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Aaron Swartz e a cruzada por dados abertos

14 de janeiro de 2013 2

Impossível não se comover com a história de Aaron Swartz (foto).

Foi um guri prodígio que, aos 14 anos, ajudou a criar o sistema RSS (que permite assinar sites para receber as suas atualizações). Foi também um dos fundadores do agregador de notícias Reddit.

Swartz era um ativista online. Esteve envolvido no lançamento do movimento Creative Commons, no projeto OpenLibrary.org (para acesso público a livros) e na criação da ONG Demand Progress (que lutou contra a SOPA, uma polêmica proposta de lei nos EUA que poderia ferir liberdades online).

Swartz teria tirado sua própria vida na sexta-feira, segundo informações da imprensa americana. Tinha 26 anos.

A morte de Swartz suscita dois debates. Um sobre depressão. Aliás, você já ouviu falar em distimia?

Mas como o tema deste blog é tecnologia, é uma outra discussão que me interessa aqui: dados abertos na internet.

Swartz sonhava com uma internet de conhecimento livre.

Em 2011, usou a rede do MIT para baixar quase 5 milhões de arquivos do JSTOR – um banco de dados para artigos científicos. Foi indiciado por fraude e, pelo crime, poderia ter que pagar multa milionária e pegar mais de 30 anos de prisão.

Em comunicado no site/memorial rememberaaronsw.tumblr.com, criado para homenageá-lo, a família de Swartz critica decisões do MIT e do escritório de promotoria de Massachussets (vale lembrar que o JSTOR não levou essa história adiante): “A morte de Aaron não é apenas uma tragédia pessoal. É um produto de um sistema de justiça repleto de intimidação“, diz um trecho.

@@@

No meio acadêmico, o JSTOR é uma fonte pra lá de útil. Acesso por meio de meu login/senha na Universidade de Winnipeg e sempre me pergunto por que isso tudo não está totalmente aberto. Conhecimento científico deveria ser amplamente acessível, para assim gerar mais debate, mais conhecimento.

Que a história de Swartz nos faça refletir não só sobre livre acesso à informação, mas que também chame a atenção para discussões envolvendo crimes na internet.

Foto do Flickr de Sage Ross, arquivo pessoal

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Comentários (2)

  • Daniel Fridman diz: 14 de janeiro de 2013

    Não conheço a JSTOR, mas desde há muito tempo, compratilho da idéia de que o conhecimento não deve ser restrito a poucos. Na medicina, por exemplo, em nosso meio, o acesso a informação de qualidade só é facilitado a quem está ligado à Universidade, de modo que, se não é contratado ou pós-graduando, caso nenhuma sociedade da especialidade o disponibilize, se tem que gastar muito dinheiro para poder ingressar nas melhores bases de dados (privadas) e ter acesso á íntegra de artigos científicos que, em última instância, existem para ajudar a população.

  • Guaracy Monteiro diz: 14 de janeiro de 2013

    Pô, apesar da notícia ter saído em diversos jornais do 1º ao 4º mundo, não vi nada na ZH. Só essa nota do teu blog. Então os parabéns para ti pela lembrança e de um assunto importante e, também, pela citação do JSTOR que mesmo sendo o principal prejudicado, não quis levar o processo adiante. Os mais velhos (e muitos novos também) estão totalmente perdidos com a internet (tomei a liberdade de colocar um link abaixo¹).

    Novamente, parabéns pelo artigo.

    http://democraciarealjapoa.wordpress.com/2011/11/02/no-inicio-foi-o-fogo-e-agora-sao-os-hackers/

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