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Quando a internet faz o papel da escola

28 de agosto de 2012 0

Crédito da foto: Anik Suzuki, Grupo RBS

Aproveito o lançamento nesta terça-feira de uma bandeira institucional do Grupo RBS em prol da educação, uma campanha da qual eu visto a camiseta com muito gosto, para mencionar uma paixão minha nos meus tempos de colégio: as feiras de ciências.

Foi uma experiência que ajudou a moldar o meu futuro. Foi algo que me abriu uma janela para o mundo em tempos aqueles sem Google e Wikipedia.

Por isso, acredito muito no papel das feiras de ciências nas escolas como um meio de potencializar entre jovens estudantes a curiosidade e a incessante busca por respostas. E também por isso sou grata pela sorte de ter contado – lá nos anos 90 – com professores que me incentivaram a questionar e a querer sempre aprender mais.

Voltando para 2012, não dá para ignorar que a internet está contribuindo para uma inversão nas relações de poder na sala de aula. Muitos educadores não estão preparados para acompanhar seus alunos de uma geração que já nasceu digital. Esse é um dos grandes desafios para as escolas.

Um exemplo escancarado é o episódio envolvendo Isadora Faber, uma estudante de 13 anos de Florianópolis que criou uma página no Facebook para denunciar os problemas de sua escola (www.facebook.com/DiariodeClasse). Está surtindo efeito, a ponto de a secretaria de Educação do município ter convocado a direção da escola para dar explicações.

O que achei mais chocante lá não foram os relatos sobre as condições precárias da escola, mas sim a intimidação que a guria está sofrendo de “professores” (coloco o termo entre aspas para não ofender aqueles que são dignos de serem chamados como tais). No caso de Isadora, a internet está alimentando o sonho de que é possível mudar o mundo, mas esse devia ser o papel também da escola.

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