Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
 

Posts na categoria "Nossa língua"

Língua maltratada

16 de setembro de 2013 2

Agora que baixou a poeira vamos àquele cartaz que foi capa do Santa na última quinta-feira. Cheio de erros, sim, mas por isto mesmo bastante esclarecedor. Como não passou batido – foram muitas as mensagens –, mostrou que há uma parcela dos leitores que prima pela correção ortográfica. E explica, em parte, os erros da garotada nas redes sociais.

Só não explica as placas de rodovias, há décadas estampando erros.

Cadê a vírgula?

05 de setembro de 2013 3

Em muitas das mensagens referentes ao aniversário de Blumenau o pessoal economizou na pontuação. O vocativo vem sempre separado por vírgula para evitar que o leitor o confunda com uma parte integrante da estrutura sintática. Assim, onde se lê “Parabéns Blumenau” deveria estar escrito “Parabéns, Blumenau!

Placas

26 de julho de 2013 1

Municípios vivem de pires na mão, a fatia do bolo tributário que lhes cabe é fininha. De cara, a gente fica fulo, mora-se e vive-se no município, então cadê a grana? Mas, pensando bem, são mais de 5,5 mil municípios, como controlar tantos prefeitos, alguns que sequer sabem o que é orçamento, outros que são muito espertos, se é que me entendem? Vai ver, é isto.

Mas há prefeitos que usam a criatividade para aumentar a arrecadação do município. O de Pouso Alegre (MG), em 1997, sancionou lei que multa donos de outdoors, banners e faixas com erros de ortografia, regência e concordância. No ano seguinte, o prefeito de Guarujá (SP) o imitou. Devem estar faturando uma graninha considerável.

Não conheço o teor daquelas leis, mas suponho que placas públicas estão isentas, pois são as que mais erram. E nem se dão ao trabalho de corrigir. Caso da placa, na BR-470, indicando a ponte sobre o Rio do Testo. A autoridade tascou um “Rio do Texto” e, apesar dos apelos, não se deu ao trabalho, até agora, de mudar o errado para certo.

Aí complica!

09 de junho de 2013 0

É fato que o brasileiro maltrata cada vez mais o idioma nacional, principalmente escrevendo. É de doer. Mas há atenuantes. Olha só a resposta dada pelo lexicógrafo à pergunta se “malcomportado” é escrito com ou sem hífen:

“Emprega-se o hífen nos compostos com os advérbios “bem” e “mal” quando estes formam com o elemento que se lhes segue uma unidade sintagmática e semântica, e tal elemento começa por vogal ou h. No entanto, o advérbio “bem”, ao contrário de “mal”, pode não se aglutinar com palavras começadas por consoante.”

Pô, não seria mais simples dizer que só há hífen antes de vogal ou h?

Caprichem aí!

25 de maio de 2013 0

Tudo bem, língua é a falada. A língua escrita é apenas o registro da língua falada. Há quem fale bem na língua escrita, há quem fale mal pensando mostrar erudição. Assaz peculiar. Quanto às regras gramaticais, depois do último acordo ortográfico perderam um pouco do respeito que se lhes deve.

Mas há um limite para todas as coisas.

O que o pessoal escreve errado nas redes sociais é um espanto, ultrapassa o recomendável, vai além do razoável. Língua é a falada, mas um pouquinho de respeito à escrita cai bem.

Prefeitura municipal?

25 de abril de 2013 1

Ligação de amigo meu, na tarde de terça-feira:

Estou preso num destes engarrafamentos diários do trânsito de Blumenau. Na minha frente, numa viatura oficial, está escrito: Prefeitura Municipal de Luis Alves. Me diz uma coisa, prefeitura municipal não é redundância? Existe, por acaso, prefeitura que não é municipal?

Num primeiro momento, concordei. Onde já se viu prefeitura que não seja de município? Pleonasmo, sim senhor, acusado inclusive nos manuais de redação Brasil afora.

Mas aí fui consultar os pais da matéria, começando pelo professor Cláudio Moreno. São unânimes: prefeitura municipal não é redundância. Quem defende que é esquece-se que existem prefeituras distritais e prefeituras de campus. Vão longe nas explicações, não cabe aqui reproduzi-las. Basta a conclusão.

E fica a lição, para mim: nem sempre o primeiro momento – ou o Manual de Redação – é bom conselheiro.

Credo!

03 de abril de 2013 3

Se você ouvir de alguém “negoceio” em vez de negocio, ou “premeio” no lugar de premio, vá com calma. De acordo com o Acordo Ortográfico de 1990 que pretendia unificar a língua portuguesa, as duas formas estão corretas.

Mesmo assim, e pelo amor de Deus, evite-as.

Dane-se o tal acordo. Já nos basta o Ministério da Educação alardeando que falar errado é certo.

Rótola?

22 de outubro de 2012 12

Há uma corrente “muderninha” que diz e quer impor o seguinte: falar errado, desde que se faça compreender, é certo. E dane-se a norma culta da língua portuguesa. Não demora muito e quererão impor a mesma regra à palavra escrita. Por eles, este “rótola” aí desta faixa estará certo, embora errado. É assim que se emburrece uma nação. Mas a gente resiste…

Ok, talvez não seja possível ler nesta foto reduzida.  Lá no final, à direita, entre parênteses, lascaram um “em frente à rótola”.)

(Foto: André Murilo Mrozkowski, Blumenau)




Tombo

06 de outubro de 2012 4

Há quem economize o plural, há quem o use mal. E não há “intelectual” ideológico que me convença do acerto de falar errado.

Este cartaz, numa loja em Blumenau, se faz entender, mas como dói!

Dói mais que os juros praticados no Brasil.

(Foto: Jailson Rogério Rocha/Especial)

Welcome coffe?

27 de março de 2012 1

“Sob o comando do advogado Rodrigo Ferraz, professor de pós-graduação na área notarial e registral pelo Instituto Brasileiro de Estudos (IBEST), a Universidade SECOVI irá promover no dia 12 de abril a palestra “Registro de Imóveis na prática: Aspectos Gerais”. O encontro será realizado no auditório da Fecomércio/SC, a partir das 19h com welcome coffee, tem como objetivo esclarecer as principais dúvidas com relação ao tema. Entre as questões que serão abordadas…”

Welcome coffe? Caramba, esta gente inventa. Não pretendo comparecer à palestra, pois estarei ocupado em pesquisa sobre “Como defender a Língua Portuguesa, patrimônio cultural do Brasil”.