Alguém aí se tocou para o Dia de Tiradentes?
Ninguém, claro.
Caiu no último domingo.
Quando não é feriado, não é lembrado.
Alguém aí se tocou para o Dia de Tiradentes?
Ninguém, claro.
Caiu no último domingo.
Quando não é feriado, não é lembrado.
Não vai mudar sua vida, mas é um dado curioso: Blumenau já foi bem maior, e bota maior nisto. Começou a encolher a partir de 1930, quando perdeu Rio do Sul. Cinco anos depois eram desmembrados Ibirama, Timbó, Gaspar e Indaial. Em 1936, foi a vez de Rodeio. Em 1948, Taió e Ituporanga se separaram de Blumenau.
Ou seja, até 1930, quem nascesse de Gaspar para cima era blumenauense nato.
E o doutor Blumenau foi um dos maiores latifundiários deste país.
Falei um pouco mais abaixo de Fritz Müller, o esquecido. Quer dizer, esquecido aqui em Blumenau, onde viveu a parte mais produtiva de sua vida de cientista brilhante, e onde está sepultado, junto com sua família. Darwin o chamava de Príncipe dos Observadores, mas poderia ter sido Príncipe da Simplicidade, como se percebe por esta foto posada.
Prova de que o conteúdo nada tem a ver com a aparência. E olha que nesta foto ele estava arrumadinho...
Moradora das imediações da Praça Fritz Müller diz que cada vez que usa o serviço de tele-entrega (ou teleentrega, escolham) encontra dificuldade para explicar seu endereço:
– Praça Fritz Müller? Que praça é esta? Onde fica?
Que a maioria não faz ideia de quem foi Fritz Müller – o maior cientista que esta cidade já abrigou – a gente está cansado de saber, mas o desconhecimento da praça que leva seu nome surpreende.
A cada evento deste, presumo, Fritz deve revirar-se em seu túmulo. Que, a propósito, fica aqui mesmo, em Blumenau.
Vivemos o tempo de reformas e/ou construções de estádios para a Copa no Brasil. Ocorreu-me então relembrar a turma da obra daqui, de um tempo anterior.
Nesta foto resgatada pelo leitor Miguel Wisintainer, de autoria de Vicente Bittencourt, eis turma que construiu o prédio da antiga Lojas Hermes Macedo, que até hoje é lembrada pelos eventos natalinos que promovia.
Cláudio Wagner mandou estas duas cédulas de dinheiro antigas, tão antigas quanto eu, pois me lembro do tempo em que circulavam. Valiam quase nada, mas facilitavam o troco. Estas, do Cláudio, pertenciam a seu tio Ricardo, irmão de seu pai, e contém as assinaturas de Juscelino Kubistchek e Nereu Ramos. Os autógrafos teriam sido obtidos em Lages, em 1955. Uma raridade, pois.
E para a moçada que nunca viu, vale como curiosidade. Nota de "um pila" e "dois pilas", como eram conhecidas. Frente e verso.
Hoje é feriado por conta da padroeira oficial do Brasil, Nossa Senhora Aparecida.
Também é o Dia das Crianças, criado oficialmente no Brasil por um decreto do presidente Artur Bernardes, em 1924.
E, se me permitem lembrar, dia do descobrimento da América, por Cristóvão Colombo, em 1492, quando os índios é que mandavam no pedaço.
Assim era a ponte da Rua Arnold Hemmer, antes de ser destelhada pelo caminhão de um motorista distraído que não obedeceu à sinalização indicativa de altura máxima, dois metros. Motorista brasileiro tem mesmo esta cultura de não dar bola para placas de trânsito. Ou de desobedecê-las.
É pena, pois a ponte era um mimo, inserida na paisagem, e com muita história para contar. Tem mais uma, agora, mas esta não tem graça.
A balsa do Passo Manso não está esquecida, o assunto não morreu. Há muita gente se mobilizando para encontrar uma solução que preserve aquele pedaço da história de Blumenau.
Funcionando, claro, para não virar elefante branco feito o Vapor Blumenau, coitado, cuja vida no pedestal se resume a deteriorar, ser restaurado, deteriorar, ser restaurado...
Quem falou que nenhum homem é uma ilha? A pergunta, feita por uma amiga com preguiça para pesquisar - é tão fácil, atualmente! - me fez pensar sobre o quanto repetimos frases das quais gostamos sem que isto nos faça ir à origem. No caso da pergunta de minha amiga, a resposta vai além da pergunta: em Meditações VII, John Donne (inglês, poeta, pastor e advogado, 1572-1631) cunhou outras frases famosas, infinitamente repetidas e pouco pesquisadas. Eis o texto:
"Nenhum homem é uma ilha, isolado em si mesmo; todos são parte do continente, uma parte de um todo. Se um torrão de terra for levado pelas águas até o mar, a Europa ficará diminuída, como se fosse um promontório, como se fosse o solar de teus amigos ou o teu próprio; a morte de qualquer homem me diminui, porque sou parte do gênero humano. E por isso não perguntes por quem os sinos dobram; eles dobram por ti".