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Posts na categoria "Paisagismo"

Maior e melhor

15 de setembro de 2015 0

Pracinha

Visto por este ângulo a pracinha do Castelinho parece maior do que realmente é. Sempre bem frequentada nesta Blumenau de poucas praças. Por estas há quem defenda pressa na ideia de ampliá-la para que deixe de ser pracinha e se torne uma praça. Caso aconteça, será a de melhor visual da cidade, depois do Biergarten.

(Foto: Valther Ostermann)

Ainda tão bela...

27 de dezembro de 2013 3

Há rumores de que planejam motivar os blumenauenses a também morar no Centro. Tem lógica. O Centro hoje é um lugar solitário, quase todo mundo mora nos bairros que, por isto mesmo, têm vida própria. Não precisam de nada, a não ser cartórios, que isto eles não têm.

Tirando os dias úteis, o Centro quase é um espaço abandonado da cidade.

Caso seja verdadeira a intenção, a coluna sugere que incluam no planejamento a revitalização da Rua das Palmeiras. Faz tempo que precisa de uma repaginada, ela que mesmo assim continua bela.

Imaginem uma iluminação especial que valorize este visual…

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Desenho na grama

01 de abril de 2013 2

Na virada do ano estava desenhada, neste gramado da sede da Apae em Blumenau, a mensagem “Feliz 2013”.

Agora, este – a marca da entidade – pode ser visto lá.

O jardineiro é um craque!(Foto: Charles Ringenberg/Especial)

Aquela rua

04 de março de 2013 5

“Valther,  estive em Porto Alegre  e fiz questão de ir conhecer a famosa Rua Gonçalo de Carvalho. É ou não é exatamente assim o que sonhamos para Blumenau?

Por que, caramba, todas as ruas não são como essa?

Cezar Zillig, Blumenau.”

Observação do blogueiro: os gaúchos dizem dela que é “a rua mais bonita do mundo!”

(Fotos: Cezar Zillig)

Beira-Rio

03 de março de 2013 20

Prezado Valther,

Avenida Castello Branco (Beira-Rio)

Sobre esta atual ferida na paisagem blumenauense e na engenharia, tenho alguns pensamentos e posições a respeito, atiçado que fui pela tua chamada:

· Desde que surgiu a civilização, a mesma sempre se estabeleceu nas proximidades de locais banhados pelo mar, rios e lagos;

· O progresso da civilização levou sempre às melhorias necessárias que uma urbe ao longo do tempo necessita;

· Não foi diferente com a nossa Blumenau e disto resultou uma Avenida Beira-Rio, que antes de mais nada é uma obra de engenharia voltada a trazer benefícios para a cidade;

· Dentro dos benefícios podemos citar alguns: estabilização dos barrancos da calha do rio na sua margem direita na parte central da cidade, sistema viário, arquitetonicamente e urbanisticamente uma significativa presença positiva principalmente para vermos o rio e ele ser visto;

· A construção foi de uma forma simples, com retirada do material ruim, uma fundação à base de pedras com um aterro de solo. O seu talude foi revestido na parte inferior com enrocamento de pedras e aplicação superficial de concreto e o restante com um tipo de vegetação própria para a situação. Complementava um gradil, a calçada e a via pavimentada;

· Apesar de em alguns locais a calha do rio ter sido diminuída com a construção, por outro lado existia o benefício de uma superfície do talude limpa, com um mínimo de atrito, diminuindo em muito a perda de carga e com isto aumentando a vazão do rio em períodos de cheia;

· O que se vê hoje, uma alteração das condições originais de projeto: em quase toda a extensão da Beira-Rio, em especial à jusante da Ponte Adolfo Konder, é um sem número de Salgueiros que surgiram na base da obra (talvez até bonitos sob alguns aspectos), uma série de Pés de Silva (é este nome que conheço aquele arbusto cheio de espinhos) no talude aonde havia uma vegetação apropriada, um “matagal” surgindo, tudo isto para além de tirar a beleza da Beira-Rio, impedir a vista do rio. Os salgueiros quando após uma cheia, ficam desfolhados e mostram uma “nova fruta”, muito decorativa, que são as centenas de sacos plásticos que ficam presos aos seus galhos. Agora o pior disto tudo é que estes Pés de Silva são arrancados do local aonde cresceram, ocasionando feridas no solo do talude, que podem gerar conseqüências danosas. Na última enchente de 2011, ocorreu isto nas imediações do Edifício Mauá.Também merece destaque , sob o ponto de vista da engenharia, o aumento do atrito causado por estas árvores e arbustos que se estabeleceram naturalmente, além do “matagal”, aumentando a perda de carga e desta forma diminuindo a vazão das águas no trecho do rio e aumentando a cota de enchente. Mesmo que estes valores possam ser quase desprezíveis, é importante chamar a atenção para o fato para que ocorra uma inflexão nestas tendências;

· Sou contra também ao plantio de árvores que ocorrem no talude, pelos motivos acima relatados. A intenção de quem está fazendo isto com muito suor e amor é louvável, mas tecnicamente não recomendável. Já tive a oportunidade de conversar com este Senhor e ao mesmo tempo parabenizá-lo, sugerir uma outra forma de ação;

· Se é para deixar crescer este “matagal”, por que não cuidar antes para não ocorrer uma invasão do Horto Florestal, o desmate e o uso inadequado do solo em locais impróprios, os aterros nas calhas secundárias dos nossos Ribeirões da Garcia, Velha e Itoupava e, e, e, …

· As placas de concreto que na enchente de 2011 foram arrancadas no talude na altura da Ponte Adolfo Konder, como se fosse descamado, nada mas foi do que uma conseqüência da não conclusão dos serviços de correção em função do deslizamento que ocorreu neste talude na cheia de 2008, imediatamente à montante deste ponto;

· Aonde está o capricho tão peculiar do blumenauense? Desapareceu?

