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Posts na categoria "História"

A luta continua

08 de agosto de 2012 0

A balsa do Passo Manso não está esquecida, o assunto não morreu. Há muita gente se mobilizando para encontrar uma solução que preserve aquele pedaço da história de Blumenau.

Funcionando, claro, para não virar elefante branco feito o Vapor Blumenau, coitado, cuja vida no pedestal se resume a deteriorar, ser restaurado, deteriorar, ser restaurado…

Nenhum homem é uma ilha

14 de julho de 2012 0

Quem falou que nenhum homem é uma ilha? A pergunta, feita por uma amiga com preguiça para pesquisar – é tão fácil, atualmente! – me fez pensar sobre o quanto repetimos frases das quais gostamos sem que isto nos faça ir à origem.  No caso da pergunta de minha amiga, a resposta vai além da pergunta: em Meditações VII, John Donne (inglês, poeta, pastor e advogado, 1572-1631) cunhou outras frases famosas, infinitamente repetidas e pouco pesquisadas. Eis o texto:

Nenhum homem é uma ilha, isolado em si mesmo; todos são parte do continente, uma parte de um todo. Se um torrão de terra for levado pelas águas até o mar, a Europa ficará diminuída, como se fosse um promontório, como se fosse o solar de teus amigos ou o teu próprio; a morte de qualquer homem me diminui, porque sou parte do gênero humano. E por isso não perguntes por quem os sinos dobram; eles dobram por ti”.


Salvem a balsa

09 de julho de 2012 1

A balsa Gerhardt Starke, o que será feito dela depois que a ponte do Badenfurt estiver operacional? Manejada no braço, transporta dois carros e até 20 pessoas de cada vez. Remanescente de um tempo menos estressado, tem mais é que ser preservada, mas não sobre um pedestal, feito o Vapor Blumenau.

Que tal reinstalá-la na curva do rio, ligando o Biergarten à Prainha? Sugestão romântica, sem respaldo técnico, eu sei, mas é que a possibilidade do fim da balsa é incômoda. A propósito, ela é mais conhecida como balsa do Passo Manso.

(Foto: Jaime Batista da Silva)

TOMBA-SE TUMBAS!

04 de junho de 2012 0

Caro Valther, sua coluna do fim de semana coincide integralmente com o artigo que envio abaixo e que foi publicado no JSC quando ainda eu nem era colunista, lá pelo inicio do novo milênio. Infelizmente, de lá para cá nada se fez e o patrimônio representado pelas necrópoles está se perdendo. Se tiver um tempinho, dê uma lida; ele se aplica à foto da tumba derrubada que você publicou. Uma lástima. Blumenau é muito relaxada com seu legado histórico, com sua memória. Aqui ninguém sabe restaurar, destróem o antigo e fazem novo achando que estão restaurando. O exemplo mais vergonhoso disto é o que fizeram com o vapor Blumenau, que numa destas reformas recebeu um motor de centro, diesel!

Em tempo: também gosto de flanar por cemitérios.

Cezar Zillig


TOMBA-SE TUMBAS!

Há um tipo especial de patrimônio histórico sendo rapidamente tombado em Blumenau; infelizmente tombado no sentido de deitar ao chão; fazer cair; derribar e não no sentido de “pôr (o Estado) sob sua guarda, para os conservar e proteger (bens móveis e imóveis cuja conservação e proteção seja do interesse público, por seu valor arqueológico, ou etnográfico, ou bibliográfico, ou artístico)” como ensina o velho Aurélio.

No Cemitério Itoupava Alto, em sua ala esquerda de quem entra, ou simplesmente olha e passa pela Rodovia Guilherme Jensen, há um grupo de abandonados – esquecidos? – túmulos erigidos pelo início do século passado. Estes túmulos, além de conterem os restos de muitos dos primeiros imigrantes de Blumenau, e só por este fato já se constituírem num valoroso patrimônio histórico, agregam um valor adicional pela sua arquitetura fortemente marcada pela época e pelo estilo então vigente nas necrópoles alemãs: estreitos e com suas cabeceiras altas, portando lápides com inscrições delicadamente cinzeladas em ardósia, cujo baixo relevo era destacado por tinta prateada, em geral protegido por uma folha de vidro.

Além do mérito artístico dos entalhes, por si só já dignos de preservação, há que se destacar o conteúdo e a forma de se registrar, em um “hochdeutsch” já um tanto arcaico, a dor e a saudades deixadas pelos que ali repousam. Com raras e elogiáveis exceções, é lastimável a situação daquele grupo, pouco numeroso, de sepulturas: abandonadas e sem receberem qualquer tipo de conservação, permite-se que suas bases fiquem expostas pela acelerada erosão local; muitos dos túmulos tombaram espontaneamente ou receberam um empurrãozinho de um vândalo qualquer.

