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A lição deixada pela venda do Digg

13 de julho de 2012 0

O site de compartilhamento de notícias Digg já foi o bambambã das mídias sociais em uma época que essa área recém engatinhava, bem antes da popularização de Facebook e Twitter. Em 2006, Kevin Rose, o fundador do Digg, chegou a estampar uma capa da revista americana BusinessWeek com uma chamada que eu traduziria da seguinte da forma: “Como este guri conseguiu 60 milhões de dólares em 18 meses?”

Crédito: BusinessWeek, reprodução

Pois hoje Kevin Rose nem se dedica mais ao Digg. Deixou a empresa em 2011 e atualmente trabalha no Google Ventures.  E mais: nesta quinta-feira, no que promete ser uma nova era para o Digg, foi anunciada a venda do site para a Betaworks, uma empresa de Nova York que é dona do Bit.ly, um popular serviço de encurtamento de URLs, e do News.me, um agregador de notícias para iPad.

Desta notícia, o que mais chama a atenção é o valor do negócio: 500 mil dólares, segundo o Wall Street Journal. Um valor irrisório não só se comparado com os 60 milhões de 2006. Fala-se que, em 2008, o Google estava interessado em pagar 200 milhões de dólares pelo Digg. A lição que isso deixa? Timing é tudo!

O Digg foi lançado no final de 2004, uma época em que a produção de conteúdo por internautas começava a explodir via blogs, a tal da “web 2.0″. O que esse serviço faz é tentar determinar relevância online ao apresentar um ranking de posts e notícias de acordo com os votos dos usuários.

Crédito: Digg, reprodução

Por isso eu acho que o mais importante deste negócio envolvendo o Digg é o recado que ele manda, principalmente ao Facebook, já que a rede social de Mark Zuckerberg é hoje o grande nome da internet: na velocidade que o setor de tecnologia avança, ser pioneiro ou badalado online podem não significar nada em um futuro próximo. Amanhã, você pode ser o Digg, valendo só uma pequena parcela do que foi um dia.

Parece uma triste realidade, mas essa é uma faceta da internet que as pontocom jamais podem esquecer.

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