo Dias, Centro, e procurar Gabriela, Isolde ou Guilherme.

Mas tem que ser até o próximo dia 3, sexta. De preferência antes.

Quer saber?  Vai te fazer um bem enorme.

Halloween x Saci-Pererê

29 de outubro de 2010 7

Vem aí o Halloween, algo que a garotada conhece e curte, por indução inclusive de professores. Folclore estrangeiro que abafa o nosso. Tanto é verdade que devem ser poucas, ou nenhuma, as crianças brasileiras que sabem de Saci-Pererê, por exemplo.

Não se trata de aversão à coisa estrangeira. Conhecimento nunca é demais, mas quando vem para acrescentar, e não suprimir. Nosso folclore é interessante. E é nosso. Negá-lo às nossas crianças é crime cultural. Então, só para refrescar a memória dos que já o conheciam, e para informar os que nunca dele ouviram falar, aí vai um perfil do nosso Saci:

O Saci-Pererê é uma lenda do folclore brasileiro e originou-se entre as tribos indígenas do sul do Brasil. O saci possui apenas uma perna, usa um gorro vermelho e sempre está com um cachimbo na boca. Inicialmente, o saci era retratado como um curumim endiabrado, com duas pernas, cor morena, além de possuir um rabo típico. Com a influência da mitologia africana, o saci se transformou em um negrinho que perdeu a perna lutando capoeira, além disso, herdou o pito, uma espécie de cachimbo e ganhou da mitologia européia, um gorrinho vermelho. A principal característica do saci é a travessura, muito brincalhão ele se diverte com os animais e com as pessoas, muito moleque ele acaba causando transtornos como: fazer o feijão queimar, esconder objetos, jogar os dedais das costureiras em buracos e etc. Segundo a lenda, o Saci está nos redemoinhos de vento e pode ser capturado jogando uma peneira sobre os redemoinhos. Após a captura, deve-se retirar o capuz da criatura para garantir sua obediência e prendê-lo em uma garrafa. Diz também a lenda, que os Sacis nascem em brotos de bambus, nestes eles vivem sete anos e após esse tempo, vivem mais setenta e sete para atentar a vida dos humanos e animais, depois morrem e viram um cogumelo venenoso ou uma orelha de pau.