Este estado de abandono fica ainda mais evidente, ainda mais triste, nos dias subseqüentes ao dia dos finados: enquanto os demais túmulos são engalanados com uma enxurrada de flores e coroas, eles ficam ali completamente despidos, expondo sua ruína de maneira ainda mais dolorosa. A impressão que fica, é que se deseja que aconteça com eles o que acontece com boa parte do patrimônio arquitetônico da região: que sobrevenha logo sua total decadência para que em seu lugar se construam “novas e belas” obras.

Provavelmente acontece o mesmo em outros cemitérios da região, o que só torna a perda ainda maior. Há que se fazer algo a respeito e urgente. Permitir que estas marcas concretas, que um dia foram erigidas em memória destes pioneiros, desapareçam completamente seria, no mínimo, uma vergonha não apenas paras os descendentes diretos mas para toda a comunidade.

Coisa nossa

19 de maio de 2012 4

Nas manhãs de sábado o Centro de Blumenau sempre é festivo, tomara que isto nunca mude. Bandinhas fazendo a trilha sonora do final de semana fazem parte do patrimônio cultural desta cidade.

Até quem não gosta, gosta.

(Fotos: Valther Ostermann)

Mordaça, nunca mais

16 de maio de 2012 5

Com frequência notável recebo e-mails pedindo para repassar para todos os meus contatos algum assunto que não sai na mídia porque a mídia está censurada. Como até hoje não consegui identificar quem teria tal poder, o de calar a boca dos milhares de veículos de comunicação social deste país, simplesmente deleto. Considero mais uma daquelas bobagens repassadas no automático.

Verdadeiro, nesta história, é o fato de que há quem sonhe em cercear a imprensa naquela proporção, até agora sem sucesso. Já vivemos um período com censura, e a barra pesou. Se este país tiver um mínimo de inteligência, continuará repudiando a tentativa de repetição da história.

A praia que já tivemos

26 de março de 2012 3

Dá para entender o porquê da curva do rio, em Blumenau, ser chamada de Prainha.

É que já foi mesmo uma pequena praia fluvial. Atualmente, de praia só resta o nome.

Prainha em 1900

(Foto: Acervo Arquivo Histórico)


Horário de Verão

16 de outubro de 2011 5

O anúncio da chegada do Horário de Verão sempre suscita reclamações de alterações do relógio biológico e, principalmente, da economia de energia elétrica que quase ninguém entende ou acredita. Como este blog é – eu acho – de utilidade pública, aqui vai alguma informação a respeito. Talvez ajude.

O Horário de Verão consiste no adiantamento dos relógios para promover economia de energia elétrica com o aproveitamento da luz natural dos dias mais longos das estações de verão/primavera; nas estações de outono/inverno os relógios são atrasados, retornando assim ao horário habitual.

O horário de verão é utilizado por cerca de 30 países. No Brasil, os relógios são adiantados ou atrasados em 1 hora, mas isto varia de país para país.

Foi Benjamin Franklin, em 1784, quem teve a idéia de implantar o horário de verão para economizar velas. Mas a proposta só foi encarada seriamente durante a I Guerra Mundial, sendo adotada também pela Inglaterra e Alemanha. Na II Guerra Mundial, a Inglaterra adotou o sistema novamente, adiantando os relógios em 2 horas. A partir daí, outros países adotaram o horário de verão e continuaram a utilizá-lo mesmo após a guerra.

Nos Estados Unidos, o horário de verão começa no primeiro domingo de abril e termina no último domingo de outubro. Na Inglaterra começa 1 semana antes do que nos Estados Unidos. Em outros países europeus termina na última semana de setembro.

No Brasil, o horário de verão começa no início de outubro e termina em meados de fevereiro.

Mudando de assunto

14 de setembro de 2011 0

Para sair um pouco do assunto enchente, vídeo de uma Blumenau que ainda permanece e encanta o Brasil. E, cá entre nós, nos encanta também.

Mancada!

12 de setembro de 2011 8

Antes da construção de edifícios na Rua XV, no Centro de Blumenau, muitas enchentes já haviam acontecido e estavam registradas na história.

Vai daí que não dá para entender o porquê de, na maioria deles, a cisterna de captação da água de rede seja localizada no subsolo ou mesmo no nível do solo, locais sempre atingidos em enchentes de qualquer tamanho. E então fica o prédio inteiro sem fornecimento de água, mesmo que o fornecimento seja mantido pelo Samae. Há que se aguardar que as águas baixem para então limpar e desinfetar a cisterna e assim poder captar e bombear água para a caixa no alto do prédio.

Um desconforto e uma despesa evitáveis, tivessem os projetistas da época se lembrado que nosso rio sobe de vez em quando.