O município de Luis (Luiz?) Alves continua sem caixas eletrônicos, já lá se vão quase praticamente dois meses.
Os que tinha foram explodidos, estão lembrados?
O município de Luis (Luiz?) Alves continua sem caixas eletrônicos, já lá se vão quase praticamente dois meses.
Os que tinha foram explodidos, estão lembrados?
Os que promovem guerras não perguntam a seus povos se querem a guerra.
De uma amiga recebo a confidência de que não sai à rua sem levar na bolsa, para sua defesa pessoal, um equipamento portátil de choques de alta voltagem. Garante que não é a única, se bem que a maioria de suas conhecidas prefere o spray de pimenta.
Tenho para mim que não demora muito e o governo inventa uma nova campanha de desarmamento, desta vez proibindo aqueles equipamentos. Aí só restará o porrete, até que também sejam proibidos nesta compulsão de desarmar a população.
"Polícia de SC desmancha quadrilha que realizava assaltos a caixas eletrônicos"
Na verdade, desmanchou mais uma, porque são várias. Aos poucos a polícia está invertendo o placar. Daqui a pouco empata o jogo. E, mais adiante, pode até ganhar.
Estamos na torcida.
Uma perguntinha, apenas: como as quadrilhas encontram tanta facilidade para adquirir bananas de dinamite? Pelo que consta, é um produto controlado pelo Exército.
Sinto pena das crianças dependentes do crack, sem presente e sem futuro. Mas desprezo até a última gota os bacaninhas de carrões importados que sobem o morro para comprar cocaína e maconha. As crianças são vítimas do tráfico, os filhinhos de papai são os financiadores do tráfico. Suas festinhas de embalo embalam o comércio da morte. Dá nojo.
Na última segunda-feira policiais militares flagraram fila de carros (carrões) no alto do Morro do 25, em Floripa. Caminhonetes importadas, inclusive. Movimentação de compradores de drogas, segundo a PM.
Tudo bem que a pacata Blumenau de outrora não existe mais, a não ser em nossa saudade. A cidade cresce, os problemas também, em proporção até maior. Mas precisava ser tanto assim? No que toca à violência, está assustador.
Segunda-feira passada a bala comeu num terminal de ônibus, dois indivíduos localizaram um desafeto, um menor de idade, e sem se importarem com o aglomerado de pessoas, sacaram armas e dispararam. Ruins de pontaria, atingiram o pulso e o ombro do rapaz, que sobreviveu, e fugiram de moto.
Desta vez ninguém mais foi alvejado, mas ser atingido por bala perdida será questão de tempo. Chegamos a este ponto. As drogas, sempre elas, estão na raiz desta violência sem limite. E também a leniência das leis, que não metem medo na bandidagem.
Medo temos nós.
O que ontem só acontecia lá e alhures (ao dicionário, ao dicionário!) parece que agora está se transferindo para cá. Me conta Cinthia Canziani, aquela estrela e amiga que vocês todos conhecem, que ontem, quinta, a babá dos filhos dela (resguardo o nome) foi assaltada às 11h30m, plena luz do dia, portanto, na Rua Getúlio Vargas, aqui em Blumenau. Pô, na Getúlio Vargas, Centro! Um malaco com faca ameaçou e levou a bolsa. Na maior.
Segunda-feira passada o filho de uma amiga de Cinthia foi assaltado na Alameda Rio Branco. Três da tarde. Levaram a grana e o par de tênis. Semana passada um aluno do Ibes é que foi vítima de assaltantes, seis e meia da tarde, quando chegava para as aulas. Sempre no Centro, próximo de delegacias.
Cinthia conta ainda - e aí vem o paralelo cruel, o que era lá agora é aqui e vice-versa - que esteve em São Paulo, semana passada, e sentiu-se segura como há muito não se sentia. Policiais em cada esquina, ambiente tranquilo, parecia a Blumenau de ontem.
É... pelo visto e relatado, a violência veio para cá de mala e cuia. São Paulo endureceu, Santa Catarina dá mole, e olha no que dá!
Não é de hoje, desde meu tempo de estudante tenha opinião formada sobre trotes universitários: são estúpidos, humilhantes, doentios. Falta de respeito é a tônica.
A Fundação Universitária de Blumenau (Furb) proíbe a agressão desde os anos 90, o que quer dizer nada, pois a prática continua, embora não de maneira disseminada. Mas continua, e não só aqui, mas também aqui, para nosso desencanto.
Estou me referindo, claro, àquela maneira agressiva de tratar calouros. Tanta energia que poderia ser usada para causas nobres sendo desperdiçada não recomenda nem um pouco os que se dizem "veteranos".
Parem com isto, gente!
Ha muito bandido por aí que perdeu a oportunidade de fazer um teste vocacional. Tenho certeza que, tivesse se submetido ao teste, teria escolhido outra profissão. É que a incompetência está demais, principalmente aqui no Vale do Itajaí, mas não só aqui.
Exageram nos explosivos e detonam o caixa eletrônico, a grana contida pelo caixa eletrônico e, às vezes, até a sala do caixa eletrônico. É muita incompetência. Hoje, terça, bem cedinho, tentaram assaltar uma empresa de ônibus na Rodoviária de Blumenau. Saíram sem um tostão. Falha no planejamento.
Mas, como disse, não é só aqui. Bandido brasileiro é esculhambado. O vídeo não me deixa mentir. Seria cômico se não fosse trágico. A gente ri de nervoso.
Meninos, eu vi: hoje pela manhã, na Rua Getúlio Vargas, Centro de Blumenau, um cidadão chamou a atenção de um sujeito que acendeu o último cigarro do maço e, na maior, jogou o maço vazio na calçada.
A reação do sujeito foi violenta, partiu para palavrões em altos brados e por pouco não agrediu fisicamente o outro. Tamanha falta de civilidade constrangeu todo mundo que assistiu à cena.
Estúpidos sociais existem aos montes, e cada vez mais. E enchem o saco.