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Posts na categoria "Internacional"

Retorno dos impostos

28 de maio de 2012 5

Às vezes fico irritado com as perguntas do Ibsen, aquele norueguês que teima em entender o Brasil e vive ligando. Parece-me que cada pergunta traz embutida uma crítica ao meu país. Menos mal que não são ligações a cobrar. Outro dia, retaliei:

– Ibsen, o teu país tem carga tributária superior à nossa, e olha que a nossa é das maiores do mundo. E aí, como fica?

Antes que respondesse, desliguei, rindo por dentro: ferrei o gringo!

A resposta veio em outra ligação, mais tarde:

– É verdade, aqui quem ganha bem recolhe até 45% para o Imposto de Renda. Mas todas as necessidades básicas são garantidas pelo Estado. O ensino é gratuito até a universidade. A qualidade é tão boa que até os príncipes da Noruega estudam em colégios públicos. Os hospitais, médicos e dentistas dispensam pagamento. A mulher que dá a luz recebe US$ 400 por mês até a criança completar 3 anos de idade e US$ 150 até o filho completar 16 anos. Estudantes que terminam o 2º grau e querem sair de casa têm direito, por lei, a receber do governo US$ 10 mil: US$ 7 mil emprestados a juros de 7% ao ano e US$ 3 mil simplesmente doados. Além disso…

Desliguei novamente, desta vez chorando por dentro.

O matador

22 de abril de 2012 1

O rei da Espanha, Juan Carlos, sem ter o que fazer, foi à África matar elefantes.

Pegou mal, foi duramente criticado mundo afora, pediu desculpas pelo mau jeito, os espanhóis perdoaram. Ora, um povo que se diverte massacrando touros perdoa fácil um deslize destes.

Mas o resto do mundo, não. A imagem de Sua Majestade trincou. Tomara que não entre em depressão e, para relaxar,venha para o litoral catarinense praticar a Farra do Boi.

Ninguém faz igual

18 de abril de 2012 0

Uma pausa nos assuntos que ultimamente têm sido pesados. Um recreio para os leitores e para o blogueiro. Vale a pena assistir o que nossos avós assistiam, ou os pais de nossos avós. Vale mesmo!

Garotas fantásticas, famosas na época. Um vídeo de 1944,  recuperado, digitalizado e colorido.

Nesta clássica coreografia do filme “Broadway Rhythm”, as assim chamadas The Ross Sisters, Aggie, Maggie e Elmira, cantam e movimentam-se de uma forma que não parece ser humanamente possível. No primeiro minuto elas cantam, mas o que vem a seguir é impressionante.

(Enviado por Osmar Laschewitz, de Blumenau)

Deu no jornal

17 de abril de 2012 3

“Paul McCartney é ativista social e militante pelo direito dos animais há 40 anos”

Para quem não se lembra, ele declarou, há tempo, que jamais se apresentará na China, pela maneira cruel como abatem cachorros lá. O cara tem atitude. Além de ser o mais talentoso músico de duas gerações, é generoso – doou os direitos, à época,  da música Hey Jude para Julian, o filho desprezado de John Lennon - , não é metido a besta e, multimilionário e setentão, adora o que faz e continuando fazendo melhor que ninguém.

Como não gostar de um cara assim?

Gente esquisita

17 de abril de 2012 7

A chanceler Angela Merkel, chefe de governo na Alemanha, passou a Páscoa na cidade italiana de Nápoles a fim de descansar. O avião oficial que a transportava desembarcou na sexta-feira e o corpo de segurança alemão a acompanhou à residência que alugara com dinheiro próprio.

Cerca de quatro horas depois do desembarque de Merkel em Nápoles, chegou o seu marido. Estava programado que o casal passaria a Páscoa em Nápoles. O “maridão”, no entanto, pegou um vôo comercial Berlim-Roma e, na sequência, uma conexão para Nápoles. Naquele país não existe esta coisa de dar carona em avião oficial. Nem para maridos.

Que país estranho, a Alemanha!

O depoimento do navegador

20 de março de 2012 1

O navegador Wilfredo Schürmann dispensa apresentações:

“Em nossas andanças pelo mundo, conheci alguns bons exemplos de civilidade. A Nova Zelândia foi um deles. Por lá, encontrei casos surpreendentes de senso de justiça, tanto em povoados quanto em Auckland, a maior cidade do país. A Nova Zelândia está em primeiro lugar na lista de países menos corruptos do mundo, com a Dinamarca. Nessa lista, o Brasil ocupa a 69ª posição. Na Nova Zelândia, o Poder Judiciário é motivo de orgulho para a população, e seus integrantes são respeitados. Lá, as pessoas vivem sem medo de ser assaltadas, e, quando alguém comete um delito, é julgado e punido de forma rápida e exemplar.

