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Posts na categoria "História"

O exterminador

15 de janeiro de 2014 4

Tenho em mãos um exemplar do livro “Pouso Redondo: nossa história, nossa gente” (Editora Nova Era).

Transcrevo um trecho da página 42: “Próximo de sua casa, Leopoldo matou três leões e duas onças, o que não era de causar muita estranheza, pois existiam muitos desses animais nesta região, no início do século”.

Eis aí algo que eu não sabia, havia leões por aqui!
Talvez Leopoldo tenha matado todos, restaram só os da África, certamente porque estavam fora do alcance de sua chumbeira.
Na página 47 da mesma obra, o autor cita a presença de tigres e leopardos. Também não há mais por aqui. Dedução lógica: o Leopoldo não era fraco.

Imagino uma conversa com Leopoldo, em sua velhice:

- Fui caçador a vida inteira, seu moço. Matava leões, tigres e leopardos.
– Mas não existem leões, tigres e leopardos no Brasil, seu Leopoldo!
– Pois não existe mais mesmo. Fui ou não fui um grande caçador?

O ex-maior

17 de agosto de 2013 0

O Natal já foi o maior evento de Blumenau. Bem lá atrás no tempo, eram famosos os desfiles de Natal HM. Décadas de 1960, 1970 e um pedacinho da de 1980, se não me falha a memória. HM era a sigla das Lojas Hermes Macedo, que investia pesado no Natal de Blumenau. Dezembro era especial, as vitrines das lojas competiam em presépios, a cidade decorava-se, iluminava-se, baita clima.
Depois veio a Oktoberfest e, como se grandes eventos não coubessem dois, o Natal de Blumenau minguou.

Agora temos o Magia de Natal, que busca resgatar aquele clima. Tem sido um encanto, mas ainda encontra dificuldades na busca de apoio e verbas.
Os desfiles são deslumbrantes, mas a cidade ainda não se decora e nem se ilumina como antes. Na Rua XV, palco de outrora, tem explicação: muitas agências bancárias e lojas de redes, que estão nem aí para o evento, com rara e bem-vinda exceção. Mas vale salientar que a HM dos bons tempos era uma empresa paranaense e a gente disto nem se lembrava, parecia ser daqui.

 

Quem?

23 de abril de 2013 4

Alguém aí se tocou para o Dia de Tiradentes?

Ninguém, claro.

Caiu no último domingo.

Quando não é feriado, não é lembrado.

Como era grande!

20 de abril de 2013 5

Não vai mudar sua vida, mas é um dado curioso: Blumenau já foi bem maior, e bota maior nisto. Começou a encolher a partir de 1930, quando perdeu Rio do Sul. Cinco anos depois eram desmembrados Ibirama, Timbó, Gaspar e Indaial. Em 1936, foi a vez de Rodeio. Em 1948, Taió e Ituporanga se separaram de Blumenau.

Ou seja, até 1930, quem nascesse de Gaspar para cima era blumenauense nato.

E o doutor Blumenau foi um dos maiores latifundiários deste país.

Fritz, o esquecido (2)

13 de fevereiro de 2013 2

Falei um pouco mais abaixo de Fritz Müller, o esquecido. Quer dizer, esquecido aqui em Blumenau, onde viveu a parte mais produtiva de sua vida de cientista brilhante, e onde está sepultado, junto com sua família.  Darwin o chamava de Príncipe dos Observadores, mas poderia ter sido Príncipe da Simplicidade, como se percebe por esta foto posada.

Prova de que o conteúdo nada tem a ver com a aparência. E olha que nesta foto ele estava arrumadinho…

(Foto: Acervo Arquivo Histórico de Blumenau)

Fritz, o esquecido

13 de fevereiro de 2013 1

Moradora das imediações da Praça Fritz Müller diz que cada vez que usa o serviço de tele-entrega (ou teleentrega, escolham) encontra dificuldade para explicar seu endereço:

– Praça Fritz Müller? Que praça é esta? Onde fica?

Que a maioria não faz ideia de quem foi Fritz Müller – o maior cientista que esta cidade já abrigou – a gente está cansado de saber, mas o desconhecimento da praça que leva seu nome surpreende.

A cada evento deste, presumo, Fritz deve revirar-se em seu túmulo. Que, a propósito, fica aqui mesmo, em Blumenau.

A turma da obra

24 de dezembro de 2012 1

Vivemos o tempo de reformas e/ou construções de estádios para a Copa no Brasil. Ocorreu-me então relembrar a turma da obra daqui, de um tempo anterior.

Nesta foto resgatada pelo leitor Miguel Wisintainer, de autoria de Vicente Bittencourt, eis turma que construiu o prédio da antiga Lojas Hermes Macedo, que até hoje é lembrada pelos eventos natalinos que promovia.

Um pila, dois pilas

07 de dezembro de 2012 1

Cláudio Wagner mandou estas duas cédulas de dinheiro antigas, tão antigas quanto eu, pois me lembro do tempo em que circulavam. Valiam quase nada, mas facilitavam o troco. Estas, do Cláudio, pertenciam a seu tio Ricardo, irmão de seu pai, e contém as assinaturas de Juscelino Kubistchek e Nereu Ramos. Os autógrafos teriam sido obtidos em Lages, em 1955.  Uma raridade, pois.

E para a moçada que nunca viu, vale como curiosidade. Nota de “um pila” e “dois pilas”, como eram conhecidas. Frente e verso.



12 de outubro

12 de outubro de 2012 1

Hoje é feriado por conta da padroeira oficial do Brasil, Nossa Senhora Aparecida.

Também é o Dia das Crianças, criado oficialmente no Brasil por um decreto do presidente Artur Bernardes, em 1924.

E, se me permitem lembrar, dia do descobrimento da América, por Cristóvão Colombo, em 1492, quando os índios é que mandavam no pedaço.

Foto: Artur Moser/JSC)

Ela era assim

10 de agosto de 2012 4

Assim era a ponte da Rua Arnold Hemmer, antes de ser destelhada pelo caminhão de um motorista distraído que não obedeceu à sinalização indicativa de altura máxima, dois metros. Motorista brasileiro tem mesmo esta cultura de não dar bola para placas de trânsito. Ou de desobedecê-las.

É pena, pois a ponte era um mimo, inserida na paisagem, e com muita história para contar. Tem mais uma, agora, mas esta não tem graça.

(Fotos: Gilson Hammes)