Abril fechou, em números arredondados, com 315 mil carros novos vendidos, recorde do ano.
Deu pra sentir que os engarrafamentos só vão piorar?
Abril fechou, em números arredondados, com 315 mil carros novos vendidos, recorde do ano.
Deu pra sentir que os engarrafamentos só vão piorar?
Tudo tem solução, menos calçadas. Escolha um município brasileiro, pesquise e verá que é tudo muito igual. No Rio, cidade que recebe milhares de turistas do mundo inteiro, as calçadas são lastimáveis. Salvador é um desastre. Manaus é considerada a pior no quesito. E assim vai.
Porém, se não for encontrada uma solução, e rápida, a coisa vai ficar feia. Mais alguns milhares de carros na praça vai entupir de vez o trânsito, e andar a pé será a melhor opção de mobilidade urbana.
Vários leitores questionam os limites de velocidade alegando que as montadoras propagandeiam carros cada vez mais velozes. Dizem até que somos induzidos a enfiar o pé no acelerador. Não aceito o argumento, considerando que as regras de trânsito são feitas para o ordenamento da frota e defesa da vida. Têm, pois, precedência.
Há um caso, porém, que me parece absurdo: a liberação para o trânsito comum de motos bikes que atingem velocidade superior a 120 km/h já em primeira marcha. Com elas, é quase impossível circular no limite das velocidades permitidas. Feitas para pistas de competição, somente para lá deveriam ser liberadas.
Vou levar um pau dos meus amigos motociclistas proprietários de bikes, eu acho.
Respondendo ao questionamento de vários leitores, o Código de Trânsito Brasileiro desobriga* do uso de cinto de segurança os “veículos destinados ao transporte de passageiros em percurso que seja permitido viajar em pé.”
Caso dos ônibus urbanos.
*A não ser que tenham modificado o Código nestes últimos dias. No Brasil, nunca se sabe...
Olha aí, pessoal, as balizas sugeridas para evitar que carros estacionem sobre calçadas têm que ser providência do poder público. Nos casos em que cidadãos tomaram a iniciativa, a prefeitura de Blumenau mandou retirar.
E olha aí, vereadores: que tal um estudo sobre o assunto? Do jeito que a coisa vai o pedestre acaba ficando sem mobilidade. Que já não é muita.
Aos que são contra as lombadas eletrônicas e câmeras nos semáforos a coluna sugere um olhar atento para a Rua 7 de setembro, Centro de Blumenau.
Velocidades assustadoras e desrespeito ao sinal vermelho são constantes.
O arquiteto e urbanista Fabrício José Barbosa sugere uma solução simples e barata, já adotada em outros países, para o problema de estacionamento indevido de veículos sobre calçadas: balizas. Estacas fincadas verticalmente para marcar limite, apenas isto.
Aos que eventualmente alegarem que isto pode danificar carros que esbarrem nela é importante lembrar que calçada é território exclusivo de pedestres, e pessoas são mais importantes que carros.
Das motocicletas é cobrado um DPVAT escandaloso, sob a alegação de que motociclistas sofrem mais acidentes e por isto o seguro obrigatório têm que ser caro.
Tudo bem, há motoqueiros que pilotam de maneira suicida, mas, creiam, são minoria. A maioria se acidenta pelo péssimo estado das ruas e rodovias, por falta de sinalização adequada e até por barbeiragens de carros.
Debitar a tragédia só aos motociclistas não parece justo.
Assista. Você vai se emocionar. E refletir.