Há 12 anos ancoramos em Opua, uma pequena e charmosa vila na entrada de várias enseadas. Um lugar realmente lindo. Naquele tempo, a população local não passava de 460 habitantes. A vila toda tinha menos pessoas do que alguns condomínios de grandes cidades. Nosso barco foi o primeiro veleiro brasileiro a aportar naquela região. O lugar logo nos cativou. Seu povo é amável, ético, justo e com uma simplicidade sem par. As frutas eram vendidas em barracas à beira da estrada. Não havia ninguém para cuidar delas. Uma placa dizia: “Leve a sacola e coloque o dinheiro na caixa em cima da mesa”. A caixa era de papelão e não estava presa. Em Auckland, os jornais eram vendidos no meio da calçada em um cavalete. Havia uma caixinha ao lado para colocar a moeda de pagamento, que podia ser facilmente furtada. Parecia que estávamos num mundo da fantasia. Nesse lindo país, enquanto estávamos lá, a população se surpreendeu com um escândalo nacional sem precedentes. Dois advogados, proprietários de uma corretora, deram um golpe e lesaram seus clientes. Os dois foram julgados rapidamente e condenados a cinco anos de prisão. Tiveram de vender seus bens particulares e os da empresa para ressarcir os lesados. O dinheiro não foi suficiente para indenizar todas as vítimas. O juiz então decidiu que cada membro da Associação de Advogados deveria pagar uma quantia anual até que toda a dívida fosse paga. Ao proferir a sentença, ele alegou que o objetivo de comprometer toda a classe com a indenização era incentivar a fiscalização entre os colegas.

Nunca me esqueci daquele episódio. Com ele, entendi que a caixinha de papelão de Opua e o coletor de moedas de jornal eram reflexo de um senso de justiça amplo e consolidado em todo o país. Um belo exemplo para o Brasil.”

VILFREDO SCHÜRMANN, economista, palestrante e capitão do veleiro Aysso, da Família Schürmann, que deu a volta ao mundo duas vezes, de 1984 a 1994 e de 1997 a 2000.

(Fonte: Revista Época)

A gente pensa que já viu tudo

15 de fevereiro de 2012 0

“Olá, Valther.

Sou leitor assíduo do Santa e de sua coluna desde 2006 ou 2007.

Percebi recentemente uma inversão de valores de produtos nacionais/importados, as pessoas que buscam qualidade estão procurando cada vez mais produtos nacionais e não importados, o oposto do que ocorria decada de 90. Entretanto descobri uma triste verdade, mercadorias de origem chinesa com embalagem: “made in brasil”.

Não sei quem fiscaliza isso, é um absurdo comprarmos um produto achando que é nacional e na verdade não é! A informação acima descobri porque trabalho em uma indústria e compramos facas para nossos conjuntos (pranchas de churrasco) e empresas oferecem produtos importados (China) com o famoso “made in brasil”. Nosso setor de compras evita esse tipo de negociação por ser incompativel com nossa politica interna, mas queríamos saber quem fiscaliza isso.

Um alerta para os leitores cairia bem, pois acredito que o mesmo deve ocorrer com vários outros setores.

Helcio J. Stolf”

Para começar bem a semana

05 de fevereiro de 2012 0

Leonard Coehn, canadense, tem 77 anos, continua compondo, cantando, fazendo shows.

Hallelujah é de 1984. Não é de ouvir mil vezes?

Dio come te amo

03 de fevereiro de 2012 1

Sou de um tempo em que a poesia se unia à canção. Em qualquer idioma. E como hoje é sexta-feira, noite de relaxar, batem umas lembranças. Assisti a este filme quando era garoto, a cena grudou, a música, então nem te falo, me acompanha sempre. Foi uma época em que a música embalava nossos dias, e não tínhamos medo de ser românticos.

Composição de Domenico Modugno, interpretação de Gigliola Cinquetti.

Que país é este?

14 de janeiro de 2012 4

O blumenauense Evandro Scussel há dois anos mora em Madri e percorre a Europa pilotando sua moto BMW 1200 cc.

Mandou-me esta foto.

Nem ousei perguntar o país.