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Mais concorrentes na guerra dos smartphones

09 de janeiro de 2013 0

Há espaço para mais um sistema operacional móvel? Essa pergunta é inevitável diante de notícias deste início de ano: vem mais gente na briga contra o iOS, da Apple, e o Android, do Google.

Quem também quer uma lasquinha do mercado de smartphones é o Ubuntu, distribuição Linux mais popular. A Canonical, desenvolvedora da plataforma, prevê o lançamento dos primeiros aparelhos com o Ubuntu OS até o final do ano (imagem). O mais interessante é que a plataforma promete oferecer uma experiência completa de desktop ao conectar o telefone a um dock para uso com monitor, teclado e mouse.

Crédito da imagem: Canonical, divulgação

Outra investida é liderada por ninguém menos que a fabricante que mais vende smartphones no mundo, a Samsung. A companhia se uniu à Intel no projeto de código aberto Tizen, herdeiro do MeeGo (plataforma que tinha sido abandonada pela Nokia). A expectativa é que os primeiros aparelhos com o Tizen sejam lançados ainda em 2013 pela operadora japonesa NTT Docomo. A estratégia da Samsung é diminuir sua dependência do Android, o que faz ainda mais sentido desde que o Google comprou a Motorola Mobility em 2011.

A disputa para ser a terceira grande marca do mundo smartphone tem outros concorrentes de peso. A Microsoft, que tem investido pesado no Windows Phone, ganhou fôlego com a parceria com a Nokia na série Lumia. A Mozilla prometeu o Firefox OS, com foco em apps HTML5, para aparelhos de entrada em países em desenvolvimento, começando pelo Brasil. E não dá para esquecer da RIM e de sua aposta de voltar ao páreo com o BlackBerry 10, que será lançado no final deste mês. Se de um lado é bom para o consumidor ter mais opções além da dicotomia Apple versus Google, muita fragmentação do mercado só complica a escolha.

O que torna um smartphone desejável vai além do hardware e do sistema operacional. É preciso um bom ecossistema – leia-se, apps. Hoje em dia, quem desenvolve aplicativos móveis começa por iOS e Android, as duas plataformas que mais importam.

O sucesso de um novo sistema operacional para smartphone está muito ligado ao interesse de desenvolvedores em criar coisas legais para essas plataformas. O Tizen aposta no HTML5 para a criação aplicações que rodem em múltiplos dispositivos. No caso do Ubuntu, a Canonical argumenta que será muito fácil criar apps nativos que funcionem tanto em desktop quanto no telefone, e também será possível adaptar apps em HTML5 para a plataforma. Mesmo assim, não é de uma hora que se constrói todo um ambiente favorável de apps.

* Texto da coluna desta semana no caderno ZH Digital

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