Crédito da imagem: Airtime, reprodução
Compartilhei minhas impressões sobre o Airtime na coluna desta semana na ZH impressa:
Em questão de minutos, passam pela tela do meu computador pessoas da Índia, Holanda, Austrália e do estado americano de Montana. Com umas converso mais, mas se não gostar de alguém, é só clicar em "Next" (Próximo) que uma nova pessoa surge na minha frente.
A brincadeira atende pelo nome Airtime (www.airtime.com). Trata-se de um aplicativo de videochat lançado na última semana que, conectado ao Facebook, permite conversar com seus amigos ou, o que é mais legal, com estranhos aleatórios. É possível filtrar, por exemplo, se você quer interagir com pessoas da redondeza ou com aquelas com que partilham os mesmos interesses (levando em conta seus dados do Facebook).
A novidade lembra um pouco como era a internet antes do boom das redes sociais, em que o que mais fazíamos online era conversar com estranhos com quem partilhávamos interesses. Com as redes sociais, a ideia central é interagir com pessoas com quem a gente conhece. Já o Airtime quer tornar a experiência de uso do Facebook mais divertida. Lá o grande barato é o fator surpresa: você fica ansioso pelo que vem pela frente a cada clique no "Next". É mesmo uma plataforma interessante para conhecer novas pessoas e dar boas risadas. Conversei com um músico e um empreendedor querendo divulgar os seus projetos, com analistas de mídias sociais tentando ver como as empresas em que trabalham podem aproveitar o serviço, vi até gente almoçando.
- Isso agora é o que faço por diversão. Estou viciado - me contou um guri de San Francisco, Califórnia.
Pois acreditem: pode mesmo ser viciante. Afinal, cada "Next" revela uma história diferente:
- Faz de conta que estou usando óculos 3D - disse a guria da imagem estampada no início deste post, que estava em Nova York e contava com o acessório para esconder um pouco do seu rosto.
A favor do serviço, pesa ainda o fato de ter sido criado por Sean Parker e Shawn Fanning, os mesmos caras que revolucionaram a indústria fonográfica com o Napster. E também é importante levar em conta que os algoritmos do Airtime pretendem evitar, por exemplo, pessoas sem roupa em frente à webcam, algo que acabou gerando uma fama negativa para o Chatroulette, um serviço similar em que o Airtime foi inspirado.



Não é só pessoas da Índia, Holanda, Austrália. Também tem uma galera aqui no Brasil que curte!
Eu adorei! :D
Chatroulette é igaul e ja existe ha ANOS.