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Posts na categoria "Rio Itajaí"

Encontro náutico

27 de abril de 2013 1

Gostei da movimentação no rio de Blumenau, neste sábado. Tomara que cresça, faça nossa gente tomar gosto por esportes aquáticos e passe a usar o Itajaí-Açu para lazer e competições, como se fazia antigamente.

Só não dá para nadar, isto não nos pertence mais.

Beira-Rio

03 de março de 2013 20

Prezado Valther,

Avenida Castello Branco (Beira-Rio)

Sobre esta atual ferida na paisagem blumenauense e na engenharia, tenho alguns pensamentos e posições a respeito, atiçado que fui pela tua chamada:

· Desde que surgiu a civilização, a mesma sempre se estabeleceu nas proximidades de locais banhados pelo mar, rios e lagos;

· O progresso da civilização levou sempre às melhorias necessárias que uma urbe ao longo do tempo necessita;

· Não foi diferente com a nossa Blumenau e disto resultou uma Avenida Beira-Rio, que antes de mais nada é uma obra de engenharia voltada a trazer benefícios para a cidade;

· Dentro dos benefícios podemos citar alguns: estabilização dos barrancos da calha do rio na sua margem direita na parte central da cidade, sistema viário, arquitetonicamente e urbanisticamente uma significativa presença positiva principalmente para vermos o rio e ele ser visto;

· A construção foi de uma forma simples, com retirada do material ruim, uma fundação à base de pedras com um aterro de solo. O seu talude foi revestido na parte inferior com enrocamento de pedras e aplicação superficial de concreto e o restante com um tipo de vegetação própria para a situação. Complementava um gradil, a calçada e a via pavimentada;

· Apesar de em alguns locais a calha do rio ter sido diminuída com a construção, por outro lado existia o benefício de uma superfície do talude limpa, com um mínimo de atrito, diminuindo em muito a perda de carga e com isto aumentando a vazão do rio em períodos de cheia;

· O que se vê hoje, uma alteração das condições originais de projeto: em quase toda a extensão da Beira-Rio, em especial à jusante da Ponte Adolfo Konder, é um sem número de Salgueiros que surgiram na base da obra (talvez até bonitos sob alguns aspectos), uma série de Pés de Silva (é este nome que conheço aquele arbusto cheio de espinhos) no talude aonde havia uma vegetação apropriada, um “matagal” surgindo, tudo isto para além de tirar a beleza da Beira-Rio, impedir a vista do rio. Os salgueiros quando após uma cheia, ficam desfolhados e mostram uma “nova fruta”, muito decorativa, que são as centenas de sacos plásticos que ficam presos aos seus galhos. Agora o pior disto tudo é que estes Pés de Silva são arrancados do local aonde cresceram, ocasionando feridas no solo do talude, que podem gerar conseqüências danosas. Na última enchente de 2011, ocorreu isto nas imediações do Edifício Mauá.Também merece destaque , sob o ponto de vista da engenharia, o aumento do atrito causado por estas árvores e arbustos que se estabeleceram naturalmente, além do “matagal”, aumentando a perda de carga e desta forma diminuindo a vazão das águas no trecho do rio e aumentando a cota de enchente. Mesmo que estes valores possam ser quase desprezíveis, é importante chamar a atenção para o fato para que ocorra uma inflexão nestas tendências;

· Sou contra também ao plantio de árvores que ocorrem no talude, pelos motivos acima relatados. A intenção de quem está fazendo isto com muito suor e amor é louvável, mas tecnicamente não recomendável. Já tive a oportunidade de conversar com este Senhor e ao mesmo tempo parabenizá-lo, sugerir uma outra forma de ação;

· Se é para deixar crescer este “matagal”, por que não cuidar antes para não ocorrer uma invasão do Horto Florestal, o desmate e o uso inadequado do solo em locais impróprios, os aterros nas calhas secundárias dos nossos Ribeirões da Garcia, Velha e Itoupava e, e, e, ...

· As placas de concreto que na enchente de 2011 foram arrancadas no talude na altura da Ponte Adolfo Konder, como se fosse descamado, nada mas foi do que uma conseqüência da não conclusão dos serviços de correção em função do deslizamento que ocorreu neste talude na cheia de 2008, imediatamente à montante deste ponto;

· Aonde está o capricho tão peculiar do blumenauense? Desapareceu?

