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Facebook na onda das app stores

09 de junho de 2012 0

Imagem: reprodução

A mais recente novidade no Facebook é uma central de apps (facebook.com/appcenter), onde foram destacados mais de 600 aplicativos que se integram à rede social, seja via browser, timeline ou dispositivo móvel.

Pegar carona no sucesso das app stores (lojas de apps) é decisão estratégica. Faz sentido. E não significa que o Facebook quer concorrer, por exemplo, com o Google Play ou a Apple App Store. A ideia ali é direcionar para o download nesses ambientes. Funciona como uma central de recomendações.

Volto e meia comento aqui no blog o que acho o grande desafio do mundo dos apps: com tanta opção, como separar o joio do trigo? As duas lojas de apps mais populares para dispositivos móveis contam com seções de apps recomendados, mas a do Facebook vai além, porque não sugere apenas para dispositivos móveis. A maior vantagem ali é que oferece sugestões mais personalizadas: por exemplo, há uma seção dedicada apenas aos aplicativos que são populares entre os seus amigos.

A grande jogada do Facebook está no fato de que cada vez mais nossa atividade online é baseada em apps, não em browser. No mundo móvel, isso é ainda mais evidente. Os aplicativos são a principal razão para quem alguém comprar um smartphone, aponta uma pesquisa da Ericsson no Brasil, Rússia e Índia. Sete em cada 10 usuários usam apps para acessar a internet diariamente por esses aparelhos. O mesmo estudo aponta que dois em cada cinco usuários raramente ou nunca visita uma loja oficial de aplicativos, e prefere fazer o download em sites de terceiros e fóruns.

Também é de se levar em conta que há cada vez mais lojas de apps espalhadas por aí. A Apple tem as suas para iOS e Mac. Há o Google Play para dispositivos com Android. A Chrome Web Store é um sucesso danado. A Windows Store é um dos grandes destaques do Windows 8, a nova versão do sistema operacional mais popular do mundo. Até Amazon, Intel e Skype têm suas próprias apps stores.

Não se trata apenas de facilitar a vida dos usuários. Ser o guardião de nosso acesso a apps é quase como controlar a nossa experiência online. E parece que é nisso que a rede social mais popular do planeta está de olho.

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