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Um pinguim para chamar de seu

25 de julho de 2012 0

A melhor forma de entender o que são as distribuições do sistema operacional GNU/Linux é pensá-las como diferentes “sabores” da plataforma. Há sabores para todos os gostos. Então, se você perguntar a um usuário do GNU/Linux por quais distribuições ele já aventurou, não estranhe se a resposta for longa. É mesmo comum experimentar várias delas até achar a mais adequada as suas necessidades e preferências, ou seja, um Linux para chamar de seu.

Essa característica do mundo Linux é decorrência do fato de ser software livre, em que o código-fonte (a receita do software) pode ser visto, copiado, modificado e distribuído livremente, permitindo assim criar distribuições com diferentes focos. Mas será que isso não acaba sendo confuso para aqueles que desejam dar os primeiros passos no mundo Linux?

- Pela ótica de que as pessoas estão acostumadas com um conjunto pronto, sim – responde Rodrigo Troian, coordenador de conteúdos do 13º Fórum Internacional Software Livre (Fisl13).

Testes como um oferecido em http://tinyurl.com/testelinux tentam ajudar internautas a escolher a distribuição voltada ao seu perfil. Mas a dica de Troian é ter calma e se divertir testando:

- O Linux é ótimo para curiosos – afirma.

É o caso do desenvolvedor Álvaro Justen, 25 anos, de Niterói (RJ), que se aproveita dos diferentes focos possibilitados pelos sabores do Linux. Ele usa Ubuntu em um laptop devido à facilidade característica dessa distribuição. Em um servidor que possui, colocou o Debian por causa da estabilidade que oferece. Já no desktop, a escolha foi o Arch Linux pelo controle e rapidez proporcionada.

- Não ia instalar o Arch no computador da mãe. Com o Linux, você tem liberdade de escolher a distribuição de acordo com o foco. Há mais flexibilidade – resume Justen, que deu os primeiros passos no mundo Linux com o Kurumin, a extinta distribuição nacional.

O estudante de análise de sistemas Alisson Silveira, 18 anos, de Alegrete,  já passou pelo Kubuntu, Debian, Mandriva e Open Suse, mas hoje é usuário do Ubuntu. Entre os motivos, a facilidade de instalação e uso, além do fato de que essa distribuição tem uma comunidade de apoio bem grande. É que o Ubuntu é o “sabor” Linux mais conhecido. Distribuições como RedHat e Suse são forte em nível empresarial, e o Debian é bastante usado em servidores. Entre usuários domésticos, o Mint é outra distribuição que está ganhando cada vez mais atenção.

As especificidades das diferentes distribuições do GNU/Linux e como a comunidade brasileira contribui com elas serão tema de um painel que será realizado no sábado, às 11h15, em uma parceria do Fisl13 e da Campus Party Recife. Em Porto Alegre, estarão usuários do OpenSuse, Gentoo e Fedora; em Recife, defensores do Ubuntu e do Debian. A atividade terá transmissão ao vivo pela internet (vejam como acompanhar o Fisl13 sem sair de casa).

* Texto da coluna Tecnologia na Cabeça desta quarta-feira no ZH Digital, com adendos. Crédito da foto: Tadeu Vilani, banco de dados, Zero Hora

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