Foto: Cristiano Sant'Anna, indicefoto.com, divulgação
Ponto de encontro das diferentes tribos da tecnologia - de robótica, modding e games a mídias sociais, desenvolvimento e artes digitais -, a Campus Party é oportunidade de assistir a palestras, navegar em uma internet de alta velocidade e trocar ideias com outros 7 mil campuseiros. Muito por causa disso, outra boa maneira de enxergar o evento é como palco para empreendedorismo.
Que o diga o Migre.me, um dos mais populares serviços de encurtamentos de URLs no Brasil. Foi na Campus Party de 2009 que Jonny Ken teve a ideia de criar o serviço, algo integrado com o Twitter, permitindo contabilizar quantas vezes uma URL foi clicada e compartilhada.
Com um exemplo desses, até fica fácil entender por que Mario Teza - o gaúcho que comanda no Brasil a Futura Networks, empresa espanhola que criou a Campus Party - refere-se ao evento como "celeiro de projetos inovadores".
- A grande atração é e sempre será o campuseiro – enfatiza, em entrevista ao blog.
A Campus Party também foi fundamental na trajetória da Mobiclub, de Pernambuco, que recebeu na edição de 2011 financiamento de R$ 100 mil da Telefônica como prêmio do consurso "Campuseiros Inventam", em que apresentaram um projeto de uma aplicação móvel para evitar que os usuários encarem filas na hora de pagar contas em bares e restaurantes. Bruno Inojosa, da Mobiclub, diz que a empresa havia sido criada pouco tempo antes do evento para colocar no mercado um projeto desenvolvido para uma cadeira de inovação da faculdade.
- Como éramos estudantes na época, tivemos a oportunidade de ganhar experiência no ponto de vista de negócios e fazer muito networking durante o evento - conta.
Em 2012, há ainda mais incentivos. Oficinas como "10 passos para encantar o investidor" e "Cinco desafios do empreendedor" fazem parte da programação. Neste ano, há até um palco voltado para atividades de empreeendedorismo. Em uma tentativa de se aproximar com jovens empreendedores (83,3% dos campuseiros têm até 29 anos), o Sebrae intensificará suas ações no evento. O Wayra Brasil, iniciativa da Telefônica/Vivo para identificar e reter no país talentos nas áreas de inovação e tecnologia, está promovendo um concurso que financiará projetos e levará campuseiros para o Vale do Silício.
O foco em empreendedorismo está ainda relacionado com a própria estratégia da Campus Party, cujas pretensões vão além de um evento de tecnologia. Eles querem ser vistos como promotores de inovação aberta, a partir de iniciativas como, por exemplo, o desafio realizado em 2011 em parceria com a prefeitura de Porto Alegre (na ocasião, campuseiros foram convidados a apresentar projetos de como tornar a capital gaúcha mais inovadora).
- Presencialmente, a Campus se dá durante uma semana no ano. Mas com essa plataforma de inovação aberta, nós podemos trabalhar questões de tecnologia e inovação durante o ano todo - afirma Daniela Costa, diretora de marketing da Futura Networks do Brasil.


Comentários