Rubens Heusi enviou-me este recorte do Jornal de Santa Catarina, cuja edição e data não se lembra exatamente. Mas, pelo semblante dele próprio, percebe-se que é coisa antiga.
Estão lá, da esquerda para a direita: Marcos Buechler, Sibila Siewert, Lothar Schmitt, Vitor Fernando Sasse, Professor Beckauser, Rubens Heusi e Ernoi Hegger.
O Distrito de Vila Itoupava não pode (ainda) emancipar-se. Para tanto são necessários um mínimo de dez mil habitantes, e a Vila tem uns oito, por aí. Os moradores queixam-se das sucessivas administrações de Blumenau, pelo que denominam abandono.
Justa ou não, a queixa é recorrente, quase um sentimento coletivo. E por causa disto, o zunzum atual é a anexação da Vila pelo município de Massaranduba. Querem mudar de município, pois, enquanto aguardam o aumento da população que possibilite a emancipação.
Mas uma coisa é certa: aquela Vila é uma ilha de qualidade de vida, onde o tempo passa devagar, as pessoas se conhecem e há dezenas de anos não se registra um fato grave nos Boletins de Ocorrência. A Vila ainda tem sotaque alemão, algo que Blumenau perdeu faz tempo. Ter menos de dez mil habitantes é uma bênção.
Machado de Assis, morto há mais de um século, ainda hoje é considerado o maior nome da literatura nacional.
Eis um trecho de seus escritos que comprova agudo senso de observação das coisas da nação.
Ele referia-se ao seu tempo, claro.
Ou não?
“A nação não sabe ler. Há 30% dos indivíduos residentes neste país que podem ler; desses uns 9% não leem letra de mão. 70% jazem em profunda ignorância. (....) 70% dos cidadãos votam do mesmo modo que respiram: sem saber por que nem o quê. Votam como vão à festa da Penha, – por divertimento. A Constituição é para eles uma coisa inteiramente desconhecida. Estão prontos para tudo: uma revolução ou um golpe de Estado.”
O amigo Jefferson Formento tem um acervo de fotos antigas de Blumenau, e com frequência me presenteia com algumas delas. Escolhi esta, clicada pelo saudoso Willy Sievert, pelo registro do filme em cartaz no Cine Busch.
Se a foto for ampliada, está lá o título: "E o vento levou" (Gone with the wind), um clássico de 1939, talvez o maior de todos. Primeiro filme a cores, usando tecnologia de technicolor, a ganhar o Oscar de melhor filme.
Por aí se pode deduzir a data da foto, realmente histórica. Para ampliar, clique na foto.
O sucesso é algo extremamente difícil de ser administrado. Estão aí os artistas de morte prematura por não terem segurado a barra, em todas as áreas. Na música, então, o sucesso causa estragos. É tão envolvente que até quem faz voto de pobreza e humildade pode ser envolvido e destruído.
Foi o caso de Jeannine Deckers, a "Irmã Sorriso", freira dominicana do interior da Bélgica. Em 1963 ela conseguiu a façanha de desbancar Elvys Presley do primeiro lugar do hit parade americano e triunfar no mundo todo com a música Dominique. No Brasil também foi um estouro.
Largou o hábito para viver de música, nunca repetiu o sucesso, e em 1985, amargurada e na miséria, suicidou-se aos 52 anos.
Uma história trágica de sucesso, mais uma. Para quem viveu aqueles tempos, eis aí a canção.
Ora, direis, que vídeo mais fora de propósito neste blog, Valther!
Calma, eu explico: a história de Robin Hood fez parte de meu imaginário, quando garoto. E um feito do mito que mais me impressionava era o de partir uma flecha no alvo com um tiro certeiro de outra. Sempre achei que era algo impossível, só possível na ficção.
Pois não é que não é? Encontrei este vídeo que prova. E aí resolvi postar aqui, para registro, e porque alguns de vocês certamente curtiram aquela história e tiveram a mesma dúvida.
Ano novo, vida nova. Esta é uma daquelas coisas repetidas sem pensar. Ano novo não passa de mudança no calendário. Vida nova depende do que cada um fizer com a sua.
A novidade desta virada de ano é o governo novo.
Se vai ser mais que uma mudança de titulares, saberemos em pouco tempo.
De qualquer modo, feliz ano e governo novos. Esperança é algo necessário para tocar a vida.
Confira o Baitapapo de 2 de maio com o colega Pancho
O cotidiano do Vale do Itajaí, mas não só dele – aqui no blog o céu é o limite - na visão irreverente e crítica do colunista do Santa e comentarista da RBS TV, Valther Ostermann.