· Portanto vamos recuperar logo a Beira-Rio, tecnicamente e com capricho, para voltar a ser um cartão postal, para voltarmos a apreciar o rio e a usufruí-lo melhor (para isto é necessário que se refaça os acessos a partir da calçada até a base do talude).

Guido Otte

Engenheiro Civil

Blumenau

Nosso flamboyant

19 de dezembro de 2012 1

“Olá,Valther.

Estou no Porto, em Portugal, e fiquei super feliz ao ver a foto do nosso flamboyant florido, na rua XV de Novembro , defronte  à  3ª Gerência Regional da Fazenda Estadual de Blumenau. Coloco “nosso” por ser de todos nós,  blumenauenses/residentes, e mais particularmente por ter ajudado a preservar o mesmo, de 2003 a 2010 quando estive como Gerente Regional da Fazenda Estadual de Blumenau e a copa do flamboyant ficava bem em frente da sala do gerente.

Na ocasião, além de não cortá-lo fizemos a sua manutenção. Alguns proprietários de imóveis cortaram as árvores plantadas em frente a seus imóveis/estabelecimentos sem dó e nem piedade com o planeta. Após a reurbanização da XV de Novembro queriam que seus imóveis, lojas ou vitrines ficassem vistosas ou para não terem nenhum trabalho com as folhas que caem na calçada ou calhas, dando um certo trabalho na manutenção. Trabalho este que compensa com a sombra, com o colorido, com os pássaros e insetos que ali passam e se alimentam da mesma, com o oxigênio gerado na fotossíntese, etc.

Um Grande Abraço.

Tair Duarte da Silva,  Auditor Fiscal da Receita Estadual”

Rua XV, 1401

16 de dezembro de 2012 4

O leitor Flavio Amorim, com sensibilidade, dá força ao meu argumento: Blumenau precisa de árvores. Muitas árvores. Por todos os motivos, inclusive  pela beleza.

Sem modéstia

30 de abril de 2012 0

O Vale que vale visitar

Admito que demorou um tempão para eu perceber, mas percebi: nosso Vale, o do Itajaí, é de uma beleza que nem te conto. Nossa cultura nos faz descer para o litoral em todos os feriadões ou fins de semana. Pintou uma folga, tempo quente ou frio, vamos para a praia. Um dia, porém, os habitantes do Vale descobrirão o quanto vale um passeio pelo Vale, uma sucessão de infinitas paisagens, todas deslumbrantes.

Aí, em vez de descer, subirão.

O texto acima foi postado no último dia 27, aqui no blog, e sobre o assunto fiz referência em minha coluna diária, no Santa. E dos leitores, alguns, veio sugestão interessante: que tal publicar fotos de cantos e recantos de nosso Vale clicada pelos leitores?

Sugestão dada, sugestão acatada. Enviem fotos, quem quiser, citando o local, que publicarei oportunamente aqui no blog. Vamos mostrar ao mundo que não há, oh gente, oh não, lugar como este Vale do Itajaisão.

Modéstia à parte.

Árvores de Porto Alegre

14 de março de 2012 1

Trecho de um e-mail do professor e ecólogo Lauro Eduardo Bacca, que reproduzo por dois motivos: o sempre consistente conteúdo do professor e amigo, e porque o assunto – arborização urbana –  é uma das meninas de meus olhos.

“Depois de mais de  15 anos, com Êdela, revi Porto Alegre, no fim de semana passada. A cidade dá um show de arborização pública!  Há décadas que as podas, por lá, estão sob controle, com raras exceções. Visitamos a Rua Gonçalo Carvalho, que os gaúchos, bem gauchescamente, chamam de “a mais  linda do mundo”. Bom, que é bonita e impressionante, lindíssima, isso é. O túnel formado pelas árvores, cujas copas chegam até a altura do sétimo andar dos edifícios,  forma um efeito indescritível. Saltamos do táxi, Êdela e eu, e percorremos seus 500 m a pé.  Impressionante a amenização do clima , embora fosse um calorento sábado de março, cerca de 14h30m. Quem tem um pouco de  experiência poderá perceber que houve época em que aquelas árvores eram estupidamente podadas todos os invernos; de uns 37 anos  para cá, não mais. Depois seguimos a pé até o Centro e deu para sentir a diferença. Mesmo sendo 16h30m sentíamos mais calor   que na fantástica sombra da Gonçalo Carvalho às 14h30m!”


Eu, o chato

07 de março de 2012 6

Quem me  prestigia através da leitura deste blog, ou da coluna diária no Santa, ou ainda no Jornal do Almoço (RBS-TV), sabe que há muito tempo clamo por um projeto de arborização urbana para Blumenau. É inconcebível que uma cidade de clima tão sufocante não plante sombras.

O plantio de árvores de sombra em Blumenau traria outros benefícios: contribuiria para diminuir a poluição do ar e tornaria a cidade mais bonita, mais aconchegante.

Como nenhuma administração pública das que se sucedem debruçou-se sobre o assunto, começo a supor que seja algo muito complexo, ou oneroso, ou, o que é mais provável,  coisa de um chato só: eu.

Uma só andorinha, como se sabe, não faz verão. Se fizesse, faria um verão mais ameno que o verão agressivo de Blumenau, que exige um projeto de arborização urbana. Quer dizer, não exige, não.

Quem exige sou eu, o chato.