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Posts na categoria "Impunidade"

Escandaloso

07 de julho de 2013 1

É difícil eu terminar uma ligação a partir do meu telefone celular. Normalmente ligo duas vezes para completar uma conversa . Sei que vocês também.

Segundo a Anatel, que deveria fiscalizar esta sacanagem, o Brasil fechou maio de 2013 com mais de 265,52 milhões de linhas ativas na telefonia móvel.

Façam a conta do quanto as operadoras ganham com chamadas duplas para cada conversa.

Basta!

18 de março de 2013 2

Do meu amigo e conterrâneo recebo este relato e considerações que publico na íntegra:

“Valter, aqui é o Coronel Álvaro, estou lhe escrevendo como cidadão e leitor, depois de assistir, na RBS um gravíssimo acidente na BR -470, onde um caminhão não percebeu a fila e destruiu 03 veículos de passeios e quase matou seus ocupantes.

Ontem (14 de março, quinta) vinha da nossa belíssima Rio do Sul, quando em Ascurra me deparei com um congestionamento, pois se não me engano, estavam fazendo reparos na numa das pontes lá existentes. Como sempre, fiquei com medo, pois a fila estava parada, logo após uma lombada, e quem vem não sabe que estamos parados, podendo haver um acidente. Logo acendi o alerta e fiquei de olho no retrovisor, pois se viesse algum caminhão em alta velocidade, não conseguiria parar.

Ali, comecei a refletir: quem em sã consciência deixa alguém fazer obras na rodovia, e não providencia uma sinalização eficiente para que não ocorra tragédias como a de hoje, Dnit, etc…Estive nos EUA  ano passado e me assustei com a sinalização de aviso de uma pequena obra na rodovia, ao que meu cunhado, residente lá, me falou que, se por acaso desse algum acidente, quem estava fazendo a obra teria que pagar, e muito bem, pelos danos que causasse (Algo em torno de 200 a 500 mil dólares).

Voltando: consegui passar por um desvio lá naquela obra e entrei novamente no trevo de Rodeio com a Br-470, e como não vi sinalização nenhuma,  a fila já estava grande e  os veículos que iam em direção a Rio do Sul não sabiam que havia obra na pista, fui por vários quilômetros sinalizando, principalmente aos caminhões para que diminuíssem a velocidade.

Hoje (15), com pesar, vejo que meu medo não foi em vão. Escrevo este texto para alertar as pessoas afetadas por aquela tragédia para que entrem com processo, e bem alto, contra quem fez e não sinalizou. Chega de dizer que tudo é fatalidade, temos que ser que nem os norte-americanos, estas pessoas ou empresas irresponsáveis, que não fazem o mínimo necessário para evitar tais acidentes tem que sair do mercado, e pagarem  caro pela irresponsabilidade. Se algum órgão público também foi omisso, que responda, pois estamos cansados de tragédias anunciadas.

ÁLVARO LUIZ ALVES

BLUMENAU”

Vergonha

13 de abril de 2012 1

Os farristas do litoral torturam o animal, apedrejam a polícia, eventualmente são detidos, um ou outro, mas não ficam presos, e o boi é sacrificado.

Por estas é que continua e continuará acontecendo. Sem punição não há contenção.

Outra coisa: tradição uma ova! É coisa de sádicos.

Blumenau, 12 de abril

13 de abril de 2012 2

OK, foi na madrugada da última quinta-feira, já é considerada notícia velha. Pode até ser, mas o desaforo, a impunidade e o prejuízo  são os  de sempre. O vandalismo é uma praga sem antídoto, então? Vai ficar eternamente sem castigo, porque o braço da lei é curto e mais curta  é a memória da comunidade, consertou todo mundo esquece, é assim?

Não gosto de pensar que é, embora seja.

De qualquer modo, fica o registro no blog. Para ser visto de vez em quando e não deixar a indignação arrefecer.


O rastro do vândalo (Foto: Gilmar de Souza)



Leis vagabundas

09 de abril de 2012 9

Aquele veículo (um carrão) flagrado pelo radar da PRF a 168 km/h – veja aqui – na BR-470, em Gaspar, é um enorme exemplo de irresponsabilidade. Com aquele peso e naquela velocidade transformaria em sucata qualquer outro veículo contra o qual se chocasse. Ninguém sobreviveria.

Pois bem, a multa é um espanto: apenas R$ 574. O sujeito que tem grana para comprar um carrão daqueles vai lá se sentir punido? Ah, mas ele pode ser proibido de dirigir por até sete meses. No máximo.

Quer saber? Pagará rindo e nem pensar que vai ficar longe do volante. Certamente continuará ameaçando vidas pelas rodovias. Estimulado, eu diria, pela sensação de impunidade. Leis vagabundas, as nossas!

O depoimento do navegador

20 de março de 2012 1

O navegador Wilfredo Schürmann dispensa apresentações:

“Em nossas andanças pelo mundo, conheci alguns bons exemplos de civilidade. A Nova Zelândia foi um deles. Por lá, encontrei casos surpreendentes de senso de justiça, tanto em povoados quanto em Auckland, a maior cidade do país. A Nova Zelândia está em primeiro lugar na lista de países menos corruptos do mundo, com a Dinamarca. Nessa lista, o Brasil ocupa a 69ª posição. Na Nova Zelândia, o Poder Judiciário é motivo de orgulho para a população, e seus integrantes são respeitados. Lá, as pessoas vivem sem medo de ser assaltadas, e, quando alguém comete um delito, é julgado e punido de forma rápida e exemplar.

