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Posts na categoria "Política"

E agora, José?

17 de abril de 2016 6

A festa acabou, a luz apagou… e não se vê luz alguma no fim do túnel.
O Brasil anda desgovernado. Há uma luta fratricida pelo poder, afastar a presidente foi apenas um ato da carnificina que está longe de acabar.
O povo, durante o processo de votação, comportou-se de maneira infinitamente mais civilizada que as senhoras e senhores parlamentares.
E agora, José? Quem vai desarmar os ânimos, conter os prepotentes, iluminar os equivocados?

Não é hora de distrair-se, o show não acabou. É preciso estar atento e forte, disse o poeta. A crise ainda é um problema em busca de solução.
Boa hora para Deus provar que é mesmo brasileiro.

Pra todo lado

08 de abril de 2016 3

O Brasil não tem medidas. Impeachment – aliás, porque o termo em inglês? – deveria ser algo extraordinário, um mecanismo extremo. Aqui é corriqueiro. Todos os presidentes deste recente período democrático foram alvos de pedidos, às dezenas. Tentaram até com Itamar Franco, o presidente que arrumou a economia agora desarrumada. Escreveu, não leu, impeachment nele! Atualmente estão na mira a presidente, o vice-presidente (?) e até um ministro do Supremo. De extraordinário passou a ordinário. Como quase tudo na política.

Não muda

28 de março de 2016 2

Olha aí, pessoal que quer tirar Dilma, eu não quero ser estraga-prazer, mas se ela cair o Congresso Nacional será o mesmo com qualquer presidente tampão. Não é de arrepiar?

Nem tudo é isso aí

17 de março de 2016 8

A presidência da República teve pelo menos um inquilino que serve como exemplo de probidade para a nação. Itamar Franco é o nome dele. Em outubro de 1992 afastou o ministro Chefe da Casa Civil, seu amigo também mineiro Henrique Hargreaves, acusado na CPI dos Anões. Só o readmitiu em novembro de 1993 quando ficou inteiramente comprovado que Hargreaves havia sido acusado injustamente.
Pena que o fato esteja na prateleira do esquecimento deste Brasil sem memória. Desperdiça-se um ótimo exemplo de ética republicana.

Esqueceram

16 de março de 2016 3

A ligação da presidente para o ex-presidente e todos seus desdobramentos poderia ter sido evitada se tivessem se lembrado do conselho de Tancredo Neves. A raposa mineira, que viveu o tempo do telefone preto, desaconselhava o uso do equipamento para qualquer assunto que não fosse o trivial. Assuntos sérios, ensinava, só pessoalmente, em conversa ao pé do ouvido.
Memória curta às vezes é um desastre.

Para pensar

26 de fevereiro de 2016 5

Itajaí discute redução do número de vereadores, Balneário Camboriú pode estar indo na mesma toada. Recado claríssimo da população que não mais se sente representada e um bom tema para reflexão dos políticos.
Só tem o seguinte: reduzir cadeiras sem reduzir o repasse (duodécimo) não reduz a despesa.

Vai que passa...

26 de fevereiro de 2016 2

Eliminar – no bom sentido, claro – 155 senadores e deputados é o que pretende a Proposta de Emenda à Constituição 105/15 que está tramitando no Senado.
As atuais 513 cadeiras da Câmara dos Deputados seriam reduzidas para 385 e das 81 do Senado sobrariam 54.
Não é muito, mas é um começo.

Desprezo

31 de janeiro de 2016 4

“A OAS teria assumido um edifício inteiro da Bancoop só para dar um apartamentinho de uma milha ao Lula. Ora, vão se lixar nas ostras!”

A frase no twitter do senador Roberto Requião (PMDB-PR) chega a ser ofensiva, não pelo argumento pífio na defesa de um investigado pela Justiça, mas pela perspectiva financeira que mostra o tamanho do abismo entre suas excelências e o povão que paga impostos. O tal “apartamentinho” refere-se a uma cobertura tríplex com elevador pessoal, de frente para o mar. “Uma milha” é R$ 1 milhão de reais. Vive em outra esfera, o senador. O sonho da casa própria continua sendo a maior aspiração dos brasileiros. Uma casinha, um teto para chamar de seu. Brasileiros que sequer ousam sonhar com cobertura de frente para a praia, três andares e elevador interno. Isso é coisa de rico no país cujo salário mínimo é R$ 880.

O “vão se lixar nas ostras” foi para nós.

O pior inimigo

16 de dezembro de 2015 1

Se valer o dito “dize-me com quem andas e dir-te-ei que és”, melhor será manter distância do deputado federal Eduardo Cunha, um dos odiados da nação.

Mas entre tê-lo como amigo ou inimigo, talvez seja melhor, pelo menos para alguns, passar a andar com ele. Dilma que o diga. O PT também.

Se ficar o bicho come...

14 de dezembro de 2015 7

A dúvida é: substituir Dilma por Temer vai fazer a vida melhorar? Tudo bem que no caso da substituição de Collor por Itamar fez um bem danado, mas Temer não é Itamar e agora é outro tempo e diferente circunstância.
A outra hipótese, a de que caiam Dilma e Temer e sejam convocadas eleições, a vida vai melhorar? Claro, claro, pior do que está não pode ficar, essa é a única vantagem de ter atingido o fundo do poço, mas de tudo isso que aconteceu e está acontecendo sairá um eleitor mais qualificado?

Eu digo que não. A roubalheira que está sendo descoberta – há mais, muito mais – tinha três destinações: o bolso de figurões da política, a compra de apoio político e garantia de sucesso nas eleições. Em outras palavras, voto ainda é coisa que se vende, e de bom grado. Significativa parcela dos eleitores não se encabula em votar por escambo ou dinheiro vivo. Sejamos realistas, e francos.

Então, qual a melhor opção para sair dessa sinuca de bico em que nos metemos? Conscientizar a parte da nação que comercializa o voto sem dor de consciência leva tempo, mínimo de duas gerações. Sem discurso, então. Estamos falando da coisa prática, do aqui e do agora. Por enquanto não se vê luz no fim do poço. Mas deve haver. Tem que haver. Alguém arrisca um palpite?

*

Sobre a venda ou compra de votos mil conselhos já foram dados. Eu busquei mais um na literatura de cordel, que adoro. Alguns versos da obra intitulada “Venda seu voto e seja mais um ladrão”, do paraibano Francisco Diniz:

Tenhamos educação,
A responsabilidade
Para escolhermos direito
Gente de idoneidade
Para cuidar dos destinos
Do nosso campo ou cidade.

Não aja com ingenuidade
E nem banque o esperto
Achando que vender voto
É comum e que é certo,
Pois quem age assim com o tempo
Vai se sentir no deserto…

Visto que o político esperto,
Ou melhor, esse ladrão,
Depois que passa o período
Destinado à eleição,
Desconhece o eleitor
E ninguém o vê mais não!

Não venda seu voto, irmão!
Não alimente o tormento,
Pense bem, não se engane
Com quem doa alimento,
Dinheiro ou qualquer coisa,
Pois isso é fingimento!