· Portanto vamos recuperar logo a Beira-Rio, tecnicamente e com capricho, para voltar a ser um cartão postal, para voltarmos a apreciar o rio e a usufruí-lo melhor (para isto é necessário que se refaça os acessos a partir da calçada até a base do talude).

Guido Otte

Engenheiro Civil

Blumenau

A praia que já tivemos

26 de março de 2012 3

Dá para entender o porquê da curva do rio, em Blumenau, ser chamada de Prainha.

É que já foi mesmo uma pequena praia fluvial. Atualmente, de praia só resta o nome.

Prainha em 1900

(Foto: Acervo Arquivo Histórico)


Trem suspenso

26 de setembro de 2011 7

A partir da sugestão - inviável - de alguns leitores, a da construção de um sistema de metrô subterrâneo em Blumenau como alternativa para o transporte público e alívio do trânsito da cidade, outros leitores sugeriram trens suspensos, como este que existe na cidade de Wuppertal, Alemanha. Cairia como uma luva em nossa constantemente alagada cidade.

Mas a idéia não é nova por aqui. Em 1993 os coreanos estavam interessados em implantar um sistema assim sobre a calha do nosso rio. O município não investiria um só tostão, o pagamento se daria por concessão de exploração pelo prazo de 30 anos. Intermediou a negociação o então vice-prefeito, Vilson Souza.

Mas a cidade não quis, e o sonho morreu na casca. O trem suspenso foi suspenso.

Show pela vida

25 de setembro de 2011 1

"Esta música é dedicada aos atingidos pela enchente, em reconhecimento à força e à coragem, garra e determinação que trazem no coração, com esperança renovada e fortalecida diante de situações adversas, e com a plena certeza em resgatarem a paz e retomarem seus caminhos, devolvendo a sí e à cidade a beleza que lhe é característica. Assim é o show pela vida. Agradecimento ao amigo Tramontini Okeichon, quando sugeriu uma canção chamada 'Show Pela Vida'."

(Luiz Vicentini, compositor e cantor blumenauense)

Não demorem

17 de setembro de 2011 6

Está dando pano para as mangas a discussão sobre a margem esquerda do rio, em Blumenau. O que se espera - e se pede - é que, espíritos desarmados, concluam  rapidamente sobre as providências necessárias para evitar um mal maior. E façam o que tem que ser feito. Há momentos em que a prática é infinitamente mais recomendável que a teoria. O que passou, passado é. Estamos apreensivos é com o futuro, e isto inclui outros pontos da cidade, com emergências parecidas.

Para se ter uma idéia do problemão da margem esquerda, um antes e depois desta última cheia.

O rio pegou pesado. (Foto: Sandro Luis Noll)

Desde sempre

16 de setembro de 2011 4

"Socorro!

Por falta de repasses federais, o serviço de prevenção de cheias em Blumenau está prejudicado. Qual será o critério de prioridades neste país?"

Publiquei esta nota em minha coluna no Santa de papel em julho de 2003. Continuamos sem um sistema de monitoramento confiável das cheias de nosso rio.           Como se percebe, a coisa vem de longe.



Veneza é aqui

13 de setembro de 2011 1

Blumenau - e outras cidades do Vale - semana passada, teve seus dias de Veneza.

 

Canoa na porta


(Foto: Carlos Wilbert)

Mancada!

12 de setembro de 2011 8

Antes da construção de edifícios na Rua XV, no Centro de Blumenau, muitas enchentes já haviam acontecido e estavam registradas na história.

Vai daí que não dá para entender o porquê de, na maioria deles, a cisterna de captação da água de rede seja localizada no subsolo ou mesmo no nível do solo, locais sempre atingidos em enchentes de qualquer tamanho. E então fica o prédio inteiro sem fornecimento de água, mesmo que o fornecimento seja mantido pelo Samae. Há que se aguardar que as águas baixem para então limpar e desinfetar a cisterna e assim poder captar e bombear água para a caixa no alto do prédio.

Um desconforto e uma despesa evitáveis, tivessem os projetistas da época se lembrado que nosso rio sobe de vez em quando.


Vingativo

11 de setembro de 2011 7

Sujamos o rio, o rio nos suja. Jogo empatado.

(Foto: Valther Ostermann)