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Você não está no Facebook?

09 de agosto de 2012 0

Crédito da foto: Joel Saget, AFP

James Holmes, acusado de matar 12 pessoas em uma sessão de cinema no mês passado em Aurora (EUA), não tinha conta no Facebook. Anders Breivik, julgado pela morte de 77 pessoas na Noruega em 2011, também não usava a rede social de Mark Zuckerberg. Junte os pontos e você chegará A RIDÍCULA CONCLUSÃO de que não estar no Facebook pode significar problemas mentais. Pois o assunto foi levantado por uma publicação alemã chamada Der Tagesspiegel, e agora está gerando debate online (foi discutido, por exemplo, na Forbes, no Mashable e no DailyMail).

Bem, eu também tenho meus pitacos sobre o que a ausência de perfil no Facebook pode dizer sobre você:

1) Evitar o Facebook pode significar que você tem coisas mais importantes para fazer. Convenhamos: redes sociais são dispersivas, têm o poder de consumir com o nosso precioso tempo.

2) Evitar o Facebook pode significar que você preza a sua privacidade. O quanto nos expomos online é um assunto para o qual ainda temos muito que amadurecer. Por isso, pisar no freio enquanto ainda dá tempo não parece uma ideia tão ruim assim.

3) Evitar o Facebook pode significar que você não compactua com certos valores e práticas de Mark Zuckerberg e sua equipe. O Facebook é uma rede social que está sempre nos empurrando algum novo recurso goela abaixo, muda as coisas sem nos avisar (por exemplo, quando mudou o endereço de e-mail na página de perfil). No Brasil, ganharam notoriedade os casos de pessoas que tiveram suas contas no Facebook suspensas por ter compartilhado notícias sobre a Marcha das Vadias (as fotos de participantes da manifestação foram consideradas conteúdo impróprio pela rede social).

4) Evitar o Facebook pode significar que você não cede a certas pressões sociais, que você não é “maria vai com as outras”.

5) Por fim, evitar o Facebook significa que você terá que aprender a lidar com o estranhamento alheio quando você diz que não, você NÃO TEM um perfil na rede social mais popular do planeta. Hoje isso soa quase como se você não existisse na internet.

Dito isso, confesso uma certa inveja de quem se dá o luxo de cometer um “Facebookicídio”: você não se incomoda com solicitações chatas de aplicativos, nem precisa se preocupar em se desmarcar de certos posts e fotos em que seus contatos insistem em lhe “taggear”.

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