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Posts na categoria "Solidariedade"

Donos irresponsáveis

05 de janeiro de 2012 4

Evelin Huscher é uma protetora de animais em tempo integral, daquelas que arregaça as mangas e vai atrás. Junto com outros abnegados, faz existir e funcionar a Associação de Proteção aos Animais de Blumenau (Aprablu), que preside atualmente. Dela veio este relato indignado:

“Valther, veja só este exemplo de posse irresponsável de animais. Fui hoje de manhã com outra voluntária tentar resgatar uma cadela com filhotes na rodoviária de Blumenau, mas não a encontramos. Conversando com alguns taxistas de lá, eles nos disseram que muitos dos cães que perambulam por lá tem familias, mas ficam soltos andando pra lá e pra cá.

Este cão mestiço de chow chow (fotos ) é um exemplo. Ao postar foto dele no facebook, várias pessoas o reconheceram e disseram ser uma figura conhecida por lá e que mora perto do Shopping Park Europeu. Ficamos indignados com isso, pois muitos dos cães que andam pelas ruas de Blumenau não são abandonados, mas seu donos irresponsáveis permitem que perambulem por aí.

Fora aquele que fugiram por conta dos fogos de artifício.

‘ Quando nosso mundo for perfeito, todo cachorro terá um lar e todo lar terá um cachorro.’

Evelin Huscher, Blumenau”

Fotos: Evelin Huscher


E não é que ele existe?

21 de dezembro de 2011 1

Élio Lazzarotto, gaúcho que mora  em São Lourenço do Oeste, aqui na nossa Santa Catarina, é um Papai Noel autêntico. Aliás, bota o original no bolso.  Já distribuiu dois milhões de presentes e interagiu com mais de cinco milhões de pessoas, em 13 anos.

Se tiverem algum tempo disponível, acompanhem sua história:


Show pela vida

25 de setembro de 2011 1

“Esta música é dedicada aos atingidos pela enchente, em reconhecimento à força e à coragem, garra e determinação que trazem no coração, com esperança renovada e fortalecida diante de situações adversas, e com a plena certeza em resgatarem a paz e retomarem seus caminhos, devolvendo a sí e à cidade a beleza que lhe é característica. Assim é o show pela vida. Agradecimento ao amigo Tramontini Okeichon, quando sugeriu uma canção chamada ‘Show Pela Vida’.”

(Luiz Vicentini, compositor e cantor blumenauense)

Negros...

14 de setembro de 2011 1

Calma...

10 de setembro de 2011 12

Política partidária, quando mal exercida, é um saco. Em plena enchente sou convocado, através de e-mails, para dar um pau nos governos estadual e municipal por conta da cheia do rio, “uma vergonha!”.

Não é o momento, nem é bom o argumento.

Cheias são históricas. Habitamos um vale, nos esprememos entre rio e encostas, acontecerão sempre, ao sabor do clima. Sugiro esperar as águas se acalmarem e, enquanto isto, praticar um pouco de solidariedade. É o que o momento pede.

Depois a gente conversa.

(da minha coluna no Santa de papel, edição deste fim de semana)

Para refletir

06 de setembro de 2011 3

Nem só o México…

Verdadeiros torcedores

29 de agosto de 2011 2

A reação dos torcedores foi um alento, e prova que a maioria não faz parte da guerra estúpida e criminosa promovida por extremistas travestidos de torcedores dos times nacionais:

RIO – Torcedores de diferentes times estão fazendo uma corrente virtual positiva para a melhora do técnico do Vasco, Ricardo Gomes, que passou mal ontem durante o jogo do Flamengo e foi operado no Hospital Pasteur para drenar o sangue do lado esquerdo do cérebro após um acidente vascular encefálico hemorrágico. Desde a noite de domingo, várias fotos do treinador têm sido postadas no Facebook com frases de incentivo. O mais curioso é uma das montagens que tem feito mais sucesso foi produzida pelo flamenguista Vinícius José, que escreveu sobre a foto “Não importa o seu time, eu torço pela melhora de Ricardo Gomes”. Noutra, o treinador vascaíno aparece sobre o escudo do Flamengo com a frase “Raça, Ricardo Gomes, estamos com você!”. Em outra homenagem, o técnico aparece com a faixa de campeão da Copa do Brasil, com a mensagem “Ricardo Gomes, você é um exemplo de raça, amor e paixão pelo trabalho. Força, professor!”.

No Twitter, o termo “Cirurgia de Ricardo Gomes” chegou aos Trending Topics, e os torcedores estão usando a hashtag #ForçaRicardoGomes para apoiar o treinador.

(Fonte: O Globo)

Pausa para contemplação

12 de agosto de 2011 1

Hoje é sexta-feira, o tempo está comportado, a temperatura está amena, a semana está acabando. Que tal uma limpada na cabeça (por dentro, por dentro…) com alguns minutos de contemplação? Há mil mensagens neste vídeo, todas iguais. O cara que fez o registro era um poeta, só pode.


