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O Pinterest é tudo isso mesmo?

27 de fevereiro de 2012 0

Crédito da imagem: reprodução

Admito: tenho torcido o nariz o quanto posso para toda essa euforia online em torno do Pinterest, uma rede social que funciona como um espécie de mural virtual para organizar e compartilhar imagens de coisas bacanas com as quais você se depara online. Logo eu que sempre me empolgo com os hypes internéticos da vez… Pois é, essa minha falta de entusiasmo pelo Pinterest é algo que tem martelado minha cabecinha.

Para começar, é preciso deixar claro que o Pinterest não é uma NOVA rede social. Existe desde 2010 e chegou a figurar em uma lista da revista Time de 50 melhores sites de 2011. Em janeiro, ultrapassou a barreira dos 10 milhões de usuários nos Estados Unidos (11,7 milhões, crescimento de 56% em um mês, conforme a empresa de pesquisas de mercado comScore). Agora já se fala até no Pinterest como “a rede social do ano de 2012″. Cedo demais, eu diria.

O que considero mais interessante é que não foram os early-adopters de tecnologia que puxaram esse frenesi todo sobre o Pinterest – ele é forte entre donas de casa do Meio-Oeste americano. Há estatísticas que dizem que 80% dos usuários são mulheres. Temas como moda, arquitetura, decoração, bichinhos e paisagens dominam. De qualquer forma, o conteúdo que você encontrará lá depende muito das pessoas e murais que você decidir seguir.

O apelo visual é mesmo o grande chamariz desta rede social. É uma lindura passear pelos murais do Pinterest. A favor, também conta o fato de que é muito fácil compartilhar conteúdo (“pinar”, no jargão do site) – é só baixar um plugin para o seu browser de internet, o que facilita muito. Também há app para iOS.

Outra pergunta que pinta em uma hora dessas é se precisamos – e temos tempo – para mais uma rede social. É angustiante, eu sei bem.  Parece que quanto mais redes sociais são criadas e menos tempo nos sobra para estarmos em tantas redes sociais, mais espaço há para novos sites do tipo nos fisgarem.

É preciso levar em conta que há duas categorias de redes sociais: as generalistas, tipo o Orkut, Facebook, Google Plus, que são as que querem ser o centro de nossa vida digital, lugar para falar com os amigos, postar fotos, jogar, se comunicar, informar etc. Essas redes nós não podemos ignorar, mas dessas também já estamos saturados.

O mesmo não vale para os sites de nicho. Há redes sociais para traição, para animais de estimação, para agricultores, só para pessoas bonitas e os mais variados assuntos. Getglue, Foursquare, Foodspotting e Instagram também são exemplos de redes sociais de nicho. O que vai determinar o nosso interesse é o nicho em si. Ou seja, é o que vai determinar você morrer de amores pelo Pinterest ou não. Se for algo que nos agrade, pode sim se tornar uma rede social indispensável em nossa experiência online.

Por isso não me entendam mal: reconheço que o Pinterest é um fenômeno e tanto. Ainda vamos ouvir muuuuuuuito dessa rede social em 2012. É mesmo um serviço interessante, lindão, mas não é algo com o potencial – pelo menos no meu caso – de mudar toda uma experiência online.

Por isso deixo o alerta: diante da euforia que há em torno do Pinterest, não dá para esquecer que se trata de uma rede de nicho. Apenas mais uma.

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Aos fãs do Pinterest, dá para acompanhar os posts deste blog também por lá, seguindo pinterest.com/blogdavanessa.

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