Há 12 anos ancoramos em Opua, uma pequena e charmosa vila na entrada de várias enseadas. Um lugar realmente lindo. Naquele tempo, a população local não passava de 460 habitantes. A vila toda tinha menos pessoas do que alguns condomínios de grandes cidades. Nosso barco foi o primeiro veleiro brasileiro a aportar naquela região. O lugar logo nos cativou. Seu povo é amável, ético, justo e com uma simplicidade sem par. As frutas eram vendidas em barracas à beira da estrada. Não havia ninguém para cuidar delas. Uma placa dizia: “Leve a sacola e coloque o dinheiro na caixa em cima da mesa”. A caixa era de papelão e não estava presa. Em Auckland, os jornais eram vendidos no meio da calçada em um cavalete. Havia uma caixinha ao lado para colocar a moeda de pagamento, que podia ser facilmente furtada. Parecia que estávamos num mundo da fantasia. Nesse lindo país, enquanto estávamos lá, a população se surpreendeu com um escândalo nacional sem precedentes. Dois advogados, proprietários de uma corretora, deram um golpe e lesaram seus clientes. Os dois foram julgados rapidamente e condenados a cinco anos de prisão. Tiveram de vender seus bens particulares e os da empresa para ressarcir os lesados. O dinheiro não foi suficiente para indenizar todas as vítimas. O juiz então decidiu que cada membro da Associação de Advogados deveria pagar uma quantia anual até que toda a dívida fosse paga. Ao proferir a sentença, ele alegou que o objetivo de comprometer toda a classe com a indenização era incentivar a fiscalização entre os colegas.

Nunca me esqueci daquele episódio. Com ele, entendi que a caixinha de papelão de Opua e o coletor de moedas de jornal eram reflexo de um senso de justiça amplo e consolidado em todo o país. Um belo exemplo para o Brasil.”

VILFREDO SCHÜRMANN, economista, palestrante e capitão do veleiro Aysso, da Família Schürmann, que deu a volta ao mundo duas vezes, de 1984 a 1994 e de 1997 a 2000.

(Fonte: Revista Época)

Proibir cigarro é fácil

21 de fevereiro de 2012 18

Já existe uma “praia sem tabaco”. Na frança. Uma das praias da cidade de Nice vai multar quem acender um cigarro. Tudo bem, o fumo é uma droga mesmo, além de incomodar quem estiver próximo.

Não duvido que a ideia será copiada no Brasil, imitão como ele só. Desta vez até que será uma cópia saudável. Só deverá mudar o nome, “praia sem tabaco” é esquisito.

Mas proibir cigarro é fácil. Como seria bom se conseguissem criar espaços sem drogas, tabaco e todas as outras, pois a coisa está engrossando: já encontrei dois adolescentes caminhando calmamente no Centro de Blumenau  dividindo um baita cigarro de maconha. Na maior, sem medo de lei e de polícia. São intocáveis, mesmo, e além disto  sabem que a lei considera o consumidor um doentinho, não o financiador de toda esta desgraça.

Então, que tal uma praia sem drogas? Sei, a sugestão é ingênua, ainda mais com nossas leis…

Intocáveis

20 de janeiro de 2012 4

Embora não diga com todas as letras, e nem poderia, a polícia está quase desistindo de deter menores infratores, notadamente os que se dedicam ao furto de residências, uma praga que inferniza Blumenau.

Quer saber? A polícia está coberta de razão. Enxugar gelo é um pé no saco.

No máximo a detenção dos bandidinhos vira apenas um passeio até a delegacia mais próxima, onde não permanecem. Logo estão de volta ao local do crime, até ameaçando as vítimas, não sem antes zombar dos policiais, tudo sob as asas protetoras da legislação em vigor.

Contraste

15 de dezembro de 2011 5

França: Jaques Chirac, ex-presidente do país, foi condenado hoje a dois anos de prisão. Seu crime: quando prefeito de Paris, criou quase 30 empregos fantasmas – daqueles em que o agraciado recebe sem trabalhar – para partidários e amigos.

Brasil: Marcos Valério é libertado e Jader Barbalho será empossado senador.

Morticínio

14 de dezembro de 2011 2

Com 1,09 milhão de homicídios entre 1980 e 2010, o Brasil tem uma média anual de mortes violentas superior à de diversos conflitos armados internacionais, apontam cálculos do “Mapa da Violência 2012″, produzido pelo Instituto Sangari e divulgado nesta quarta-feira. (Fonte: O Estadão)

Assusta, não?

A média é superior à da Guerra do Iraque. Um número tão significativo deixa nítido que homicídio é crime banalizado no Brasil. A maioria dos homicidas continua solta, por não terem sido identificados ou por firulas legais.

Ponto para a impunidade que, aliás, explica muitas coisas.