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Dirigir ou ter internet: o que você prefere?

11 de junho de 2012 0

O que é mais importante para você: contar com um smartphone ou com uma carteira de motorista?

Faço a pergunta instigada por uma reportagem que acabo de ler na edição desta semana da revista canadense MacLean’s chamando a atenção para a queda no número de jovens que estão tirando carteira de motorista nos Estados Unidos e no Canadá.

A reportagem cita um estudo do Gartner com jovens de 18 a 24 anos nos Estados Unidos em que 46% disseram que optariam por internet se estivessem que escolher entre isso ou um carro. No Canadá, o percentual de pessoas entre 25 a 34 anos com carteira de motorista caiu de 92% em 1999 para 87% uma década depois, segundo um estudo do Instituto de Pesquisa em Transporte da Universidade de Michigan, também citado pela MacLean’s.

A reportagem aposta na internet como a grande razão pela queda no interesse dos jovens em dirigir. Em parte, eu concordo. É verdade que podemos resolver online muitas coisas que antes exigiriam sair de casa, como fazer compras e pagar contas. Por isso, depende-se menos hoje de meios de transporte. Mas sou contra o argumento de que a comunicação online diminui a necessidade de estar com os amigos presencialmente, visto como motivo pelo qual os jovens estariam menos interessados em ter carro.

Os especialistas ouvidos pela reportagem sugerem que, embora dirigir seja associado pelos jovens como um símbolo de liberdade, a noção de liberdade hoje está mais ligada ao fato de estar conectado. Faz sentido. Eu mesma sou da opinião que dirigir, de certa forma, tira a liberdade: se você pretende sair com os amigos para beber, terá mesmo que deixar o carro em casa. O veículo é ainda um fardo se formos levar em conta a dificuldade em encontrar vagas para estacionar, os preços abusivos de estacionamentos ou o que é uma triste e corriqueira realidade em cidades como Porto Alegre: ser EXTORQUIDO por um flanelinha.

Pesa ainda o fato de que dirigir é atividade offline. Para atrair o público jovem, a indústria automobilística até tem apostado cada vez mais em soluções de conectividade nos veículos. Querem, por exemplo, que o carro seja uma extensão do smartphone. Possivelmente querem que pessoas como eu não achem dirigir algo tão chato.

Digo isso porque eu não dirijo. Não tenho vontade nem vejo necessidade em ter uma carteira de motorista. E mais: o bom de viajar no banco de carona, pegar um táxi ou um ônibus é poder contar com a companhia do smartphone – ou do tablet, e-reader ou até mesmo laptop. Então me respondam: dirigir para quê?

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