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O mestre não manda

01 de agosto de 2010 6

Professor que se auto-intitula “da antiga” diz que muito do péssimo comportamento dos alunos em sala da aula se deve à falta de pulso de alguns professores. Segundo ele, cabe ao mestre deixar bem claro a hierarquia: na sala de aula, quem manda é o professor e ponto final.

Publiquei esta nota em minha coluna no Santa do fim de semana. Achei interessante o ponto de vista que ainda não tinha sido abordado na discussão sobre o comportamento da garotada em sala de aula.

Mas fico imaginando a dificuldade do professor que resolver adotar a linha dura. Como lidar com a pressão que certamente virá do comando do colégio, que tem a educação como negócio onde o freguês sempre tem razão? E os pais, que não reconhecem o professor como mestre? E a turma dos direitos humanos, que exagera sempre? E a própria legislação, que já chegou ao ponto de poribir até palmadinhas corretivas?

Quer saber? Duvido que alguém consiga estabelecer que quem manda em sala de aula é o professor. No mínimo vai perder o emprego. Isto se não for processado ou apanhar de alunos.

Temos que admitir: a inversão de valores foi brutal.

A puxada deles

07 de maio de 2010 3

Dragster é um veículo leve com motor extremamente potente, especialmente projetado para prova de arrancada em retas com um quarto de milha. Surgiu nos Estados Unidos na década de 40.

Como tudo que o “império” faz é copiado mundo afora, notadamente no Brasil, temos aqui os arrancadões. Não usamos os dragsters, que aquilo é coisa de país rico. Vamos de fuscas envenenados a mavericks turbinados. Até aí, nada de mais, cada um se diverte com o que tem.

Difícil é achar graça neste tipo de competição. No entanto, tem que ache, e a eles é dado o direito de achar.

Mas o que dizer de Arrancadão de Carroças? Isto mesmo: de carroças. O cavalo é que se estrepa. Dá para imaginar como ele é convencido a correr como um desesperado (literalmente) num trecho curto e no mais curto espaço de tempo.

Pois tal modalidade existe, no município de Tapira (PR). Em dezembro acontecerá a sexta edição do evento.  Com cobertura de redes de televisão.

(Foto: divulgação)

Não deu certo

28 de abril de 2010 5
Florianópolis (28/04/2010) – PROCURADORIA GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA

Um empresário de Blumenau forjou uma ação trabalhista contra sua própria firma para evitar ser cobrado por dívidas com o fisco estadual.
Em 2002, diante de um débito de ICMS de cerca de R$ 1 milhão, o sócio de uma fábrica de máquinas protocolou ação na Justiça do Trabalho pedindo indenização por suposta falta de pagamento dos direitos trabalhistas, como FGTS e horas-extras. Ele alegava ser o almoxarife da empresa.

Ao longo da ação, a firma deixou vencer os prazos processuais e, passivamente, reconheceu o débito. O suposto almoxarife ganhou a ação e conseguiu a penhora do imóvel da empresa em seu favor, avaliado na época em R$ 300 mil. Assim, com o encerramento da firma, o Fisco teria poucas chances de cobrar a dívida.

Porém, a estratégia foi descoberta pela Procuradoria Geral do Estado de Santa Catarina (PGE), que representou junto ao Ministério Público do Trabalho (MPT) da 12ª Região, em SC. Posteriormente, o MPT propôs uma Ação Rescisória no Tribunal Regional do Trabalho da 12ª Região. No processo foi possível provar a fraude e, recentemente, a Corte modificou a decisão de primeiro grau, julgando procedente a ação ajuizada pelo MPT.

Os juízes do TRT ficaram convencidos que apesar de o reclamante ter afirmado ser o almoxarife, era, de fato, o administrador da empresa. Por outro lado, pouco tempo depois de fechar a fábrica, o empresário abriu uma outra para atuar no mesmo ramo de negócios, sendo ele o sócio-gerente. As empresas se localizam praticamente no mesmo endereço, pois uma rua faz esquina com a outra.
O salário que o réu dizia ganhar na época como almoxarife, R$ 3,7 mil, também chamou a atenção dos procuradores e dos juízes do TRT: era três vezes maior que a média recebida por esses profissionais na região.

Na decisão, além de julgar improcedente a reclamatória trabalhista, o réu foi condenado a pagar multa equivalente a 1% do valor da causa, por litigância de má-fé. Por outro lado, o TRT remeteu cópia do processo ao Ministério Público Federal para apurar os indícios de estelionato, falsidade documental e crimes contra a administração da Justiça.
Com a sentença, o imóvel do réu fica liberado da preferência que os créditos trabalhistas têm em relação aos demais credores. Assim, a partir de agora, o bem serve como garantia das execuções fiscais da Fazenda estadual.

(AT-RES 00018-2005-000-12-00-9)