O plantador de ipês

07 de agosto de 2011 6

Há 3 anos o médico Adilson Tadeu Machado, munido de pá e enxada, começou a plantar mudas de ipê amarelo na barranca da Beira Rio, em Blumenau.

Algumas mudas foram destruídas por insensatos, Adilson replantou e replantou e replantou, e delas cuidou durante este tempo.

Eis como estão. Eis o Adilson e seus ipês amarelos:

(Fotos: José Geraldo Pfau)

Decisão bem fundamentada

18 de maio de 2011 4

Um garoto pobre, que perdeu o pai em um acidente de trânsito, pediu ajuda da Justiça Gratuita, mas um juiz negou. A negativa, por si só já comove, principalmente pela falta de humanidade. Só que, a decisão de um desembargador é ainda muito mais emocionante.

Decisão do desembargador José Luiz Palma Bisson, do Tribunal de Justiça de São Paulo, proferida num Recurso de Agravo de Instrumento ajuizado contra despacho de um Magistrado da cidade de Marília (SP), que negou os benefícios da Justiça Gratuita a um menor, filho de um marceneiro que morreu depois de ser atropelado por uma motocicleta. O menor ajuizou uma ação de indenização contra o causador do acidente pedindo pensão de um salário mínimo mais danos morais decorrentes do falecimento do pai. Por não ter condições financeiras para pagar custas do processo o menor pediu a gratuidade prevista na Lei 1060/50. O Juiz, no entanto, negou-lhe o direito dizendo não ter apresentado prova de pobreza e, também, por estar representado no processo por “advogado particular”. A decisão proferida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo a partir do voto do desembargador Palma Bisson é daquelas que merecem ser comentadas, guardadas e relidas diariamente por todos os que militam no Judiciário. Transcrevo a íntegra do voto:

“É o relatório. Que sorte a sua, menino, depois do azar de perder o pai e ter sido vitimado por um filho de coração duro – ou sem ele -, com o indeferimento da gratuidade que você perseguia. Um dedo de sorte apenas, é verdade, mas de sorte rara, que a loteria do distribuidor, perversa por natureza, não costuma proporcionar.

Fez caber a mim, com efeito, filho de marceneiro como você, a missão de reavaliar a sua fortuna. Aquela para mim maior, aliás, pelo meu pai – por Deus ainda vivente e trabalhador – legada, olha-me agora. É uma plaina manual feita por ele em paubrasil, e que, aparentemente enfeitando o meu gabinete de trabalho, a rigor diuturnamente avisa quem sou, de onde vim e com que cuidado extremo, cuidado de artesão marceneiro, devo tratar as pessoas que me vêm a julgamento disfarçados de autos processuais, tantos são os que nestes vêem apenas papel repetido. É uma plaina que faz lembrar, sobretudo, meus caros dias de menino, em que trabalhei com meu pai e tantos outros marceneiros como ele, derretendo cola coqueiro – que nem existe mais – num velho fogão a gravetos que nunca faltavam na oficina de marcenaria em que cresci; fogão cheiroso da queima da madeira e do pão com manteiga, ali tostado no paralelo da faina menina.

Desde esses dias, que você menino desafortunadamente não terá, eu hauri a certeza de que os marceneiros não são ricos não, de dinheiro ao menos. São os marceneiros nesta Terra até hoje, menino saiba, como aquele José, pai do menino Deus, que até o julgador singular deveria saber quem é. O seu pai, menino, desses marceneiros era. Foi atropelado na volta a pé do trabalho, o que, nesses dias em que qualquer um é motorizado, já é sinal de pobreza bastante. E se tornava para descansar em casa posta no Conjunto Habitacional Monte Castelo, no castelo somente em nome habitava, sinal de pobreza exuberante. Claro como a luz, igualmente, é o fato de que você, menino, no pedir pensão de apenas um salário mínimo, pede não mais que para comer. Logo, para quem quer e consegue ver nas aplainadas entrelinhas da sua vida, o que você nela tem de sobra, menino, é a fome não saciada dos pobres. Por conseguinte um deles é, e não deixa de sê-lo, saiba mais uma vez, nem por estar contando com defensor particular.

O ser filho de marceneiro me ensinou inclusive a não ver nesse detalhe um sinal de riqueza do cliente; antes e ao revés a nele divisar um gesto de pureza do causídico. Tantas, deveras, foram as causas pobres que patrocinei quando advogava, em troca quase sempre de nada, ou, em certa feita, como me lembro com a boca cheia d’água, de um prato de alvas balas de coco, verba honorária em riqueza jamais superada pelo lúdico e inesquecível prazer que me proporcionou. Ademais, onde está escrito que pobre que se preza deve procurar somente os advogados dos pobres para defendê-lo? Quiçá no livro grosso dos preconceitos…

Enfim, menino, tudo isso é para dizer que você merece sim a gratuidade, em razão da pobr eza que, no seu caso, grita a plenos pulmões para quem quer e consegue ouvir. Fica este seu agravo de instrumento então provido; mantida fica, agora com ares de definitiva, a antecipação da tutela recursal. É como marceneiro que voto.

JOSÉ LUIZ PALMA BISSON – Relator Sorteado”