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E os 6 bilhões sem Facebook?

10 de outubro de 2012 0

Crédito da foto: Ted Aljibe, AFP

Uma rede social com 1 bilhão de usuários ativos – feito atingido pelo Facebook na última quinta-feira – é algo que impressiona, só não dá para esquecer das outras 6 bilhões de pessoas que não estão no Facebook.

Dois terços da população sequer estão incluídos digitalmente. Dados da International Telecommunication Union apontam que o número de internautas no mundo chegava a 2,3 bilhões no final de 2011. É de se levar em conta ainda que o Facebook tem acesso bloqueado em alguns países, inclusive no maior mercado de internet do mundo, a China. Os chineses contam com suas redes sociais próprias, como o Qzone (qzone.qq.com) e o Renren (renren.com).

Entre pessoas conectadas, as redes sociais ganharam o status de centro de suas vidas digitais, ganhando cada vez mais adesão até de crianças. Um indicativo disso vem de um estudo divulgado na semana passada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil: 42% dos internautas brasileiros de 9 e 10 anos já contam com perfil próprio em sites do tipo.

Como o Facebook virou a maior referência no assunto, é como se não estar no Facebook fosse quase como não estar na internet. É exagero, mas quem opta por um “facebookcídio” tem que lidar com uma nova espécie pressão social:

- Geralmente as pessoas estranham. Alguns reclamam porque fica mais difícil entrar em contato comigo. Na prática, o que acontece é que ficam “obrigados” a me mandar um e-mail – relata o desenvolvedor de software André Valenti, 26 anos, que deletou sua conta no Facebook há seis meses.

Valenti tinha aderido ao site em 2011 por insistência de parentes que queriam ficar por dentro das novidades de sua vida. Ficou empolgado no início, mas depois se deu conta de que o Facebook estava consumindo muito de suas horas livres.

Rede sociais são dispersivas, e nem todo mundo tem tempo e a paciência necessária para ficar lidando com notificações chatas ou a enxurrada de informações irrelevantes compartilhadas online. Para muitos internautas que dizem não às redes sociais, outro fator que pesa é a preocupação com privacidade e, portanto, segurança. No caso do Facebook, também há cada vez mais descontentamento de usuários com práticas da rede social, como os recursos que vai empurrando de uma hora para a outra sem avisar, ou como ganha dinheiro às custas do que compartilhamos lá.


Quer saber mais sobre a vida sem Facebook?

A dica do blog é dar uma conferida no projeto 100face.com.br (imagem acima), que reúne cem brasileiros contando a experiência de ficar cem dias sem o Facebook. Pelos relatos, há quem não aguentou sequer duas semanas e teve recaídas…

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