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Posts na categoria "Segurança Pública"

Para que tantos?

24 de abril de 2012 1

Para os 10 municípios - Blumenau, Indaial, Apiúna, Ascurra, Rodeio, Timbó, Pomerode, Benedito Novo, Doutor Pedrinho e Rio dos Cedros - que fazem parte do Décimo Batalhão da Polícia Militar foram designados nove formandos. Nove novos policiais.

Será que não farão falta na Capital?

Todos estão cegos?

20 de abril de 2012 2

Se há algo que mais me assombra que a violência de nossos dias é a passividade da população. Apesar de tudo, das manchetes dos jornais, das ocorrências que não têm fim, da crueldade explícita, ainda vigora aquele sentimento alienado que faz parecer que só acontece com os outros. As eventuais reações detectadas pela coluna através do contato com os leitores são as menos recomendadas, que vão da manifestação preconceituosa (é coisa de gente de fora) ao radicalismo impensado (pena de morte, já!), ou errando o foco ao preocupar-se mais com a “invasão de mendigos” que com a proliferação de flanelinhas.

Ora, uma sociedade acuada tem que agir de maneira inteligente, com as armas que têm, e o poder de pressão é a mais eficaz. Enquanto der vida mansa às autoridades por não exercer a sua, nada mudará. Já dizia o jornalista Luiz Antônio Soares que a sociedade é como o boi zebu, que não sabe a força que tem. O momento atual comprova que continua tendo razão.

As chamadas forças vivas da sociedade, se é que um dia existiram, parecem estar mortas.

Do leitor

18 de abril de 2012 1

"Valther,  estive dando uma rápida passada no site do Santa, na coluna Plantão. Em 10 notícias, 4 eram sobre assaltos - e acho que eram mais, pois nem todas são publicadas. Sempre são feitas rondas, mas ninguem é preso. E mesmo que fosse, de nada adianta  prender, pois eles são soltos e, pior, nem tem lugar no presídio.

Diante disso e pelo comentário que fizeste sobre aquele casal de Pomerode, fica uma pergunta "até quando a sociedade vai aguentar este desmando na questão da segurança?" Quando eu era menino, nós respeitávamos o policial, pois este era uma autoridade que nos protegia. Hoje os policiais são caçados pelos bandidos. Houve um inversão de valores. Sinceramente, dá vontade de desistir de ser brasileiro, pois estamos num estágio anárquico.

Fico preocupado com que país os meus netos irão encontrar daqui a alguns anos. Precisamos, sim, de heróis, mas não só no esporte e sim na sociedade. Lamentável que nossa querida Blumenau tenha se transformado numa vitrine para os bandidos escolherem quem irão assaltar hoje. Imagino o marginal acordando pela manhã, tomando um café e dizendo "até logo querida, vou assaltar um pouquinho, hoje irei pras bandas da Itoupava Seca, faz tempo que não passei por lá. Até a noite, beijo" e em contra partida a esposa diz "está bem, querido, mas não se atrase para o jantar, e se encontrar aquela pulseira que te pedi podes trazer; e não esqueça do computador para o júnior, ele está pedindo faz tempo, beijo"

Amigo Valther, há uma musica que fala em dado momento "que país é este?".

Até quando?

Atilano Laffin - Vila Itoupava"

Tomando conta

18 de abril de 2012 1

Dada a insistência dos leitores, vou insistir: os flanelinhas já começam a incomodar em Blumenau. Conta Rafael E. Werlich que na última sexta-feira foi abordado por um nas proximidades do Teatro Carlos Gomes. No domingo, a mesma cena defronte à Vila Germânica. Acontece com ele, acontece com todos. E cada vez mais, em mais locais da cidade. O direito de ir e vir, apesar dos engarrafamentos, ainda parece garantido. Já o de estacionar...

Será que passamos do ponto em que era possível evitar?

Império do medo

18 de abril de 2012 4

Cansado dos arrombamentos sofridos em sua residência, um casal que morou a vida toda em Pomerode está procurando novo endereço em Blumenau.

É a violência incontida traumatizando pessoas de bem – pessoas honestas, contribuintes – que se sentem desamparados pelo Estado e, por isto, agem movidos pelo instinto primitivo de toda vítima em potencial: fogem.

Sejamos francos, a segurança pública faliu.

Deu no jornal

16 de abril de 2012 3

Ex-diretor da Deic, Cláudio Monteiro assume Divisão de Repressão a Entorpecentes

Ué! As diárias irregulares que teria recebido só valeram para derrubá-lo do cargo anterior? Vai ver, a decisão foi mesmo política, e não administrativa, como foi alegado.

Eles não brigam

15 de abril de 2012 3

Não sei a quantas anda aquela brigalhada na cúpula da Segurança Pública; o que sei é que desde sexta-feira já são SEIS os ataques a caixas eletrônicos registrados em Santa Catarina.

Bandidos não brigam; atacam.


Farinha pouca, nosso pirão primeiro

14 de abril de 2012 4

Escrevi na coluna, comentei na TV , os leitores concordaram através de e-mails: chega de emprestar nossos policiais para eventos ou operações em outros municípios. Operação Verão, por exemplo.

Ora, se nem temos o suficiente para nós, como emprestar?  Ou o governo contrata o suficiente para cada município em relação à sua população, ou vamos parar com este rodízio. Não é culpa nossa se o cobertor é curto. Tudo bem, nossa representatividade política - aqui no Médio Vale - deixa a desejar, mas nem por isto temos que ceder o pouco que temos.

Então, se não for pedir demais, que cada um se vire com o que tem. Ou todos se levantem para dar um basta nesta carência de efetivos.

A propósito, adivinhem onde há mais policiais por metro quadrado em Santa Catarina?

Quem respondeu Florianópolis acertou!  Não é coincidência, claro...

Furdunço

09 de abril de 2012 3

Ninguém esperava que a exoneração do delegado Cláudio Monteiro do cargo de diretor da Deic em Santa Catarina fosse causar um racha deste tamanho dentro da Polícia Civil, muito menos a intensidade da reação popular.

Mas agora que o furdunço está feito, queremos mais é que nos esclareçam tudo, tintim por tintim. É impressão nossa ou tem cheiro ruim nesta história? O delegado mexeu com gente grande ou foi mesmo mera questão administrativa a causa da exoneração?

Conjecturas, conjecturas... o que torna ainda mais necessário o esclarecimento absoluto dos fatos. Caso contrário, a gente vai acreditar no nosso olfato.

Em tempo: continua valendo o recado "se vierem (os bandidos) serão presos; se partirem para o confronto, serão mortos, porque vamos matar."?



Antes que dê uma dúzia

03 de abril de 2012 2

Por volta das 4h30min, a 2ª DP de São José foi alvejada com pelo menos 25 tiros. Ninguém ficou ferido, mas os disparos marcaram as paredes, quebravam vidros e chegaram a atingir uma viatura que estava estacionada no local. No que depender da promessa da chefia da Polícia Civil catarinense, o ataque desta terça-feira contra uma delegacia na Grande Florianópolis não ficará impune.

Então tá, chefia.  Mas demorou. No período de aproximadamente um ano, unidades de segurança sofreram ao menos dez atentados em Santa Catarina. Delegacias de Polícia Civil, bases da Polícia Militar e até uma unidade prisional foram alvo de tiros, granadas e artefatos explosivos.